RIO BRANCO
Search
Close this search box.

POLÍTICA NACIONAL

CCT debaterá estratégia de inteligência artificial

Publicados

POLÍTICA NACIONAL

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou na quarta-feira (20) a realização de audiência pública sobre a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (Ebia) para discussão sobre o impacto dessa política pública para o desenvolvimento e o bem-estar da população. A data da audiência ainda será definida.

O autor do requerimento (REQ 21/2025 — CCT), senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), propõe convites a representantes do governo, especialistas em inteligência artificial (IA) em vários segmentos e expoentes do incentivo a startups do setor. A avaliação da Ebia é um dos objetivos do plano de trabalho da CCT em 2025.

Pontes argumentou que o rápido desenvolvimento da IA exige uma atualização constante da estratégia nacional para o setor, em conjunto com a proposta de regulamentação da IA atualmente em discussão na Câmara dos Deputados.

— Não adianta só ter a regulamentação, que muita gente vê de uma forma amedrontada, com receio da utilização da inteligência artificial. Eu deixo bem claro aqui que é mais perigoso para o país, ou mais arriscado, não usar a inteligência artificial, do ponto de vista social e econômico, do que usar, e para isso a gente tem que ter uma estratégia de desenvolvimento e de utilização aqui no país — afirmou.

Leia Também:  Projeto aprovado obriga rodovias a elaborem plano de emergência

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) elogiou a iniciativa.

— Se não se tem a estratégia, o plano não funciona e será algo com que não vai se chegar a lugar nenhum.

Plano

Outro requerimento de Marcos Pontes aprovado pela CCT (REQ 22/2025 — CCT) prevê audiência pública sobre o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Entre os convidados, estão representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Ministério da Fazenda; do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

Outros requerimentos

A CCT também aprovou requerimento (REQ 25/2025 — CCT) da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para audiência pública sobre o projeto (PL 330/2022) que dispõe sobre o crime de má conduta científica.

Outro requerimento aprovado (REQ 19/2025 — CCT), do senador Flávio Arns (PSB-PR), tem o objetivo de debater a incorporação de novas tecnologias para pacientes de amiloidose hereditária por transtirretina (TTS) em falha terapêutica no SUS.

Ainda será debatido na CCT (REQ 23/2025 — CCT) o cenário da mineração e do beneficiamento das terras raras no Brasil. O senador Flávio Arns é o autor do requerimento.

Leia Também:  Comissão debate direitos das pessoas com síndrome de Down; participe

O Programa Nuclear da Marinha (PNM) e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) serão tema de audiência pública, nos termos de requerimento (REQ 24/2025 — CCT), também de Flávio Arns.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Congresso instala frente parlamentar em defesa da cultura de paz e do diálogo

Publicados

em

Por

O Senado instalou nesta quinta-feira (7) a Frente Parlamentar pela Paz Mundial (FPAZ), iniciativa que pretende ampliar a atuação do Congresso na promoção da cultura de paz e na defesa da democracia, da justiça social e do diálogo. O senador Paulo Paim (PT-RS) presidirá o grupo, que terá como vice-presidentes os senadores Flavio Arns (PSB-PR) e Eduardo Girão(Novo-CE). O grupo também aprovou o estatuto da frente, o qual vai orientar a atuação dos parlamentares. 

Entre as principais linhas de atuação defendidas está o apoio a ações que levem a uma mudança de mentalidade de conflito para uma que manifeste a pacificação pelo princípio do amor universal. 

Paulo Paim (PT-RS) afirmou que o grupo pretende atuar na articulação de projetos e políticas públicas voltadas à promoção do diálogo e da solução pacífica de conflitos. Segundo ele, a iniciativa deve ir além de uma estrutura institucional e assumir um compromisso humanitário diante do cenário internacional e das violências sociais registradas no país.

Paim citou conflitos internacionais em regiões como Ucrânia, Gaza, Israel, Irã e países africanos, além de alertar para problemas internos, como feminicídio, tráfico de drogas e episódios de intolerância. Para o senador, o fortalecimento da cultura de paz passa pela valorização dos direitos humanos e do respeito às diferenças.

Ele defendeu que o Congresso coloque essa energia no centro das decisões, das leis e das atitudes de cada um. 

Leia Também:  Rodrigues celebra 37 anos de Roraima e projeta novo ciclo de desenvolvimento

— Falta amor. Pode parecer simples demais, pode até parecer ingênuo, mas não é. Falar de amor aqui nesse Parlamento é falar de coragem. É falar da base de tudo aqui que sustenta os direitos humanos. Sem amor não existe paz, não existe justiça, não existe dignidade, não existe solidariedade. Esse sentimento é tão nobre que anda junto com os direitos humanos. 

O senador Eduardo Girão defendeu a criação do grupo como uma forma de estimular o diálogo e reduzir tensões sociais e políticas. Segundo ele, o tema da paz deve ocupar posição central na agenda pública.

— Esse é o assunto principal. Aqui é o destino do Brasil.

Girão disse ainda que a frente poderá promover articulações e iniciativas voltadas a “desarmar os espíritos”. Para o senador, a paz não significa apenas ausência de violência, mas envolve ação e justiça social.

Articulação e educação 

O ex-senador e constituinte Ulisses Riedel foi escolhido como secretário-executivo do colegiado. Ele afirmou que a instalação do grupo amplia a capacidade de articulação do movimento em defesa da paz. 

Para Riedel, a construção da paz depende de ações educativas e da valorização do diálogo desde a formação básica. Ele também defendeu a consolidação de relações humanas baseadas na não violência e na cooperação.

Leia Também:  Projeto destina recursos para pagamento de serviços ambientais na Amazônia

— Nós temos que construir a mentalidade de que relações humanas não aceitam violência, não aceitam guerras, não aceitam competições.

O professor da Universidade de Brasília Mário Brasil afirmou que a construção de uma cultura de paz começa pela reflexão individual sobre atitudes cotidianas. Segundo ele, a chamada “ciência da paz” aponta a existência de conflitos internos no ser humano, que se refletem em disputas sociais, ambientais e tecnológicas. O professor também defendeu maior valorização da força feminina nos processos de transformação social e de pacificação.

Já a professora Jaqueline Moll, da União Planetária, destacou o papel da educação na promoção da paz. 

— Não há futuro se o presente não for transformado. 

Para ela, a construção da paz exige compromisso diário com a convivência, a ética e a verdade, por meio de processos educativos e da valorização das virtudes.

No momento da instalação, a frente conta com oito membros. Além de Paim, Arns e Girão, estão as senadoras Mara Gabrilli (PSD-SP), Teresa Leitão (PT-PE) e Leila Barros (PDT-DF), e os senadores Weverton (PDT-MA) e Humberto Costa (PT-PE).

Nos próximos dias o grupo irá se reunir para elaborar o plano de trabalho e definir as primeiras ações e debates. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA