POLÍTICA NACIONAL
Avança projeto de melhorias em moradia e transporte para pessoas idosas
POLÍTICA NACIONAL
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (8) um projeto de lei que trata do direito das pessoas idosas à moradia e ao transporte (PL 4.795/2023). O autor do projeto, senador Ciro Nogueira (PP-PI), afirma que a iniciativa moderniza o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741, de 2003). A matéria segue para análise em outro colegiado da Casa: a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
A proposição altera o Estatuto da Pessoa Idosa para estabelecer que, nos programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos públicos, devem ser criadas habitações assistidas destinadas à população idosa, nas quais haja um ambiente que equilibre a independência e a necessidade de cuidados especializados. Além disso, o texto prevê a criação de um programa de subsídios e incentivos para reformas e adaptações em residências de pessoas idosas, com o objetivo de lhes garantir segurança, acessibilidade e autonomia.
Em relação ao transporte, a proposta determina que estações e paradas de ônibus sejam abrigadas contra chuva, vento e sol, e tenham assentos confortáveis. Também estabelece que o poder público deverá incentivar o desenvolvimento de aplicativos para celular sobre o transporte adaptado às necessidades da pessoa idosa, com interfaces “amigáveis” e informações claras sobre horários, rotas e serviços. Além disso, o texto prevê que o poder público deverá divulgar: a gratuidade dos transportes públicos urbanos para maiores de 65 anos; a reserva de 10% dos assentos; e o desconto de 50% no valor das passagens dos transportes coletivos interestaduais para pessoas idosas de baixa renda.
O projeto contou com o parecer favorável do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi apresentado na CDH.
Segundo Ciro Nogueira, sua iniciativa moderniza o Estatuto da Pessoa Idosa, considerando as mudanças sociais, tecnológicas e demográficas das últimas décadas. Para ele, adequar as residências para torná-las seguras e acessíveis é fundamental para evitar acidentes e garantir a autonomia dos idosos. O senador ressalta que os idosos são especialmente vulneráveis às variações do clima e, por isso, necessitam de infraestrutura adequada nas paradas de ônibus.
Ao apoiar a proposta, Flávio Bolsonaro citou dados do IBGE que indicam um aumento do índice de envelhecimento da população brasileira na última década. Esses dados também apontam que, em 2020, aproximadamente 70% da população idosa do Brasil possuía uma renda mensal de até dois salários-mínimos. “Esse dado ressalta as dificuldades enfrentadas por esse público para ter acesso, por meios próprios, a direitos fundamentais, tais como moradia, saúde e transporte”, acrescentou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Fundo Eleitoral reduz desigualdade entre partidos, mas diferenças internas persistem
Com a expansão do financiamento público nas campanhas eleitorais entre 2018 e 2022, a desigualdade entre os partidos na distribuição desses recursos diminuiu. A conclusão está no Texto para Discussão 367, do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria Legislativa do Senado. Apesar disso, o estudo mostra que o movimento não ocorreu da mesma maneira dentro das legendas, onde a distribuição ainda depende dos critérios de cada partido.
O texto é assinado pelo consultor legislativo Clay Souza e Teles. O estudo usou dados de candidaturas, prestações de contas e resultados eleitorais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral para analisar como foram alterados o alcance e a desigualdade dos recursos destinados às candidaturas a deputado federal, estadual e distrital.
De acordo com o consultor, entre 2018 e 2022 a dotação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, cresceu aproximadamente 133%, descontada a inflação. Com isso, houve aumento tanto na cobertura (número de candidaturas que receberam recursos) quanto no valor médio destinado a cada candidato.
Entre os dois pleitos, a cobertura aumentou 49% nas eleições para deputado federal (de 5.517 para 8.255 candidatos) e apenas 4% nas assembleias estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal (de 12.110 para 12.592 candidatos). Já o valor médio recebido por candidato financiado cresceu 48% para candidatos a deputado federal e 84% para candidatos aos legislativos estaduais.
Embora os resultados mostrem que a expansão dos fundos públicos foi acompanhada da ampliação do acesso e da redução da desigualdade, o texto aponta que o potencial equalizador foi parcial. A mudança fez com que houvesse a desconcentração entre partidos, especialmente nas eleições para deputado federal, mas não uma distribuição mais homogênea dentro das legendas.
Índice
O estudo utilizou o índice de Theil, que mede a desigualdade na distribuição de recursos.
Para medir separadamente a desigualdade entre os partidos e a desigualdade dentro de cada partido, o índice foi decomposto em um componente interpartidário (entre partidos) e em um componente intrapartidário (dentro dos partidos).
Quanto mais próximo de zero estiver o índice, menor será a desigualdade observada.
Nas eleições para deputado federal, a desigualdade entre partidos caiu de 1,024 em 2018 para 0,507 em 2022 (uma redução de 50,5%). Já o componente intrapartidário diminuiu de 0,589 para 0,508 (uma variação bem menor, de 13,75%).
Além disso, em 2018 o componente interno às legendas representava aproximadamente 36% da desigualdade média entre candidatos à Câmara dos Deputados. No pleito de 2022, os dois componentes se tornaram praticamente equivalentes: o componente intrapartidário chegou a 49,8%.
Critérios internos
O resultado, explica o estudo, não vem do aumento nas diferenças internas, mas sim da diminuição das diferenças entre partidos. “Com efeito, à medida que as diferenças na disponibilidade de recursos públicos entre partidos diminuem, os critérios internos de priorização tornam-se mais relevantes para compreender a desigualdade remanescente”, conclui o texto.
Para o consultor, a persistência de desigualdades intrapartidárias não conduz, por si só, à necessidade de novas restrições à liberdade de decisão dos partidos sobre como distribuir esses recursos, mas indica a necessidade de discutir como é possível compatibilizar essa autonomia com critérios como transparência, objetividade e igualdade de oportunidades para o rateio interno.
Financiamento público
A proibição de doações eleitorais por pessoas jurídicas é resultado de decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em 2015 — e foi isso que mudou as bases do financiamento eleitoral no Brasil. Após as eleições de 2016, foi criado o Fundo Eleitoral, que se somou ao já existente Fundo Partidário.
Os recursos desses fundos são distribuídos aos partidos com base na representatividade no Congresso Nacional. Já a distribuição aos candidatos é feita de acordo com os critérios de cada partido, respeitando os percentuais mínimos por gênero e cor/raça.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásFim da escala 6×1 passa na CCJ e vai a Plenário
-
POLÍTICA7 dias atrásAleac realiza sessão solene em homenagem ao Dia Nacional do Taxista
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásCCT aprova restrições à publicidade e ao patrocínio de bets; texto vai ao Plenário
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásCCJ conclui votação de projeto com penas mais rígidas para maus-tratos a animais
-
FAMOSOS7 dias atrásLarissa Manoela se despede de agosto com cliques e declaração para setembro: ‘Lindo’
-
ESPORTES7 dias atrásFlamengo vence o Mirassol e encosta no líder Palmeiras no Brasileirão
-
ESPORTES6 dias atrásGrêmio vence o Internacional por 3 a 1 e avança às semifinais da Copa do Brasil
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásSenado aprova prioridade para futebol feminino na política de esporte
