POLÍTICA NACIONAL
Comissão de saúde avalia estágio de retomada da produção nacional de medicamentos
POLÍTICA NACIONAL
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (7), audiência pública para avaliar o estágio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) no Brasil.
O debate coincidiu com o Dia Mundial da Saúde e focou na retomada de políticas de transferência de tecnologia para reduzir a dependência externa do Sistema Único de Saúde (SUS) e fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).
O autor do requerimento, deputado Jorge Solla (PT-BA), afirmou que o Brasil ainda produz poucos medicamentos essenciais. Segundo o parlamentar, após um período de interrupção dessas políticas, o atual governo retomou investimentos em laboratórios públicos.
“Nosso objetivo é conhecer o estágio da reconstrução das PDPs e como o Legislativo pode contribuir para esse esforço de soberania”, afirmou.
O diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Igor Ferreira Bueno, apresentou ações iniciadas em 2023.
Ele destacou que a saúde foi incluída como uma das missões da política industrial chamada Nova Indústria Brasil. Entre os avanços apresentados, ele citou o início da produção nacional de insulina glargina e de vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes.
Conforme Bueno, há ainda 31 projetos escolhidos nas áreas de câncer, vacinas e doenças raras.
Ele explicou que a PDP permite ao governo comprar produtos com transferência de tecnologia, sem licitação.
“O objetivo final é ampliar o acesso. A política de ciência e tecnologia é o meio para que o medicamento chegue à população”, afirmou.

Fiocruz
O assessor da presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), João Miguel Estephanio, defendeu a política.
Ele disse que a Fiocruz tem 26 PDPs em diferentes fases e que o fortalecimento da produção no país gera emprego e inovação. Como exemplo de resultado dessa política, ele citou o fim da transmissão de HIV de mãe para filho no Brasil. Segundo João Miguel, a atuação da Fiocruz é essencial para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas e para garantir a produção local de medicamentos antirretrovirais.
Desenvolvimento regional
A diretora-presidente da Bahiafarma, Ceuci de Lima Xavier Nunes, destacou a importância da descentralização regional.
Segundo ela, a fundação teve quatro projetos de medicamentos biológicos aprovados recentemente.
“Isso representa um marco para levar produção de alta tecnologia ao Nordeste”, afirmou.
Projetos
Os participantes apontaram a necessidade de maior segurança jurídica para o setor e citaram medidas necessárias:
- Projeto de Lei 2583/20: cria a Estratégia Nacional de Saúde e consolida as PDPs, hoje definidas por portarias;
- Continuidade das políticas públicas: garantir que projetos de longo prazo não sejam interrompidos por mudanças de governo;
- Investimentos em infraestrutura: apoio do Novo PAC para modernizar fábricas e comprar equipamentos.
- Participação do setor privado
O presidente do conselho da Amovi Farma, Luiz Biasi, afirmou que o modelo brasileiro tem atraído investidores estrangeiros. Ele anunciou o compromisso de iniciar ainda neste ano a construção de um novo parque fabril no Brasil para produção de insumos.
Da Redação – GM
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.
Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.
Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.
Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
-
ACRE2 dias atrásCom ações coordenadas, órgãos ambientais se reúnem para definir metas e acelerar o desenvolvimento sustentável no Acre
-
ACRE2 dias atrásGoverno do Estado garante apoio a famílias atingidas por enxurrada na Baixada da Sobral
-
ACRE4 dias atrásEstado investe R$ 8,5 milhões, supera desafios logísticos e inicia ano letivo da educação indígena
-
ACRE3 dias atrásNovo chefe da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin é entrevistado no GovCast
-
ACRE2 dias atrásGoverno presta assistência a famílias atingidas por forte chuva em Rio Branco
-
POLÍTICA3 dias atrásManoel Moraes destaca alcance social do Detran e destaca respeito entre governo e parlamento
-
ACRE5 dias atrásMailza Assis confirma mudança na Polícia Civil do Acre e nomeia novo delegado-geral adjunto
-
POLÍTICA2 dias atrásMaria Antônia pede recuperação da BR-317, alerta para avanço da hanseníase e destaca revitalização do Parque da Maternidade


