RIO BRANCO
Search
Close this search box.

POLÍTICA NACIONAL

Câmara homenageia campanha Outubro Rosa e reforça importância do diagnóstico precoce

Publicados

POLÍTICA NACIONAL

A Câmara dos Deputados realizou nesta segunda-feira (20) sessão solene em homenagem à Campanha Internacional do Outubro Rosa, voltada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama. A iniciativa foi proposta pelas deputadas Benedita da Silva (PT-RJ), Flávia Morais (PDT-GO) e Laura Carneiro (PSD-RJ), e pelo deputado Odair Cunha (PT-MG).

A deputada Laura Carneiro afirmou que a data é um “chamado à ação pela vida”, destacando a importância de campanhas que incentivem o autocuidado e o exame preventivo. “Precisamos garantir que todas as mulheres, independentemente da renda ou da região, tenham acesso à mamografia e ao tratamento adequado”, disse.

Para Flávia Morais, o Outubro Rosa também deve servir para ampliar o debate sobre políticas públicas permanentes para a saúde da mulher. “O diagnóstico precoce salva vidas, mas é preciso fortalecer a rede pública e investir na prevenção durante todo o ano”, afirmou.

A deputada Gisela Simona (União-MT) também participou da homenagem e destacou o papel da prevenção. “Falar sobre o Outubro Rosa é falar de amor, de cuidado e de políticas públicas que salvam vidas. Precisamos fazer com que a informação chegue às mulheres mais vulneráveis, que muitas vezes não conseguem sequer marcar um exame”, declarou.

Leia Também:  Comissão aprova obrigar serviço de transporte por aplicativo a promover conscientização sobre proteção a passageiras

Diagnóstico precoce
Entre as convidadas, Joana Jeker, da Associação Recomeçar, ressaltou que “o câncer de mama não pode ser uma sentença de morte, e sim um alerta para que todas as mulheres busquem o diagnóstico precoce e o cuidado contínuo”.

Já Helena Esteves, do Instituto Oncoguia, afirmou que “é preciso acolher as mulheres com humanidade”. “O tratamento não é só físico, é também emocional, e o apoio psicológico faz parte da cura”, disse.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que “o câncer de mama é também um tema de justiça social, porque a desigualdade define quem tem acesso ao diagnóstico e quem não tem”. Ela defendeu o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e ressaltou que “a prevenção precisa chegar às mulheres negras, periféricas e do campo, que são as que mais sofrem com o atraso no atendimento”.

O diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto Campello Carvalheira, afirmou durante a sessão que “o grande desafio do país é garantir que o diagnóstico do câncer de mama aconteça de forma oportuna, com acesso rápido a exames e início imediato do tratamento”.

Leia Também:  CAS aprova em segundo turno regulamentação da psicopedagogia

Ele acrescentou que o ministério tem trabalhado para expandir a rede de serviços oncológicos e fortalecer as políticas de prevenção e rastreamento, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

A Campanha Outubro Rosa é celebrada anualmente e busca alertar a sociedade sobre a importância da detecção precoce e do acompanhamento médico regular, principais formas de reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil.

Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Bets sem influenciadores: debate pede fim da propaganda com celebridades e atletas

Publicados

em

Por

Especialistas, representantes da sociedade civil e parlamentares defenderam nesta terça-feira (7), em audiência pública no Senado, restrições à publicidade das apostas de quota fixa — as chamadas bets —, principalmente quando há a participação de influenciadores digitais, atletas e clubes de futebol.

Para os participantes da audiência, a ampla divulgação das plataformas desse tipo de jogo contribui para a exploração de grupos vulneráveis, além de agravar problemas relacionados ao endividamento, à saúde mental e ao uso compulsivo das apostas. Parte dos debatedores defendeu, inclusive, a proibição da atividade.

O debate foi promovido de forma conjunta por dois colegiados do Senado: a Comissão de Direitos Humanos (CDH) e a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Influenciadores

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) foi uma das vozes favoráveis à extinção das bets. Ele afirmou que a regulamentação adotada no Brasil foi insuficiente para conter os impactos negativos — tanto sociais como econômicos — do setor. Para o senador, antes mesmo de uma eventual proibição, o país deveria interromper imediatamente a publicidade desse tipo de jogo (incluindo as campanhas com influenciadores e a associação das marcas de apostas ao futebol).

— Sou totalmente contra as bets. Mas acabar com a publicidade é “para ontem”. Façam um decreto, uma portaria. Não pode haver influenciadores nem atletas promovendo apostas. É uma combinação explosiva. Quando a pessoa vê a camisa do seu time estampada com o nome de uma bet, ela pode pensar que está ajudando o próprio clube ao apostar — disse Girão.

Jéssica Lobo, que se autointitula “desinfluenciadora de jogos de aposta”, afirmou que passou a atuar contra a divulgação das bets após a perda da irmã, Ângela Maria, em dezembro de 2023. Jéssica contou que a família havia descoberto transferências de recursos feitas pela irmã para plataformas de apostas, e que o vício havia comprometido gravemente a situação financeira de Ângela Maria.

Leia Também:  Comissão aprova obrigar serviço de transporte por aplicativo a promover conscientização sobre proteção a passageiras

A partir de então, Jéssica começou a contar sua experiência nas redes sociais e criou grupos de apoio para familiares e pessoas afetadas pelo problema, que hoje reúnem mais de 10 mil participantes. Ela defendeu a proibição da publicidade das casas de apostas, principalmente quando há a participação de influenciadores digitais.

— No mínimo, a gente precisa acabar com essa propaganda “para ontem”. São justamente os grandes influenciadores que fazem as pessoas voltarem a jogar. Vejo isso no trabalho que realizamos nos grupos de apoio: a pessoa fica três ou quatro meses sem apostar, aí vê uma publicidade ou um influenciador promovendo uma bet, volta a jogar e recai [no vício]. É uma indústria que atinge pessoas vulneráveis — ressaltou.

Expansão das plataformas

As apostas de quota fixa foram autorizadas no Brasil pela Lei 13.756 de 2018, mas o mercado permaneceu por cerca de cinco anos sem uma regulamentação específica.

As regras para o funcionamento do setor foram consolidadas apenas com a Lei 14.790 de 2023, que estabeleceu critérios para a exploração da atividade, a fiscalização e medidas de proteção aos apostadores.

Durante a audiência no Senado, participantes destacaram que o intervalo de cerca de cinco anos entre a autorização das apostas de quota fixa e a regulamentação do setor favoreceu a expansão das plataformas, com publicidade intensa e fácil acesso por celular.

Pressão sobre serviços públicos

A consultora do Conselho Diretor do Instituto de Defesa de Consumidores em Serviços Financeiros, Ione Amorim, disse que as regras atuais ainda são insuficientes para enfrentar impactos como o superendividamento e a pressão sobre os serviços públicos.

— A publicidade está em todos os lugares e está no celular 24 horas por dia. A aposta pode ser individual, mas o preço é coletivo. Quando falamos da sobrecarga na saúde, estamos falando de diversos serviços públicos pressionados para atender às consequências de uma atividade tão nociva para a economia, para as finanças das famílias e para a saúde mental — declarou Ione, que participou do debate de forma on-line.

Leia Também:  CAS aprova em segundo turno regulamentação da psicopedagogia

Representantes das defensorias públicas alertaram para o aumento da demanda por atendimento. Luciana Telles da Cunha, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, defendeu o fortalecimento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e das defensorias para lidar com casos de endividamento e dependência relacionados às apostas, além de campanhas de conscientização.

— Precisamos investir em campanhas de conscientização e de contrapropaganda. É preciso dizer com todas as letras que se trata de jogo de azar. A banca sempre ganha — frisou Luciana Telles.

Grupos vulneráveis

O defensor público do estado de São Paulo Marcelo Dayrell Vivas destacou a maior exposição de grupos vulneráveis às apostas. Segundo ele, cerca de 75% dos apostadores têm até o ensino médio completo ou menos que isso, aproximadamente 65% são pessoas pretas e pardas e percentual semelhante vive em famílias com renda mensal de até três salários mínimos.

Marcelo Chaves Aragão, do Tribunal de Contas da União (TCU), salientou que a combinação entre publicidade intensa, acesso facilitado pelos celulares e ausência de medidas preventivas ampliou os riscos clínicos, psicossociais e econômicos.

— Ao continuar com essa propaganda massiva, com a participação de celebridades e influenciadores, sem medidas efetivas de prevenção, vamos colocar em xeque toda a política pública de saúde. Se não houver essa restrição, vamos continuar enxugando gelo — alertou Aragão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA