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Edição especial dos regimentos comemora 80 anos da Secretaria-Geral da Mesa

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Os 80 anos da Secretaria-Geral da Mesa do Senado (SGM) foram celebrados na quarta-feira (1º) com o lançamento de uma edição comemorativa do Regimento Interno do Senado Federal e do Regimento Comum do Congresso Nacionalna Biblioteca do Senado.

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, abriu a cerimônia exaltando a parceria entre parlamentares e servidores na construção do trabalho legislativo. Ilana também destacou o regimento como símbolo que combina modernização e memória do Legislativo.

—  Aprendemos com o passado para aprimorar o futuro. Os cidadãos brasileiros estão cada vez mais próximos das casas legislativas, e nosso desafio também cresce a cada dia — declarou.

Ilana lembrou que a Diretoria-Geral do Senado (DGer) também completa 80 anos em 2026 e que a Biblioteca e o Arquivo do Senado celebram 200 anos de história, reforçando a integração entre as áreas que contribuem para o funcionamento da instituição.

O atual secretário-geral da Mesa, Danilo Aguiar, ressaltou que a publicação é resultado do esforço conjunto de diversas áreas do Senado. No evento, ele falou do papel do Regimento Interno como um instrumento de trabalho capaz de estruturar o processo legislativo, organizando o debate e dando segurança jurídica às decisões.

— São normas que dão forma à vida parlamentar, orientam as decisões e permitem que o discurso político se transforme em ato legítimo. O Parlamento existe para a divergência e para o encontro de ideias diferentes, mas esse processo só se sustenta quando há regras claras, ritos definidos e garantias para todos — explicou.

O senador Laércio Oliveira (PP-SE) agradeceu o apoio dos servidores da Secretaria aos parlamentares. O parlamentar destacou o preparo técnico e emocional exigido dos servidores que atuam diretamente com os parlamentares.

— Muitas vezes precisei procurar alguém da Secretaria para entender um procedimento, receber uma orientação ou aprender algo novo. Vocês conseguem acolher, orientar e criar um ambiente de tranquilidade para que possamos desempenhar o mandato da melhor forma possível; e fazem isso com carinho, dedicação, inteligência e disponibilidade. Isso faz toda a diferença para o funcionamento do Senado e para a democracia — declarou.

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Organizada pela SGM e produzida pela Gráfica do Senado, a edição comemorativa reúne, em volume único, os regimentos que orientam os trabalhos legislativos da Casa e do Congresso Nacional.

— Nos 80 anos da SGM, não poderia faltar uma edição especial dos regimentos. Eles são o principal instrumento utilizado pelos servidores da Secretaria e representam uma homenagem à equipe e ao trabalho de excelência realizado ao longo de décadas — afirmou o assessor-chefe da Assessoria Técnico-Legislativa da SGM, Eduardo Sá.

Presencial insubstituível

A diretora da Secretaria de Relações Públicas, Juliana Borges, falou da importância de marcar a comemoração com um evento presencial.

— Nesta era de comunicação digital intensa, o evento presencial continua sendo insubstituível. É no encontro face a face que as mensagens ganham profundidade, que os vínculos se fortalecem e que as instituições se humanizam. O evento presencial cria experiência, que gera memória, pertencimento e compromisso. Por isso, a organização não é um detalhe secundário, é a própria mensagem.

Segundo Danilo Aguiar, uma das preocupações foi dar na publicação visibilidade aos servidores que construíram a história do órgão. Ela traz o nome de todos os ex-secretários-gerais da Mesa. Ao relembrar diferentes momentos da história política do país, Danilo destacou a atuação de ex-secretários, ressaltando que as conquistas da área somente foram possíveis graças ao trabalho de todo o corpo funcional da SGM.

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— Mais do que uma homenagem, esse reconhecimento nos lembra que cada um enfrentou os desafios de seu tempo e deixou sua contribuição para o fortalecimento da secretaria — disse o secretário-geral da Mesa.

