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Plenário analisa nesta quarta política de proteção a animais resgatados

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O Plenário deve votar na quarta-feira (25), a partir das 14h, quatro propostas que tratam de proteção de animais em desastres, cooperação internacional, defesa e turismo.

O Projeto de Lei (PL) 2.950/2019 cria a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados (Amar). A proposta estabelece regras para resgate, acolhimento e destinação de animais afetados por emergências e desastres e altera leis ambientais e de segurança de barragens. 

Também estão na pauta dois acordos internacionais — com Fiji e Eslovênia — e um projeto que reconhece formalmente as empresas de turismo receptivo. 

Política para animais resgatados 

De autoria da Câmara dos Deputados e com substitutivo do senador Wellington Fagundes (PL-MT), o PL 2.950/2019 institui a Amar e define princípios, diretrizes e competências de União, estados e municípios para reduzir a mortalidade de animais domésticos e silvestres em emergências. 

O texto também prevê medidas preventivas e reparadoras a serem adotadas por empreendedores sujeitos a licenciamento ambiental. A proposta altera a Lei de Crimes Ambientais, a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e a Lei de Segurança de Barragens, entre outras. 

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Turismo receptivo 

Já o PL 4.099/2023, do deputado Helder Salomão (PT-ES), inclui as empresas de turismo receptivo entre as modalidades previstas na legislação. Na prática, o projeto reconhece atividades como recepção, transporte e organização de roteiros e passeios no destino visitado. 

No Senado, a matéria foi relatada pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR), que aprovou substitutivo ao texto. 

Acordos

Também está na pauta projeto de decreto legislativo que ratifica acordo, assinado em 2023, entre Brasil e Eslovênia para cooperação no campo de defesa, com previsão de intercâmbio em áreas como treinamento militar, tecnologia, pesquisa, apoio logístico e troca de informações. O PDL 293/2024 recebeu parecer favorável na Comissão de Relações Exteriores (CRE), sob relatoria do senador Sergio Moro (União-PR). 

Outro projeto a ser votado ratifica acordo de cooperação técnica entre Brasil e Fiji, assinado em 2013, para a realização de parcerias em áreas como agricultura, saúde, educação, meio ambiente e ciência e tecnologia. O PDL 459/2022 recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) na CRE. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova direito à mulher vítima de violência de recorrer contra negação de medidas protetivas

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou projeto de lei que assegura às mulheres vítimas de violência doméstica o direito de recorrer de decisões judiciais que neguem ou retirem medidas protetivas de urgência. Pela proposta, a vítima poderá apresentar o recurso pessoalmente ou por intermédio da Defensoria Pública e de advogados.

Atualmente, a Lei Maria da Penha não prevê esse recurso de forma expressa, o que causa decisões diferentes em tribunais pelo país.

O texto aprovado é o substitutivo da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), que unificou dois projetos de lei: o PL 5824/25, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), e o PL 1661/26, apensado. A nova redação garante que o recurso terá tramitação prioritária e poderá conceder proteção provisória imediata quando houver risco grave à vida ou à saúde da mulher.

Além disso, a relatora incluiu uma regra para que erros técnicos no tipo de recurso escolhido não impeçam a análise do pedido pela Justiça.

Legitimidade
A proposta tem como base uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconheceu a legitimidade das vítimas para contestar o indeferimento de proteções. O STJ argumenta que não há sentido em permitir que a mulher peça a medida de urgência e impedi-la de questionar judicialmente quando o pedido é negado.

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Rogéria Santos destacou em seu parecer que as medidas protetivas são, muitas vezes, a única barreira contra a violência fatal. “As medidas protetivas salvam vidas, por isso seu fortalecimento é essencial para que o Judiciário atue de forma mais protetiva e equitativa”, disse a relatora. A proposta também prevê assistência jurídica gratuita para as mulheres que precisarem recorrer.

Próximas etapas
 A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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