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Comissões aprovam emendas ao Orçamento de 2026

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Nas últimas duas semanas, as comissões permanentes do Senado aprovaram suas emendas ao projeto da Lei Orçamentária Anual de 2026 (LOA – PLN 15/2025). O Orçamento é a lei que estima as receitas e fixa as despesas para o funcionamento da máquina estatal. Compreende os orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento das estatais.

Conforme ato normativo do Congresso Nacional, cada comissão pode apresentar até seis emendas de apropriação. Há ainda a previsão de outras duas emendas de remanejamento de recursos, mas as comissões em geral têm preferência de indicar somente emendas de apropriação, que indicam para onde o governo deveria direcionar os recursos do Orçamento.

CAE

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou na terça-feira (11) suas seis emendas ao Orçamento de 2026. As emendas destinam recursos para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas, reforço da Advocacia-Geral da União (AGU) e cadastramento ambiental rural, entre outras ações. Segundo o relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), foram apresentadas 137 emendas no total. O valor total das seis emendas aprovadas gira em torno de R$ 3,7 bilhões.

CRE

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) decidiu, em reunião no quarta-feira (12), aprovar suas seis emendas ao Orçamento de 2026. O senador Irajá (PSD-TO) informou que analisou as 86 sugestões apresentadas e acatou aquelas que tinham mais pertinência com a comissão. O foco foi no fortalecimento da defesa nacional e das Forças Armadas. O valor total das emendas aprovadas é de quase R$ 2,1 bi.

CCT

Os integrantes da Comissão de Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) apresentaram 189 emendas. A comissão se reuniu na quarta-feira (12) e aprovou o relatório do senador Izalci Lucas (PL-DF). As seis emendas acatadas, segundo o relator, foram as “de maior relevância na agenda política e que receberam maior número de sugestões”. Com foco na pesquisa e no desenvolvimento científico e tecnológico, as emendas aprovadas têm o valor total de R$ 1,5 bi.

CSP

Dentro da Comissão de Segurança Pública (CSP), foram 108 sugestões apresentadas. O senador Marcos Rogério (PL-RO), que atuou como relator, disse que adotou os critérios de maior apoio entre os membros da comissão e de maior relevância na agenda política nacional, com foco no enfrentamento da criminalidade e no fortalecimento do sistema prisional. As seis emendas de apropriação da CSP totalizam R$ 2,4 bi. As duas de remanejamento têm o valor de R$ 590 milhões. A reunião da comissão ocorreu na terça-feira (11).

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CTFC

Na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), foram apresentadas 30 sugestões de emendas ao Orçamento. O relator, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que priorizou as “que receberam maior quantidade de apoios parlamentares e cujas programações de caráter nacional estão alinhadas às relevantes políticas públicas relacionadas às competências da comissão”. As seis emendas da CTFC, aprovadas em reunião na quarta-feira (12), totalizam R$ 2,7 bi.

CDR

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) se reuniu na terça-feira (11) para decidir as emendas ao Orçamento. De acordo com o relator, senador Jorge Seif (PL-SC), foram apresentadas 142 sugestões. Seif disse que a escolha final das emendas atendeu a dois critérios: relação com a comissão e interesse nacional ou regional. O total das seis emendas de apropriação é de pouco mais de R$ 6 bi. As duas de remanejamento totalizam R$ 800 milhões.

CAS

Em reunião no último dia 5, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) decidiu aprovar suas seis emendas de apropriação e mais duas de remanejamento. O relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), informou que foram apresentadas 133 sugestões. O total das emendas de apropriação aprovadas é de R$ 18,6 bi. Já as de remanejamento somam R$ 20 milhões. As emendas da CAS vão ajudar ações de saúde básica e atividades de vigilância sanitária.

CEsp

Os integrantes da Comissão de Esporte (CEsp) apresentaram 43 sugestões de emenda ao Orçamento. O relator, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), explicou que foram adotados, como critérios para acatar as seis emendas, o maior valor proposto para cada ação e o subtítulo mais abrangente. Entre as ações apoiadas, estão o paradesporto e o esporte de alto rendimento. Na reunião do último dia 5, a CEsp aprovou suas seis emendas, com o valor total de R$ 14,3 bi.

CDH

Na Comissão de Direitos Humanos (CDH), foram apresentadas 78 sugestões de emenda. Na reunião do último dia 5, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que atuou como relatora, informou que as emendas vão beneficiar ações relacionadas à proteção das mulheres, das crianças e das comunidades indígenas. O valor total das emendas acatadas na CDH é de R$ 2,6 bi.

CCJ

Na reunião do último dia 5, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a apresentação de seis emendas ao Orçamento de 2026. Segundo o relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), foram apresentadas 94 sugestões. As emendas de apropriação acatadas pela CCJ, com foco no fortalecimento da cidadania e da segurança pública, totalizam R$ 3,6 bi. A única emenda de remanejamento apresentada tem o valor de R$ 33 milhões.

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CE

Na Comissão de Educação e Cultura (CE), foram apresentadas 106 sugestões — conforme o relatório do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), aprovado na reunião do último dia 4. As seis emendas de apropriação aprovadas pela comissão formam um total de R$ 3,9 bi. As duas emendas de remanejamento representam R$ 60 milhões. As ações contempladas vão desde o fortalecimento da educação básica até a modernização das instituições de ensino superior.

CMA

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) se reuniu no dia 4 para tratar das emendas ao Orçamento. O relator, senador Confúcio Moura (MDB-RO), informou que foram apresentadas 66 sugestões. Com o valor total de 3,4 bi, as seis emendas de apropriação aprovadas na CMA priorizam ações para a recuperação ambiental e a prevenção de incêndios florestais. A emenda de remanejamento, única apresentada dentro da comissão, tem o valor de R$ 10 milhões.

CRA

Foram apresentadas 86 sugestões de emendas na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Na reunião do último dia 4, a comissão aprovou o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). As seis emendas da comissão, no valor total de R$ 6,1 bi, são direcionadas a ações de fomento ao setor agropecuário e de fortalecimento da reforma agrária.

CI

Na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), foram apresentadas 73 sugestões ao Orçamento. As emendas foram aprovadas na reunião do último dia 4. O relator, senador Wilder Moraes (PL-GO), acatou seis emendas no valor total de R$ 2,9 bi, que vão contemplar ações de fiscalização de serviços de energia e obras de recuperação de vias rodoviárias.

Votação

Cabe ao relator-geral do Orçamento, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), estabelecer recursos para o atendimento das emendas de comissões. A sessão do Congresso Nacional para votação do Orçamento de 2026 deve ocorrer no dia 17 de dezembro.

O calendário foi definido em acordo entre o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Efraim Filho (União-PB), e o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). A sugestão foi referendada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto

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O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.

Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.

O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.

O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.

Agosto

Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.

—  Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.

As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).

— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.

Defesa

Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.

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— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.

Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.

Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.

— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.

Eleições

Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral. 

— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.

No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.

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— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.

Outras propostas

Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia.  Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.

— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.

A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.

Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.

Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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