POLÍTICA NACIONAL
Nicolau Júnior participa da eleição do Parlamento Amazônico durante Conferência da Unale, em Bento Gonçalves
POLÍTICA NACIONAL
Durante a 28ª Conferência da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), realizada em Bento Gonçalves (RS), o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado estadual Nicolau Júnior, teve participação de destaque na solenidade que definiu a nova Mesa Diretora do Parlamento Amazônico para o biênio 2025/2027.
Nicolau integrou a mesa de honra da cerimônia que elegeu o deputado acreano Afonso Fernandes como presidente da Mesa Diretora da entidade, representando um avanço significativo para o Acre no cenário político regional. A escolha de Fernandes reforça o protagonismo do estado nas discussões estratégicas sobre a Amazônia, seus desafios e caminhos para o desenvolvimento sustentável.
Em sua fala durante a solenidade, Nicolau ressaltou a importância da união entre os estados que compõem a região amazônica.
Segundo o parlamentar, as dificuldades de mobilidade e acesso aos estados da Amazônia reforçam a necessidade de articulação conjunta para buscar soluções e políticas públicas mais eficazes.
“Quando os estados amazônicos se unem, nossa voz ganha força. A Amazônia tem desafios próprios, e precisamos tratá-los com a seriedade e a atenção que merecem. A logística é um dos grandes entraves, mas também uma pauta que nos une e nos impulsiona a buscar alternativas inovadoras”, destacou Nicolau.
O que é o Parlamento Amazônico
O Parlamento Amazônico, órgão vinculado à Unale, reúne deputados estaduais dos nove estados que integram a Amazônia Legal. O objetivo é promover integração política e legislativa entre essas regiões, discutindo de forma conjunta questões relacionadas ao meio ambiente, infraestrutura, segurança, desenvolvimento econômico, políticas sociais e demais desafios vividos pela população amazônida.
A entidade atua como um espaço de diálogo e articulação, fortalecendo a cooperação entre os legislativos estaduais para construir agendas comuns e ampliar a representatividade da Amazônia nas decisões nacionais.

FONTE: ASCOM ALEAC
POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova proposta com diretrizes para acessibilidade em praias brasileiras
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1091/25, que cria o Programa Mar Inclusivo. A proposta estabelece diretrizes nacionais para assegurar que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida tenham acesso adequado a praias públicas, incluindo infraestrutura, equipamentos adaptados e atividades de lazer.
O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), para o Projeto de Lei 1091/25. Talíria ajustou a proposta original para respeitar a autonomia das prefeituras. Assim, cada município poderá regulamentar a aplicação do programa conforme suas necessidades geográficas e disponibilidade financeira.
Mudanças
A proposta original, do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), exigia que todas as praias públicas oferecessem itens específicos, como cadeiras anfíbias, esteiras, sinalização sonora e até a contratação de profissionais de saúde, como fisioterapeutas.
No texto aprovado pela comissão, as exigências foram transformadas em diretrizes gerais. A relatora argumentou que o projeto original extrapolava os limites da legislação federal ao dar ordens diretas e pormenorizadas aos municípios.
Ainda segundo ela, a diversidade do litoral brasileiro impede que se dê o mesmo tratamento a todas as localidades. “Enquanto muitas localidades contam com praias plenamente integradas ao espaço urbano, com movimentadas avenidas à beira-mar, outras oferecem praias acessíveis por meio de trilhas, afastadas de quaisquer facilidades”, observou Talíria.
Inclusão
A relatora destacou que a proposta é necessária para democratizar o uso dos espaços públicos. “Sendo as praias um dos espaços mais democráticos e de fruição gratuita de lazer, garantir o acesso a elas é uma questão de justiça social e inclusão plena”, defendeu.
A proposta também altera a Lei de Acessibilidade para incluir as praias no rol de espaços públicos que devem ser planejados e urbanizados de forma acessível. Isso inclui a obrigatoriedade de banheiros adaptados.
Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela presidência da República.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcia Becker
Fonte: Câmara dos Deputados
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