Estiveram presentes ao lançamento os ex-secretários-gerais da Mesa Claudia Lyra (2007-2014) e Luiz Fernando Bandeira de Mello (2014-2021). Claudia Lyra destacou a relação das normas regimentais com o funcionamento democrático da instituição e com a própria democracia.

— Todos sabem como sou apaixonada pelos regimentos. Ver esse documento tão bem produzido me emociona. Os regimentos são a garantia da democracia. São iguais para todos e não favorecem qualquer tendência política ou partido. Aproveita melhor esse instrumento quem o conhece bem — afirmou.

Secretário-geral da Mesa entre 2014 e 2021, Bandeira exaltou o papel dos servidores da SGM no funcionamento do processo legislativo e destacou o significado da obra para a história da secretaria e do próprio Senado.

— Esta publicação simboliza um momento de continuidade, mas também de inovação, renovação e preparação para os desafios que estão por vir. Desafios que, certamente, serão acompanhados por novas conquistas, construídas por todos nós — afirmou.

O evento ainda contou com a presença do consultor-geral da Consultoria Legislativa (Conleg), Paulo Dantas; do consultor-geral da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle (Conorf), Flavio Diogo Luz; e da advogada-geral do Senado, Gabrielle Tatith Pereira, entre outros.

Ao final da cerimônia, os convidados receberam exemplares da edição comemorativa em capa dura. A versão em capa simples está disponível para venda na Livraria do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Produtores independentes e aumento da carga tributária preocupam cadeia produtiva do tabaco

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Representantes da cadeia produtiva do tabaco afirmaram, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que o sistema integrado de produção do setor está ameaçado.

Segundo o deputado Heitor Schuch (PSD-RS), autor do pedido para realização do debate, o crescimento do número de produtores independentes e a carga tributária são os principais fatores que colocam esse modelo em risco.

Schuch afirmou que o sistema integrado foi construído há mais de 100 anos e reúne toda a cadeia produtiva, desde o cultivo do tabaco até a fabricação de produtos derivados, como o cigarro.

Segundo o deputado, esse modelo ajuda a equilibrar a produção com a demanda, oferece assistência técnica aos produtores e contribui para o controle da qualidade dos insumos. Na avaliação dele, o aumento dos produtores independentes ameaça essa estrutura.

“Hoje há produção de tabaco o ano inteiro. Isso pode ser bom para a indústria, mas não traz os mesmos benefícios para quem produz. Além disso, cresce o número de produtores independentes, o que acaba influenciando o setor.”

Segundo o vice-presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil, Romeu Schneider, na última safra houve um “crescimento exagerado” do número de produtores fora do sistema integrado. De acordo com ele, eles já representam mais de 20% do total.

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Schuch também afirmou que o aumento da produção provocou queda no preço do tabaco. Segundo o deputado, a arroba do produto caiu de R$ 340, em janeiro, para R$ 260 atualmente.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Audiência pública - Cadeia Produtiva do Tabaco. Presidente - Associação dos Municípios Produtores de Tabaco - AMPROTABACO, Gilson Becker
 Becker: preço alto pode incentivar consumidor de baixa renda a comprar produto contrabandeado

Tributação
O presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco, Gilson Becker, criticou o aumento da tributação criado para compensar a redução do preço do combustível de aviação. Segundo ele, a carteira de cigarro mais barata passará de R$ 6,50 para R$ 11. Na avaliação de Becker, isso poderá incentivar consumidores de baixa renda a comprar produtos contrabandeados, por serem mais baratos.

Para o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins, Rangel Marcon, o governo precisa dialogar com o setor antes de adotar medidas relacionadas ao tabaco. Segundo ele, o aumento da tributação também deverá ampliar o mercado ilegal de cigarros.

“As mudanças regulatórias preocupam os trabalhadores. O aumento do imposto sobre o cigarro tende a ampliar o mercado ilegal, que não gera empregos nem arrecadação para o país. Por isso, pedimos diálogo antes da adoção dessas medidas.”

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Segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, Valmor Thesing, o governo federal arrecadou R$ 24 bilhões com impostos sobre o tabaco no ano passado. De acordo com ele, a renda dos produtores do setor foi de R$ 14 bilhões no mesmo período.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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