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Comissão da Câmara debate papel dos minerais críticos na transição energética

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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados realiza, nesta quinta-feira (11), um seminário sobre a relação entre a exploração de minerais críticos e a crise climática.

O evento será realizado às 10 horas, no plenário 2, e reunirá especialistas, parlamentares e representantes da sociedade civil para discutir os efeitos da corrida global pela exploração de minerais estratégicos, como lítio, cobalto e terras raras.

Impactos
O seminário foi solicitado pelo 1º vice-presidente do colegiado, deputado Nilto Tatto (PT-SP). “Considerados essenciais e estratégicos para o processo de transição energética em curso, a corrida global pelo acesso e exploração de minerais críticos está provocando uma série de impactos e contradições com o ideário de uma transição justa, democrática e inclusiva”, alerta.

Segundo Tatto, no Brasil, a mineração tem agravado a insegurança hídrica, a exposição a eventos extremos e os riscos socioambientais em estados mineradores como Pará, Minas Gerais, Goiás e Bahia.

“O mundo caminha para migrar de uma Era do Petróleo para a Era dos Minerais Estratégicos”, afirma o deputado. E o Brasil, segundo ele, tem potencial para ocupar posição de liderança na transição energética, inclusive por ter grandes reservas minerais. “Transformar essa potência em força de um projeto de desenvolvimento justo, igualitário, democrático e sustentável é o desafio que temos pela frente”, resumiu Tatto.

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Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova novos critérios para definição de imóvel subutilizado

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A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera o Estatuto da Cidade para detalhar a definição de imóvel subutilizado.

O texto considera subutilizado o imóvel abandonado, desocupado e mantido fora do mercado de locação, com sinais de deterioração ou uso irregular.

Entre os exemplos de uso irregular citados na proposta, estão o acúmulo de lixo, o abrigo de animais ou a ocupação por terceiros.

Exceção
A regra não se aplicará se o imóvel for necessário para a habitação do proprietário ou de seus dependentes.

Mudanças no texto original
O texto aprovado foi o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Eli Borges (Republicanos-TO), ao Projeto de Lei 3823/19, do deputado Rubens Otoni (PT-GO).

O texto inicial considerava subutilizados os imóveis residenciais mantidos ociosos sob qualquer pretexto, desde que não fossem necessários para a moradia do dono.

O relator explicou que a expressão “sob qualquer pretexto” poderia levar a interpretações arbitrárias e ampliar o risco de intervenções indevidas do poder público sobre a esfera privada.

“O objetivo do substitutivo é conferir maior segurança jurídica e estabelecer parâmetros mais claros e equilibrados para a aplicação da norma, harmonizando o direito de propriedade com sua função social”, esclareceu Eli Borges.

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Como é hoje
Hoje, o Estatuto da Cidade só considera subutilizado o imóvel com aproveitamento inferior ao mínimo definido para a área em que se situa.

Terrenos, casas e prédios classificados como subutilizados podem ter o IPTU elevado pela prefeitura ou serem desapropriados por não cumprirem sua função social. Essas possibilidades são garantidas pela Constituição.

Próximos passos
A proposta será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para a apreciação do Plenário da Câmara.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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