POLÍTICA NACIONAL
Líder do PT critica mudanças no projeto antifacção; relator diz que busca eficiência da polícia
POLÍTICA NACIONAL
O líder da federação PT-PCdoB-PV, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou as mudanças feitas pelo relator Guilherme Derrite (PL-SP) ao Projeto de Lei 5582/25, do Poder Executivo, que combate organizações criminosas. Lindbergh afirmou em entrevista coletiva que o parecer de Derrite “contaminou politicamente” o texto original enviado pelo governo.
Em seu relatório, Derrite afirmou que o substitutivo busca modernizar a legislação brasileira diante do avanço e da complexidade das facções criminosas, que passaram a atuar com estrutura empresarial, poder econômico e influência sobre o Estado. Ele afirma, em seu relatório, que o país enfrenta uma das fases mais graves de sua história na segurança pública, e as leis atuais – voltadas a crimes individuais – tornaram-se insuficientes para enfrentar organizações hierarquizadas e armadas.
Críticas
Lindbergh Farias também discordou da equiparação do tratamento penal de integrantes de facções criminosas ao aplicado a pessoas condenadas por terrorismo.
Ele classificou a nova versão como “manobra inconstitucional” e “escândalo”, que, segundo ele, busca “esvaziar” a atuação da Polícia Federal.
O deputado criticou também a exigência de pedido formal dos governadores para a atuação federal, afirmando que a medida “engessa investigações interestaduais e transnacionais”.
Lindbergh informou que o PT deve votar contra o texto, caso sejam mantidos dispositivos que restringem a atuação da Polícia Federal e que tratam do enquadramento como terrorismo. “Se o texto for mantido como está, votaremos contra”, concluiu.

Defesa do relatório
Derrite afirma no relatório que seu texto não retira competências da Polícia Federal, apenas reforça a cooperação entre entes federativos e o papel de coordenação do Ministério da Justiça nas ações interestaduais.
O relator sustenta que o objetivo é garantir maior integração e eficiência operacional, sem interferir na autonomia investigativa da Polícia Federal, que continuaria podendo atuar em casos de repercussão nacional ou que envolvam crimes federais.
Entre as principais mudanças, o texto propõe agravamento de penas, novos tipos penais para crimes que atentem contra a segurança coletiva e medidas patrimoniais mais rígidas para garantir a perda de bens obtidos de forma ilícita.
O relatório também prevê a integração entre leis existentes, como a de organizações criminosas e a antiterrorismo, e a criação de instrumentos de investigação mais eficazes, como bloqueio de bens, intervenção em empresas infiltradas e bancos de dados nacionais.
Para o relator, a proposta é constitucional e essencial para dar ao Estado instrumentos compatíveis com o poder das facções.
Da Redação – GM
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.
Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.
Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.
Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
-
ACRE3 dias atrásGoverno presta assistência a famílias atingidas por forte chuva em Rio Branco
-
ACRE2 dias atrásCom ações coordenadas, órgãos ambientais se reúnem para definir metas e acelerar o desenvolvimento sustentável no Acre
-
ACRE3 dias atrásNovo chefe da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin é entrevistado no GovCast
-
ACRE2 dias atrásGoverno do Estado garante apoio a famílias atingidas por enxurrada na Baixada da Sobral
-
ACRE4 dias atrásEstado investe R$ 8,5 milhões, supera desafios logísticos e inicia ano letivo da educação indígena
-
POLÍTICA4 dias atrásManoel Moraes destaca alcance social do Detran e destaca respeito entre governo e parlamento
-
ACRE5 dias atrásMailza Assis confirma mudança na Polícia Civil do Acre e nomeia novo delegado-geral adjunto
-
POLÍTICA3 dias atrásMaria Antônia pede recuperação da BR-317, alerta para avanço da hanseníase e destaca revitalização do Parque da Maternidade


