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CDH vai analisar inclusão digital de ribeirinhos, quilombolas e indígenas

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Em reunião nesta quarta-feira (25), a Comissão de Direitos Humanos (CDH) deve apreciar o projeto de lei que cria programa de inclusão digital para comunidades quilombolas. A reunião tem início às 11h.

O PL 1.153/2025 estabelece a criação do Programa Transformação Digital para Ribeirinhos, Quilombolas e Comunidades Indígenas. 

O programa pretende capacitar as comunidades para que acessem as tecnologias da informação e comunicação por meio da internet. Prevê ainda a participação direta dessas comunidades na gestão do programa, além da expansão da infraestrutura de conectividade, com prioridade para as áreas remotas e de difícil acesso. 

Além disso, buscará incentivar projetos tecnológicos voltados à produção, comercialização e outras atividades de interesse local, bem como a valorização das tradições e saberes por meio de conteúdos digitais. 

O texto determina ainda a criação de um conselho gestor para que o programa seja implementado. O colegiado contará com representantes do governo federal, comunidades e instituições que possam contribuir para o seu funcionamento. 

Para que o programa seja implementado, poderão ser firmadas parcerias entre o governo federal, comunidades beneficiadas, organizações da sociedade civil, universidades e instituições capazes de contribuir para a sua execução, inclusive internacionais. 

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As despesas para execução do programa serão custeadas pelo governo federal ou por doações nacionais e internacionais. 

O PL 1.153/2025 foi apresentado pelo senador Jader Barbalho (MDB-PA) e recebeu voto favorável do relator, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). O projeto ainda será apreciado pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), em decisão final.

A reunião da CDH será realizada na sala 2 da ala Nilo Coelho.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova diretrizes para ações de educação financeira em programas do governo

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6585/25, que estabelece diretrizes para a promoção contínua de ações de conscientização e de educação financeira em planos e programas do governo federal. O objetivo é prevenir o superendividamento, incentivando a capacidade de gestão financeira dos cidadãos.

As ações poderão contemplar:

  • campanhas informativas e materiais educativos de fácil compreensão;
  • oficinas, cursos e palestras sobre gestão financeira pessoal;
  • orientação sobre crédito responsável, identificação de assédio de crédito, prevenção ao superendividamento e procedimentos de renegociação de dívidas; e
  • capacitação de servidores públicos para atuar como multiplicadores.

A implementação das ações previstas deverá observar a eficiência na aplicação dos recursos públicos e priorizar o uso de meios digitais.

Alterações
O relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF) , recomendou a aprovação da matéria com alterações. O projeto original é do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM).

Uma das mudanças feitas pelo relator refere-se à articulação do governo federal com a rede de ensino. Julio Cesar Ribeiro propôs que, em vez de focar nas redes públicas estaduais e municipais de educação básica, as ações federais priorizem a parceria com as instituições de ensino superior da rede federal.

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Segundo Ribeiro, essa mudança assegura a adequação administrativa, uma vez que o projeto trata de programas federais. “Essas instituições podem contribuir para a elaboração de programas, especialmente as universidades, na oferta de programas de extensão”, argumentou.

As modificações feitas por Julio Cesar Ribeiro também reforçam a necessidade de respeitar a autonomia das instituições federais de ensino superior ao incluí-las nos programas de educação financeira.

Também são previstas parcerias com órgãos de defesa do consumidor, entidades da sociedade civil, instituições de pesquisa e organizações especializadas.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Defesa do Consumidor; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se for aprovado pelas comissões, o texto poderá seguir diretamente para o Senado, sem necessidade de passar pelo Plenário, a menos que haja pedido para isso.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

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Fonte: Câmara dos Deputados

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