RIO BRANCO
Search
Close this search box.

MP AC

MPAC participa do II Encontro da Rede Nacional de Observatórios da Mulher

Publicados

MP AC

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, na quarta e quinta-feira, 2, em Brasília (DF), do II Encontro da Rede Nacional de Observatórios da Mulher. A instituição foi representada pela promotora de Justiça Bianca Bernardes de Moraes, coordenadora-geral do Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero), e pela servidora Otília Amorim, assessora da Corregedoria-Geral.

Promovido pelo Ministério das Mulheres, por meio do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero (OBIG), com apoio do Senado Federal, por intermédio do Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o encontro reuniu representantes de observatórios de todo o país para fortalecer a articulação entre instituições que produzem, organizam e utilizam dados voltados à formulação e ao aperfeiçoamento de políticas públicas para as mulheres.

Para a promotora de Justiça Bianca Bernardes de Moraes, a participação do MPAC no encontro amplia as possibilidades de cooperação entre instituições que atuam na produção e utilização de dados sobre violência de gênero.

“A inserção do Observatório de Violência de Gênero do MPAC nesse espaço de governança colaborativa fortalece o intercâmbio técnico-científico, possibilita o aprimoramento das metodologias de trabalho e qualifica as estratégias voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher”, afirmou.

Leia Também:  MPAC obtém decisão que mantém suspensão de novos convênios entre Município de Rio Branco e Inbases

Durante a programação, o MPAC integrou a mesa “Observatórios e Atuação em Rede”, dedicada ao debate sobre a implementação, integração e fortalecimento dos observatórios das mulheres, com foco na atuação colaborativa e no uso de dados para subsidiar políticas públicas.

Na ocasião, a servidora Otília Amorim destacou a importância do encontro para o fortalecimento da produção de conhecimento voltado à formulação de políticas públicas. “Quando discutimos a implementação, a integração e o fortalecimento dos observatórios, estamos reconhecendo que políticas públicas efetivas não podem ser construídas apenas a partir de percepções ou experiências isoladas. Elas precisam ser sustentadas por evidências, por dados qualificados e por informações capazes de revelar quem são essas mulheres, onde elas estão, quais violências enfrentam, quais fatores aumentam sua vulnerabilidade e, principalmente, onde estamos falhando em protegê-las”, afirmou.

Durante sua apresentação, Otília compartilhou a experiência do Observatório de Violência de Gênero do MPAC, primeiro observatório voltado à temática criado no âmbito do Ministério Público brasileiro. Ela destacou que a iniciativa surgiu da necessidade de compreender o fenômeno da violência de gênero no Acre a partir da análise de dados, produzindo informações capazes de orientar estratégias de prevenção, enfrentamento e formulação de políticas públicas. Também apresentou iniciativas desenvolvidas pelo observatório, como o Feminicidômetro e as publicações técnicas produzidas pela equipe, ressaltando a importância da transparência dos dados e do controle social para fortalecer a atuação do poder público no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Leia Também:  A pedido do MPAC, Justiça decreta prisão preventiva de pai e madrasta investigados por obrigar menina a ingerir substância corrosiva

Durante o evento, também foi lançada a Rede Nacional de Observatórios das Mulheres, iniciativa coordenada pelo Ministério das Mulheres que reúne 75 observatórios, distribuídos em 17 unidades da Federação.

O OBSGênero do MPAC integra o grupo dos 32 observatórios fundadores e contribuiu para a criação da Rede Nacional de Observatórios das Mulheres desde sua concepção. O observatório também integra a comissão temporária da rede, responsável por apoiar sua estruturação e consolidação. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a cooperação entre instituições responsáveis pela produção, organização e disseminação de dados, metodologias e evidências sobre as diversas realidades vividas pelas mulheres brasileiras, contribuindo para o monitoramento das desigualdades e o aprimoramento de políticas públicas com perspectiva interseccional.

Fonte: Ministério Publico – AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MP AC

MPAC discute pautas prioritárias para reunião do Eixo de Direitos Humanos do CNPG

Publicados

em

Por

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nesta quinta-feira, 1º, encontro preparatório para definir as pautas que serão apresentadas pelo Grupo Nacional de Defesa de Direitos Humanos em Sentido Estrito (COPEDH) durante a Reunião Ordinária do Eixo de Direitos Humanos do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), nos dias 19 e 20 de outubro, em Brasília.

Participaram das discussões o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, presidente da COPEDH; o promotor de Justiça Thalles Ferreira, membro do grupo; e o procurador-geral adjunto Institucional, Sammy Barbosa Lopes. A agenda integra a preparação dos grupos que compõem o Eixo de Direitos Humanos do CNPG para o encontro nacional.

Entre os temas definidos como prioritários pela COPEDH estão o direito à moradia e à cidade, no marco dos 25 anos do Estatuto da Cidade; democracia e direitos humanos; clínicas de internação compulsória e comunidades terapêuticas; discursos de ódio, extremismo nas redes sociais e proteção de grupos vulnerabilizados; além da defesa dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, tendo a educação como eixo estratégico.

Leia Também:  Feijó: MPAC obtém condenação de cacique por crimes de violência doméstica, cárcere privado e estupro

As discussões deverão subsidiar propostas e encaminhamentos para a atuação do Ministério Público nessas áreas. Entre as questões que serão aprofundadas estão o enfrentamento às desigualdades urbanas e à precariedade habitacional; a proteção dos direitos fundamentais e da convivência democrática; as políticas de cuidado em saúde mental; a prevenção aos discursos de ódio e à violência; e a proteção dos direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Para o procurador-geral de Justiça e presidente da COPEDH, Oswaldo D’Albuquerque, o encontro permitirá avançar na construção de respostas conjuntas para questões presentes em diferentes realidades do país. “São temas que exigem do Ministério Público diálogo, articulação e capacidade de construir respostas conjuntas. O encontro será uma oportunidade para reunir experiências de diferentes estados e estabelecer caminhos que contribuam para uma atuação cada vez mais efetiva na proteção dos direitos humanos”, destacou.

O promotor de Justiça Thalles Ferreira ressaltou a relação entre as pautas selecionadas e a necessidade de uma abordagem integrada. “Os debates sobre direito à moradia e à cidade, democracia e direitos humanos, políticas de cuidado em saúde mental, enfrentamento aos discursos de ódio e proteção dos povos indígenas e comunidades tradicionais não são questões isoladas, mas elementos constitutivos de um compromisso institucional com a dignidade humana em todas as suas expressões”, afirmou.

Leia Também:  MPAC promove capacitação sobre direitos das pessoas migrantes e enfrentamento ao tráfico de pessoas

Texto: Hudson Castelo
Fotos: Diego Negreiros
Secretaria de Comunicação do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA