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POLÍTICA NACIONAL

Girão: no 7 de Setembro, brasileiros pediram por perdão, paz e democracia verdadeira

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou, em pronunciamento nesta segunda-feira (8), que as manifestações de 7 de Setembro foram marcadas pelo pedido de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Para ele, a ampla participação popular em diferentes cidades do país reforçou a mensagem das ruas.

— Eu considero que o espírito da celebração da nossa Independência foi no sentido de se conseguir uma anistia para essas pessoas do dia 8 de janeiro. Eu acho que isso tocou profundamente a alma das pessoas. Em Fortaleza, a gente saiu descendo até a [Avenida] Beira-Mar e você olhava assim, não via o fim. São Paulo, então, nem se fala! E eu saí muito energizado para vir aqui cumprir meu dever — declarou.

O senador também destacou que as comemorações do Dia da Independência reforçaram o valor da democracia e da convivência pacífica entre diferentes setores da sociedade. O parlamentar enfatizou que, neste ano, os atos reuniram, lado a lado, movimentos de caráter social e sindical, como o Grito dos Excluídos, e manifestações ligadas a grupos conservadores.

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Girão associou a convivência pacífica às lições deixadas por Bezerra de Menezes, político cearense do século 19 conhecido como “médico dos pobres”. O senador destacou que a trajetória, marcada pela ética, pela fraternidade e pela busca da união, deve servir de inspiração em tempos de polarização.

— Ele buscava construir pontes, não antagonismos. Na política imperial, havia, de fato, uma polarização entre o Partido Liberal e o Partido Conservador, escravagista. Bezerra de Menezes, no campo liberal, foi abolicionista pela via ética e espiritual, defendendo a irmandade humana e a justiça, sempre com respeito e evitando posturas de conflito. Refletindo nos últimos dias, eu percebi que os grandes líderes da humanidade trilharam sempre o caminho da reconciliação, não da divisão — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Senado aprova projeto para incentivar atividade das mulheres artesãs

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O Senado aprovou nesta terça-feira (5) projeto que prevê medidas de estímulo à atividade profissional de mulheres artesãs. Entre essas medidas estão assistência técnica e incentivos à venda de produtos. O PL 6.249/2019 segue para a sanção.

O projeto, do deputado licenciado José Guimarães (PT-CE) e da ex-deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), foi relatado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE). O texto foi aprovado em regime de urgência, apenas com emendas de redação. Por isso, não precisa voltar à Câmara para nova análise.

De acordo com o projeto, os governos federal, estaduais e municipais poderão regulamentar e promover ações para fortalecer o trabalho das artesãs. Entre as medidas previstas estão:

  • assistência técnica para qualificação das artesãs;
  • incentivos à comercialização dos produtos;
  • campanhas de valorização do artesanato feminino; e
  • apoio à participação em feiras, exposições e outros espaços de divulgação.

Para Rogério Carvalho, a proposição reconhece, valoriza e fortalece a atividade artesanal no Brasil, com foco no papel desempenhado pelas mulheres artesãs na preservação e difusão dos saberes regionais tradicionais e na promoção de sua autonomia econômica.

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— As medidas de estímulo à comercialização dos produtos artesanais, de apoio à organização associativa das artesãs e de assistência técnica às suas atividades têm potencial de impacto socioeconômico relevante, beneficiando diretamente as trabalhadoras e suas comunidades — disse o senador ao recomendar a aprovação.

Ofícios

O texto lista como exemplos de ofícios exercidos por mulheres artesãs os de rendeira, tricoteira, tapeceira, labirinteira, bordadeira, ceramista, trançadeira, fiandeira, costureira, tecelã, bonequeira, coureira, entalhadora e crocheteira. Essa lista, no entanto, não é exaustiva, já que o texto traz a possibilidade de reconhecimento de outros ofícios, pela relevância cultural, social e econômica e pela preservação de tradições e saberes populares.

O projeto altera leis já existentes, como a que regulamenta a profissão de artesão (Lei 13.180, de 2015), para incluir expressamente a palavra “artesã” e assegurar atenção especial às artesãs na liberação de linhas de crédito especiais e em políticas focadas na redução das desigualdades entre homens e mulheres.

Segundo o texto aprovado, a Carteira Nacional da Artesã e do Artesão será válida por três anos, prazo renovável mediante comprovação das contribuições sociais previstas em regulamento.

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Outra norma alterada é a Lei 12.634, de 2012, que instituiu o dia 19 de março como o Dia Nacional do Artesão. A data passa a se chamada “Dia Nacional da Artesã e do Artesão”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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