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Girão cobra abertura de CPI do Banco Master

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou, em pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (24), a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o que classificou como o maior escândalo do sistema financeiro do país. De acordo com o senador, a CPI do Banco Master está pronta para ser instalada desde antes do recesso parlamentar. Ele afirmou que a comissão é “inegociável” e que o Senado precisa dar uma resposta à sociedade. 

Segundo Girão, o requerimento para criação da CPI já conta com 51 assinaturas, número superior à maioria absoluta dos 81 senadores. Ele afirmou que o pedido está na Mesa há cerca de três meses e que não há justificativa para o adiamento. 

— Essa CPI ou CPMI é inegociável. Nós precisamos — temos o dever — de abrir, porque não adianta a gente ficar pegando atalho e não ter uma CPI própria do maior escândalo do sistema financeiro do Brasil — declarou.

Girão também mencionou a existência de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master apresentada na Câmara dos Deputados pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e afirmou que não concorda com eventual acordo para adiar a instalação da CPI. Para ele, a votação de temas como a dosimetria de penas não substitui a apuração dos fatos relacionados ao sistema financeiro.

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O parlamentar voltou a defender a análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador afirmou que, com a retomada dos trabalhos legislativos, espera que a Presidência do Senado adote as medidas cabíveis e permita o andamento das propostas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Fim da 6×1: Senado pode concluir 1º turno da votação em mais duas sessões

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A votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que põe fim à jornada de trabalho 6×1 pode ser concluída na quarta-feira (15). A PEC 221/2019 está em discussão no Plenário do Senado, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria. 

A PEC, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários, foi debatida pelos senadores nesta semana por três sessões seguidas. Restam agora mais duas sessões de discussão para que a proposta seja votada em primeiro turno, o que pode acontecer já na quarta-feira, quando se dará a quinta e última sessão de discussão em primeiro turno. No dia anterior, terça-feira (13), deve ocorrer a quarta sessão de discussão.

Depois do primeiro turno, de acordo com o regimento do Senado, a proposta ainda terá que ser debatida em outras três sessões de discussão, para ser votada em segundo turno. Seguindo o rito tradicional, a votação da PEC do fim da 6×1 ainda poderia ser concluída em outubro.

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A proposta já recebeu 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Senadores ainda podem apresentar outras emendas em Plenário, entretanto.

Calendário especial

Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a votação poderia ocorrer antes disso, caso senadores apresentem requerimento de calendário especial para a PEC.

De acordo com Davi, não há requerimento com essa finalidade apresentado à Mesa. Ele garantiu que, caso seja apresentado, o requerimento será incluído na pauta para deliberação, como ocorre com proposições semelhantes.

— Se o requerimento aparecer, eu vou colocar para deliberação, e o Plenário é soberano, a vontade da maioria vai prevalecer — disse Davi à imprensa.

Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, e por mais três sessões de discussão para votação em segundo turno, tudo no Plenário. 

A primeira sessão de discussão da proposta foi na terça-feira (6) e a segunda, na quarta-feira (7). A terceira sessão de discussão da PEC aconteceu na quinta-feira (8).

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Durante a semana, a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), disse que está coletando assinaturas para um requerimento de calendário especial, para acelerar a tramitação da proposta. Com isso, haveria a possibilidade de a PEC do fim da 6×1 ter sua votação concluída na penúltima semana de outubro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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