RIO BRANCO
Search
Close this search box.

POLÍTICA NACIONAL

Esperidião Amin cobra instalação de CPI para investigar “vaza toga”

Publicados

POLÍTICA NACIONAL

O senador Esperidião Amin (PP-SC), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (11), cobrou a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de irregularidades atribuídas a ministros e servidores do Judiciário, no caso conhecido como “vaza toga”. O parlamentar explicou que o requerimento para criação da CPI já conta com 29 assinaturas — número suficiente para sua abertura —, mas ainda não foi encaminhado pela Presidência do Senado.

— A CPI já tem mais do que o número mínimo necessário. E, estranhamente, o nosso presidente Davi Alcolumbre, apesar de várias solicitações, até onde eu sabia, não tinha nem numerado o pedido de CPI e, portanto, ela não deve ter sido submetida ainda ao crivo da nossa Consultoria Jurídica ou da Advocacia do Senado. O que nós queremos é esclarecer; se alguém não quer esclarecer, é porque quer abafar. Não tem meio termo — disse.

O senador explicou que o pedido de criação da CPI está relacionado às denúncias apresentadas pelo ex-servidor do Supremo Tribunal Federal (STF) Eduardo Tagliaferro, que indicam supostos abusos de autoridade e manipulação de provas em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro. O parlamentar lembrou que Tagliaferro responde a um pedido de extradição na Itália.

Leia Também:  Debate defende incorporação de novas tecnologias pelo setor de saúde

— O que nós não vamos aceitar é ir levando de barriga para passar o ano e, daqui a pouco, o sujeito ser extraditado, vir para cá e, aí sim, num esforço pessoal para silenciá-lo, num típico gesto de inquisição. Então, faço aqui um apelo ao senador Davi Alcolumbre e peço que todos aqueles que querem a verdade não esperem até o dia 17 de dezembro, que é a data dessa audiência na Itália — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Futebol: sancionadas novas regras de governança e transparência das SAFs

Publicados

em

Por

As Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) passam a ter novas regras de governança, transparência e proteção a investidores. Sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada nesta segunda-feira (8) no Diário Oficial da União (DOU), a Lei 15.427, de 2026 permite que ligas de futebol adotem o modelo de SAF, amplia as possibilidades de exploração de direitos relacionados ao futebol, exige integrantes independentes nos conselhos de administração e fiscal e estabelece novas regras para divulgação de informações societárias. 

A norma também determina a divulgação de atas de assembleias e reuniões dos órgãos de administração, da composição acionária das sociedades e da participação de acionistas. Além disso, prevê a distribuição mínima obrigatória de 25% do lucro líquido ajustado aos acionistas enquanto o clube ou a pessoa jurídica original mantiver participação na SAF e ainda tiver obrigações anteriores à sua constituição. 

Originada do Projeto de Lei (PL) 2.978/2023, do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), a lei altera a legislação das SAFs com o objetivo de aperfeiçoar a governança dessas sociedades, resguardar investidores e preservar direitos dos clubes, dos profissionais do futebol e dos atletas em formação. O projeto foi aprovado pelo Senado em maio deste ano. 

Leia Também:  Renan Filho participa de reunião de líderes para falar sobre nova CNH

Vetos 

O texto foi sancionado com vetos. Um dos dispositivos barrados previa que a constituição de uma SAF não implicaria a formação de grupo econômico com o clube ou a pessoa jurídica que a criou. Na justificativa enviada ao Congresso, o Executivo argumenta que a medida poderia dificultar a responsabilização de entidades que atuem de forma integrada e reduzir a proteção de credores. 

Também foi vetado o trecho que estabelecia que a SAF não responderia por obrigações do clube ou da pessoa jurídica original, exceto aquelas expressamente transferidas no momento da constituição. Segundo o governo, a regra permitiria a seleção dos passivos a serem assumidos pela sociedade, com possível prejuízo a terceiros e credores. 

Outro veto atingiu dispositivo que excluía da receita da SAF os valores transferidos ao clube ou à pessoa jurídica original. De acordo com a mensagem presidencial, a medida poderia reduzir a base de cálculo de tributos e gerar renúncia de receita sem estimativa de impacto orçamentário. 

Também foi barrado trecho que proibia qualquer forma de penhora ou bloqueio do patrimônio e das receitas das SAFs para pagamento de obrigações dos clubes. Para o Executivo, a regra enfraqueceria as garantias dos credores e poderia gerar insegurança jurídica.

Leia Também:  Soraya quer CPI para investigar planos de saúde

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA