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Girão diz que deputado Van Hatten sofre perseguição política por criticar poderosos

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Em pronunciamento no Plenário nesta sexta-feira (12), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) é alvo de perseguição política por defender anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Girão criticou a análise de uma possível suspensão de mandato no Conselho de Ética da Câmara. A ação, por Van Hattem ter ocupado a Mesa da Câmara em agosto, é conduzida de forma acelerada, segundo o senador. 

— A perseguição é meramente política, por ele defender a anistia, combater a injustiça que está acontecendo com milhares de brasileiros de bem — disse Girão.

O senador afirmou ainda que o Brasil enfrenta uma deterioração das relações entre os Poderes, com concentração de decisões no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar disse que o Senado tem sido anulado por atos da Corte e defendeu que a Casa reassuma seu papel constitucional para conter o que classificou como “abusos” do Judiciário.

De acordo com Girão, o Senado dispõe de instrumentos para reagir e citou pedidos de impeachment de ministros do STF como exemplo de medidas não analisadas. Ele mencionou a existência de 81 pedidos protocolados e criticou a Presidência do Senado por não dar andamento a iniciativas como o chamado “superpedido” de impeachment.

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— Se o Senado não parar o Supremo Tribunal Federal, o Supremo Tribunal Federal vai acabar com o Brasil. Estamos numa ditadura flagrante, em que se perdeu o pudor. E alguém precisa avisar para os poderosos de plantão que anularam esta Casa que não tem sentido a gente existir aqui, enquanto eleitos pelo povo, quando uma decisão soberana do Plenário é anulada numa canetada — disse. 

O senador também defendeu a abertura de investigações parlamentares para apurar a atuação de ministros do Supremo em casos envolvendo o Banco Master. Ele citou viagens, decisões judiciais e contratos profissionais relacionados à instituição financeira e afirmou que esses episódios precisam ser analisados pelo Legislativo. 

Girão criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que ordenou a posse do suplente da deputada Carla Zambelli, após o Plenário da Câmara rejeitar a cassação. Para ele, o episódio revela um conflito entre os Poderes.

— O objetivo dessa turma é tirar todo mundo que possa ser senador e que vai votar. E vou ver, nem que seja de casa, este Senado agir. Gostaria que fosse enquanto estivesse aqui. Tenho lutado desde o começo do mandato: pedido de impeachment desde que cheguei aqui, porque a gente já via o ativismo do Judiciário, o ativismo político-ideológico.   

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova projeto que permite o afastamento imediato de agressores de crianças

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 747/25, do deputado Fabio Costa (PP-AL), que permite ao delegado de polícia determinar o afastamento imediato de agressores do convívio com crianças e adolescentes em situação de risco e proibir a aproximação da vítima.

Se não houver delegado na delegacia no momento do registro da ocorrência, o policial presente poderá tomar a decisão. Em qualquer caso, a medida deverá ser analisada por um juiz em até 24 horas.

Rapidez
A proposta altera a Lei Henry Borel para garantir respostas mais rápidas em contextos de violência doméstica e familiar. Hoje, a lei permite que a polícia tome essa decisão apenas quando o município não é sede de comarca (local onde há juiz).

A relatora, deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), afirmou que a mudança busca interromper o ciclo de violência logo nas primeiras horas de atendimento.

“A iniciativa aprimora a Lei Henry Borel, nos moldes do que já se observa na Lei Maria da Penha, ao admitir medidas urgentes pela polícia, com apreciação judicial subsequente”, comparou.

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Segundo a deputada, a medida amplia a proteção em locais com menor presença de juízes, pois permite a concessão independentemente de o município ser sede de comarca.

Modificação
A relatora alterou o texto original para reforçar a segurança das vítimas. A mudança estabelece que, se a polícia não conceder a medida, o juiz e o Ministério Público deverão ser comunicados em 24 horas para reavaliar o caso.

“No caso de uma avaliação precipitada da polícia local, o direito de acesso a medidas protetivas será garantido”, afirmou Adriana Accorsi.

O projeto também prevê capacitação dos agentes de segurança pública, desde o registro da ocorrência até a concessão da medida.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e já foi aprovada também pela Comissão de Segurança Pública. O texto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, sancionado pela presidência da República.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein

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Fonte: Câmara dos Deputados

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