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CCT aprova 16 outorgas de emissoras de rádio no país

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A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou, nesta quarta-feira (5), 16 pedidos de concessão e renovação de outorga para emissoras de rádio na Paraíba, Piauí, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. Os pedidos, que tramitam como projetos de decreto legislativo, vão à promulgação pela Presidência do Senado.

Os pedidos aprovados são de 15 rádios comunitárias, emissoras sem fins lucrativos, com alcance restrito a determinada comunidade e destinadas a integrar seus frequentadores. Nesses casos, a outorga ou renovação se dá por meio de autorização, que não exige licitação e pode ser revogada a qualquer tempo, sem indenização. Apenas um projeto aprovado (PDL 547/2023) trata de outorga de radiodifusão sonora em frequência modulada (FM), na cidade de Londrina (PR).

Os pedidos aprovados são:

Emissoras de rádio outorgadas

Solicitante

Local

Relator

Modalidade

Tipo

Associação São Sebastião de Rádio e Comunicação, PDL 285/2021 Nova Serrana (MG) Senador Hamilton Mourão (Republicanos- RS) Renovação Autorização
Associação Comunitária Serrazulense, PDL 696/2021 Serra Azul (SP) Senador Izalci Lucas (PL-DF) Renovação Autorização
Associação Comunitária de Desenvolvimento Artístico e Cultural de Itamogi, PDL 763/2021 Itamogi (MG) Senador Izalci Lucas (PL-DF) Renovação Autorização
Associação Cultural e de Promoção Social Casimiro Mikucki, PDL 854/2021 Ribeirão Bonito (SP) Senador Izalci Lucas (PL-DF) Renovação Autorização
Ação Social Comunitária de Capim Branco, PDL 947/2021 Capim Branco (MG) Senador Izalci Lucas (PL-DF) Renovação Autorização
Associação Educativa e Cultural de Itabira, PDL 128/2022 Itabira (MG) Senador Izalci Lucas (PL-DF) Renovação Autorização
Associação Comunitária dos Amigos de Pedras de Fogo, PDL 530/2021 Pedras de Fogo (PB) Senador Efraim Filho (União-PB) Renovação Autorização
Associação Rádio Comunitária Interativa FM, PDL 361/2023 Betânia do Piauí (PI) Senador Efraim Filho (União-PB) Outorga Autorização
Associação Cultural de Radiodifusão Comunitária Campomaiorense, PDL 365/2023 Campo Maior (PI) Senador Efraim Filho (União-PB) Outorga Autorização
Associação Coloniense de Radiodifusão Comunitária, PDL 366/2023 Colônia do Piauí (PI) Senador Efraim Filho (União-PB) Outorga Autorização
Associação de Desenvolvimento Comunitário Cultural e Social de Água Branca, PDL 369/2023 Água Branca (PI) Senador Efraim Filho (União-PB) Outorga Autorização
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná, PDL 547/2023 Londrina (PR) Senador Flávio Arns (PSB-PR) Outorga Permissão
Associação Comunitária do Município de Laranjal, PDL 774/2021 Laranjal (PR) Senador Flávio Arns (PSB-PR) Renovação Autorização
Associação Cultural e Ecológica Vale do Sol, PDL 787/2021 Cândido Abreu (PR) Senador Flávio Arns (PSB-PR) Renovação Autorização
Associação Rádio Comunitária Liberdade FM, PDL 239/2021 Uruçuí (PI) Senador Ciro Nogueira (PP-PI) Outorga Autorização
Associação de Comunicação e Desenvolvimento Comunitário de Castelo do Piauí, PDI 243/2021 Castelo do Piauí (PI) Senador Ciro Nogueira (PP-PI) Execução Autorização
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Os senadores aprovaram também requerimentos de informações, dirigidos ao Ministério das Comunicações, a respeito de três projetos:

  • PDL 866/2021, que renova a autorização outorgada à Associação Cultural e Comunitária de Itatiaiuçu para executar serviço de radiodifusão comunitária em Itatiaiuçu (MG);
  • o PDL 313/2021, que renova a autorização outorgada à Fundação Cidadania para executar serviço de radiodifusão comunitária em José de Freitas (PI);
  • e o PDL 354/2021, que renova a autorização outorgada à Associação de Desenvolvimento Comunitário de Cabeceiras para executar serviço de radiodifusão comunitária em Cabeceiras do Piauí (PI).

