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Girão pede afastamento de assessor do Senado ‘citado pela PF em fraude do INSS’

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (30), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a permanência de Paulo Boudens no Conselho de Estudos Políticos do Senado, mesmo após acusações de envolvimento em fraudes milionárias contra aposentados. O parlamentar defendeu seu afastamento imediato do cargo porque Boudens teria recebido R$ 3 milhões de uma empresa investigada.

— Fiz o pedido de afastamento do Sr. Paulo Boudens por ter recebido — apuração da Polícia Federal, citação direta — foi revelado que recebeu a quantia de R$ 3 milhões da empresa Arpar Participação e Empreendimento, hoje investigada pelo roubo bilionário imposto aos aposentados do Brasil. O mínimo que se quer ver é o afastamento, e isso aqui é meu dever — afirmou.

O senador também elogiou a condução da CPMI que investiga as fraudes no INSS, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), e ressaltou que as revelações feitas até agora indicam um esquema de grandes proporções. Girão afirmou ainda que as vítimas precisam ser ressarcidas em dobro, devido aos prejuízos causados pelo.

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— As histórias cabeludas desse careca [Antônio Carlos Camilo Antunes] deixam qualquer um, no mínimo, intrigado com o que está acontecendo no Brasil. Tem potencial para fazer cair a República. Ao que tudo indica, é maior do que mensalão, do que petrolão, o que está acontecendo nesse roubo escancarado aos velhinhos do Brasil, o que não podemos aceitar independentemente se a gente é de direita, se a gente se identifica com o espectro da esquerda, se a gente é contra o governo, se é a favor do governo. Não! É a defesa dos mais pobres — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).

Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.

Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).

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Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.

A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.

O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.

Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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