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POLÍTICA NACIONAL

Comissão sobre setor portuário debate impactos da operação de portos na cidades da região

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POLÍTICA NACIONAL

A comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o novo marco regulatório do setor portuário brasileiro (PL 733/25) realiza audiência pública nesta quarta-feira (24) para debater a relação entre porto e cidade.

O debate será realizado às 14h30, no plenário 6.

A reunião atende a requerimentos apresentados por diversos parlamentares, entre eles o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). O parlamentar explica que a presença do porto estimula investimentos públicos e privados em infraestrutura urbana, mobilidade, tecnologia e capacitação profissional.

“Cidades como Santos, Guarujá, Cubatão e São Vicente são diretamente impactadas pela operação portuária, refletindo em crescimento econômico e social regional”, afirma.

A proposta
O novo marco regulatório deve substituir o que está em vigor desde 2013 (Lei 12.815/13). O texto tem 151 artigos e propõe mudanças em temas como:

– regulação do setor;
– precificação dos serviços;
– contratação de mão de obra; e
– licenciamento ambiental.

A proposta é de autoria do deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA) e replica o anteprojeto elaborado por uma comissão de juristas criada pela Câmara para revisar a legislação portuária.

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O relator é o deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA).

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

CDH divulga nesta quarta dados de violência contra a mulher com deficiência

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Mulheres com deficiência estão expostas a maiores riscos de sofrer violência, agressões, abusos e outros tipos de negligência e maus-tratos, tanto no âmbito doméstico como fora dele. É o que aponta levantamento do DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência que será apresentado nesta quarta-feira (23), a partir de 10h, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH). 

A audiência foi sugerida pela vice-presidente da comissão (REQ 128/2026 – CDH), senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). No pedido, ela destaca que as mulheres com deficiência estão particularmente suscetíveis a diversas situações de violência, tanto no ambiente doméstico e familiar quanto em outros espaços de convivência social. Conforme a senadora, essa realidade decorre de múltiplas vulnerabilidades a que estão sujeitas, como preconceito decorrente da condição de gênero, as barreiras adicionais que uma pessoa com deficiência enfrenta em sua vida social, política, educacional e profissional.

Ela enfatizou que pela primeira vez o Instituto de Pesquisa DataSenado, com a participação do Observatório da Mulher contra a Violência (OMV) e parceiros institucionais, incorporou a autoidentificação das mulheres com deficiência na já consolidada Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, que está em sua 11ª edição. 

“Esse recorte ampliou seu escopo analítico e permitiu conferir maior visibilidade às experiências e necessidades específicas dessas mulheres. Essa iniciativa representa importante avanço na produção de informações sobre a violência doméstica e familiar contra mulheres com deficiência, segmento da população que permanece, muitas vezes, invisibilizado nas estatísticas oficiais e na formulação de políticas públicas”, acrescentou Mara Gabrilli. 

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Violência doméstica 

Mais de 4,4 milhões de mulheres com deficiência no Brasil já sofreram violência doméstica ou familiar praticada por um homem. Em temos percentuais, o número corresponde a 38% das brasileiras com deficiência e é superior aos 25% observados entre as mulheres sem deficiência.

A pesquisa ainda indica que a violência atravessa diferentes momentos da vida dessas mulheres. Entre aquelas que já sofreram violência doméstica ou familiar, 36% tinham até 19 anos quando foram agredidas pela primeira vez e 24% tinham entre 20 e 29 anos. Assim, seis em cada dez sofreram a primeira agressão antes dos 30 anos.

Nos episódios considerados mais graves, 65% dos agressores eram maridos ou companheiros. As formas mais frequentes de violência relatadas pelas mulheres com deficiência foram a psicológica (88%), moral (82%) e física (80%).

Os resultados são divulgados por ocasião do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, e passam a integrar o Mapa Nacional da Violência de Gênero.

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Presenças confirmadas:

  • Talita Santos de Oliveira, Assistente Social do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal; 
  • Rosana Lago, Presidente da Frente Nacional das Mulheres com Deficiência;
  • Rosana de Sant’Ana Pierucetti, Presidente da Associação de Assistência às Mulheres, Crianças e Adolescentes e Vítimas de Violência – “Recomeçar”
  • Luciana Viegas, autista ativista, mãe de autista e professora da rede pública estadual de São Paulo;  
  • Regina Célia Almeida Silva Barbosa, Co-fundadora e vice-presidente do Instituto Maria da Penha (IMP). 

Como participar

O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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