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Espera por avaliação neuropsicológica no SUS pode chegar a quatro anos, aponta audiência na Câmara

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A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (24), audiência pública para debater o diagnóstico tardio de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e a falta de políticas específicas para adultos. Participantes do debate afirmaram que a espera por avaliação neuropsicológica no Sistema Único de Saúde (SUS) pode chegar a quatro anos.

O assunto foi debatido na Comissão Especial sobre a Política Nacional para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, que analisa o Projeto de Lei 3080/20.

Falta de dados
A deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), que presidiu a reunião, defendeu a produção de dados estatísticos para orientar políticas públicas.

“Sem dados, não conseguimos saber quantas pessoas precisam de atendimento. Precisamos enfrentar as brechas que hoje não recebem atenção”, afirmou.

O coordenador-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Artur Almeida Medeiros, informou que a pasta lançou, em setembro, uma Linha de Cuidado para pessoas com TEA. O documento organiza o atendimento no SUS e estabelece a Atenção Primária como porta de entrada.

Segundo Medeiros, sinais de autismo em adultos podem ser confundidos ou não identificados, o que exige profissionais capacitados. Ele disse que o ministério ainda não tem dados específicos sobre diagnóstico tardio e que trabalha para incluir a identificação de pessoa com deficiência e de TEA nos sistemas de informação do SUS.

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Mercado de trabalho e ensino superior
O presidente da Associação Nacional para Inclusão de Pessoas Autistas, Guilherme de Almeida, afirmou que há poucos dados sobre a situação de adultos com autismo, especialmente acima dos 45 anos.

Ele apresentou estimativas:

  • Emprego: segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 20% das pessoas com autismo estão no mercado formal de trabalho.
  • Ensino superior: apenas 0,8% da população autista brasileira conclui a graduação.
  • SUS: a espera por avaliação neuropsicológica pode chegar a quatro anos.

Diagnosticado aos 36 anos, Almeida defendeu a criação de protocolo específico para rastreamento de autismo em adultos e a implementação de um programa nacional de emprego apoiado.

“O diagnóstico tardio é libertador. Agora sei que não sou louco, depressivo ou burro”, relatou, ao citar o depoimento de uma mulher com autismo.

Atendimento após os 18 anos
A vice-presidente do movimento Orgulho Autista Brasil, Viviane Pereira Guimarães, criticou a interrupção do atendimento após os 18 anos.

“Nossas terapias vão até os 18 anos. Depois disso, a pessoa deixa de ser acompanhada pela rede e perde apoio social”, afirmou.

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Ela também relatou casos de servidores públicos que tiveram o diagnóstico de TEA questionado em perícias médicas ao solicitarem adaptação da jornada de trabalho, como o regime de trabalho remoto.

Segundo Viviane, profissionais sem formação específica em saúde mental têm desconsiderado laudos especializados.

Próximos passos
Ao final da audiência, o colegiado aprovou requerimentos para realizar seminários regionais em municípios de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. O objetivo é ampliar o debate sobre o Projeto de Lei 3080/20, que institui a Política Nacional para Pessoas com Autismo.

Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão pode votar PEC que reduz jornada de trabalho

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A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados reúne-se nesta quarta-feira (22) para analisar Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que reduzem a carga horária de trabalho no Brasil. A CCJ analisa a admissibilidade de dois textos.

O relator dos projetos na comissão, Paulo Azi (União-BA), apresentou parecer indicando que não há impedimento constitucional para a tramitação das propostas, mas a votação foi adiada por um pedido de vista.

A reunião está agendada para as 14h30, no plenário 1.

A PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê a adoção de uma carga semanal de quatro dias de trabalho e três de descanso. O texto acaba com a escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais.

A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução da carga horária semanal para 36 horas ao longo de dez anos.

Se forem aprovadas nessa fase, seguem para uma comissão especial para análise do mérito, e depois para o Plenário.

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Hoje, a Constituição não prevê uma escala de trabalho específica, apenas define como limite máximo a jornada de 44 horas semanais e oito horas diárias.

Em seu parecer, ele lembrou que, durante audiências públicas realizadas pela CCJ, representantes do governo, das centrais sindicais e do setor produtivo apresentaram posições divergentes sobre eventuais impactos da mudança.

Entre os argumentos favoráveis, foram citados ganhos de saúde, qualidade de vida e produtividade. Já os empresários alertaram para aumento de custos, pressão sobre preços e risco de demissões, sobretudo em pequenos negócios.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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