Esses pedidos de informações acontecem quando os senadores sentem falta de detalhes específicos e dos critérios usados nos processos de outorga.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova admissibilidade de propostas que acabam com a escala 6×1

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que reduzem a jornada de trabalho no país. Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Os textos serão agora analisados por uma comissão especial e depois pelo Plenário.

O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), concluiu que as propostas respeitam os requisitos formais e não violam cláusulas pétreas da Constituição Federal.

A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe reduzir a jornada semanal gradualmente das atuais 44 para 36 horas. A transição se daria ao longo de dez anos. A proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Jornada de trabalho é o limite de horas cumpridas pelo trabalhador em um período. Escala é a forma como os dias de serviço e repouso são distribuídos.

As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece apenas que a jornada normal do trabalhador não deve ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Tarcisio Motta (PSOL - RJ)
Tarcísio Motta criticou a exaustão causada pelo modelo atual

Apelo popular
Ao defender o fim da escala 6×1, o relator classificou as mudanças como uma resposta ao desejo da sociedade e destacou que a jornada atual penaliza severamente os trabalhadores de baixa renda, em especial mulheres e jovens, que precisam de tempo para os estudos e afazeres domésticos.

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“Hoje, no Brasil, quem mais trabalha efetivamente é quem ganha menos”, disse Azi.

Debate
Durante o debate na CCJ, o deputado Reginaldo Lopes, autor da PEC 221/19, definiu a atual escala 6×1 como “escravidão moderna” que prejudica a saúde de 31,7 milhões de trabalhadores. Ele argumentou que a mudança na jornada aumentará a produtividade e a formalização do emprego, combatendo o estresse que afasta do trabalho 500 mil pessoas por ano e sobrecarrega a Previdência Social.

A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) considera a redução da jornada, se aprovada, uma vitória da mobilização popular. “Mais de 70% da população brasileira é favorável”, disse.

Já os deputados Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e Tarcísio Motta (Psol-RJ) enfatizaram os efeitos da escala 6×1 na saúde e nas relações familiares. Motta criticou a exaustão causada pelo modelo, dizendo que o trabalho, que deveria dignificar, “está sendo um motivo de sofrimento”.

Também apoiaram sem ressalvas a proposta de redução da jornada de trabalho os deputados Helder Salomão (PT-ES), Alencar Santana (PT-SP), Rubens Pereira Júnior (PT-MA), Patrus Ananias (PT-MG), Erika Kokay (PT-DF), Túlio Gadêlha (PSD-PE) e Marina Silva (Rede-SP).

Por sua vez, o deputado Lucas Redecker (PSD-RS), apesar do apoio, alertou para um possível “impacto econômico negativo”, com um aumento de 22% no custo de produção, que poderia, segundo ele, gerar aumento de preços e desemprego.

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Redecker sugeriu medidas de compensação aos empregadores, como a desoneração da folha. “Não existe patrão sem empregado, nem empregado sem patrão”, disse.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) rebateu o argumento de aumento de preços. “A medida não vai aumentar preço de serviço nem preço de produtos porque 66% dos trabalhadores formalizados com carteira de trabalho assinada já atuam nessa condição de 5 por 2. São mais de 30 milhões de brasileiros”, disse.

Os deputados Kim Kataguiri (MISSÃO-SP), Fausto Pinato (PP-SP) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) se manifestaram contra as PECs, argumentando que a medida é eleitoreira e não resolve o problema dos trabalhadores.

Kataguiri disse que a medida não beneficia os trabalhadores informais, “que são a maioria no Brasil”, e disse que a proposta serve apenas como propaganda política. Segundo ele, se houvesse real vontade política, o caminho seria um projeto de lei com urgência constitucional, focado no aumento da produtividade e no corte de impostos.  “O trabalhador vai enxergar que foi enganado, que foi objeto de um palanque político populista, demagogo e mentiroso”, disse.

Sóstenes afirmou que o PL deseja modernizar a legislação trabalhista, mas alertou que “uma mudança apressada” pode gerar desemprego e uma “quebradeira geral na economia”. Ele sugeriu que o debate deve ser feito com equilíbrio, buscando proteger tanto o interesse do trabalhador quanto a sustentabilidade dos setores econômicos.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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