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Mostra une protagonismo feminino a ilustrações de Maurício de Sousa

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Donas da Rua é o tema da exposição inaugurada na terça (10) no Espaço senador Ivandro Cunha Lima, do Senado, como parte da programação do Mês da Mulher. A mostra destaca a relevância de 16 mulheres que tiveram papel fundamental na história brasileira.  

Iniciativa da Bancada Feminina, em parceria com a Maurício de Souza Produções (MSP), o projeto dá visibilidade à trajetória de mulheres marcantes na história do Brasil. Os traços característicos dos quadrinhos da Turma da Mónica retratam mulheres como como Ana Néri, Bertha Lutz, Cida Bento, Clarice Lispector, Dandara dos Palmares, Dorina Nowill, Eliane Potiguara, Ester Sabino, Jaqueline Goes, Petronilha Gonçalves, Ruth Guimarães, Tarsila do Amaral, Tereza de Benguela, Tia Ciata, Tizuka Yamazaki e Tomie Ohtake. O objetivo da exposição é inspirar novas gerações por meio de exemplos de liderança, coragem e relevância social. 

— São trajetórias diversas, de ontem e de hoje, que revelam coragem, criatividade, comprometimento e inteligência. Mulheres que mostram que nunca estiveram ausentes da história, mas invisibilizadas por estruturas que não nos servem mais — ressaltou a coordenadora do Comitê pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado, Stella Vaz.

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A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, destacou a trajetória da bióloga e ativista Bertha Lutz, fundadora da Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, que mais tarde se transformou na Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. A ativista é uma das homenageadas e dá nome ao Diploma Bertha Lutz, organizado a cada ano pela Casa, para homenagear pessoas que se destacam na defesa dos direitos femininos.

—  Em nome de todas essas mulheres que impactaram nossa história, gostaria de prestar minha homenagem à Bertha Lutz e às sufragistas brasileiras, que hoje nos dão o direito ao voto — enfatizou.

As senadoras Dra. Eudócia (PL-AL) e Teresa Leitão (PT-PE) e a líder da Bancada Feminina, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), participaram da cerimônia de abertura.

Donas da Rua é uma exposição que nos fortalece nessa representação feminina. Todas as mulheres que aqui estão representadas poderiam estar com as suas histórias de vida em qualquer exposição, em qualquer forma de representação, porque nos orgulharia como mulheres. São homenageadas que nos presenteiam pelas suas histórias de vida — destacou Dorinha.

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— É muito importante enfatizarmos nossas queridas guerreiras. Hoje temos mulheres aguerridas, que lutam e muitas vezes mantêm a família, trabalham fora e cuidam dos filhos. Não podemos parar e nem desistir. Temos que persistir para que as mulheres nos espaços de poder, em diferentes áreas, possam continuar lutando em nosso Brasil e em nossos estados  — disse Dr. Eudócia.

A exposição ficará aberta ao público de 10 a 20 de março, permitindo que parlamentares, servidores, colaboradores e visitantes conheçam histórias inspiradoras de mulheres que deixaram um legado importante para o Brasil.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova projeto com programa de emprego e formação para jovens indígenas

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A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria programa de emprego e formação para jovens indígenas.

O programa prevê incentivos à contratação, qualificação profissional e acesso a políticas públicas de desenvolvimento socioeconômico para indígenas entre 18 e 29 anos.

A identificação dos beneficiários será feita por autodeclaração e reconhecimento pela própria comunidade, respeitando o princípio da autodeterminação dos povos indígenas.

Objetivos principais
O programa tem quatro objetivos centrais:

  • estimular a contratação de jovens indígenas por órgãos públicos federais e empresas privadas;
  • fomentar a qualificação técnica e profissional por meio de cursos gratuitos em parceria com entidades públicas e serviços sociais autônomos;
  • contribuir para a autonomia econômica das comunidades indígenas, com respeito à identidade cultural; e
  • ampliar o acesso a políticas de empregabilidade em regiões com alta concentração de população indígena.

Incentivos às empresas
As empresas privadas que aderirem ao programa e comprovarem a contratação de jovens indígenas terão direito a:

  • redução de 50% da contribuição patronal à Previdência Social sobre o salário do jovem contratado, por até 36 meses;
  • prioridade na participação em programas e editais federais de inovação e desenvolvimento regional;
  • preferência de contratação em licitações públicas, como critério de desempate (quando as propostas forem iguais ou até 10% superiores à mais bem classificada);
  • isenção de taxas federais para registro e regularização trabalhista do jovem contratado.
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O benefício fiscal de redução da contribuição patronal depende de prévia estimativa de impacto orçamentário e de medidas de compensação, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os editais de licitação para contratação de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra também poderão prever o emprego de jovens indígenas.

Inclusão produtiva
O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Trabalho ao Projeto de Lei 3940/25, do deputado Defensor Stélio Dener (União-RR).

A relatora, deputada Dandara (PT-MG), afirmou que o Censo 2022 apontou uma sub-representação da população indígena ocupada e com rendimentos do trabalho. Além disso, o rendimento médio dos indígenas ocupados é menor que os demais grupos étnico-raciais. “O projeto reconhece a situação dos jovens indígenas e propõe instrumentos concretos de inclusão produtiva, sem desconsiderar a diversidade cultural e os modos próprios de vida dessas comunidades”, disse.

Parcerias e regulamentação
A execução do programa contará com parcerias com institutos federais, universidades públicas, serviços sociais autônomos, organizações indígenas registradas e órgãos estaduais e municipais de emprego e desenvolvimento.

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O Poder Executivo será responsável por regulamentar o programa, definindo critérios de adesão das empresas, parâmetros de comprovação da identidade indígena e metas regionais conforme a concentração populacional e a taxa de desemprego entre jovens indígenas.

O texto aprovado determina que o tratamento de dados pessoais dos beneficiários – incluindo informações sensíveis sobre origem étnica e cultural – seguirá as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei 13.709/18).

Acesso à informação
O projeto também garante aos trabalhadores indígenas o acesso a informações claras sobre seus direitos trabalhistas, respeitando suas especificidades culturais e linguísticas.

Sempre que possível, as ações de orientação serão feitas em cooperação com lideranças e organizações indígenas, com uso de materiais bilíngues adaptados às realidades locais.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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