POLÍTICA NACIONAL
TV Senado celebra 30 anos com novo visual e tecnologia 3.0
POLÍTICA NACIONAL
A TV Senado estreia, nesta segunda-feira (2), sua nova grade de programação com identidade visual renovada. A mudança faz parte das comemorações dos 30 anos da emissora pioneira na comunicação legislativa, que se prepara para a chegada da TV 3.0.
O aniversário da emissora será comemorado no Plenário do Senado, no dia 11 de março, com sessão especial reunindo parlamentares, servidores, parceiros e representantes do setor de comunicação.
Nova identidade visual
A atualização da identidade visual é resultado de um processo evolutivo iniciado em 2017, que agora ganha uma concepção orientada ao digital.
As novas tarjas, organizadas em terços, facilitam a circulação de conteúdos em plataformas digitais, permitindo cortes ágeis para redes sociais, maior legibilidade em telas pequenas e integração com formatos curtos. A identidade também incorpora mais possibilidades de hipertexto e interatividade, preparando a emissora para a TV 3.0.
— O novo enxoval gráfico foi pensado para funcionar de forma nativa tanto no formato horizontal da televisão quanto no vertical das redes sociais, sem aparência de adaptação — explica Érico da Silveira, diretor da TV Senado.
Três décadas de pioneirismo
A TV Senado foi a primeira emissora legislativa de alcance nacional no Brasil, com início das transmissões em 1996 na TV por assinatura. Em 2009, passou a operar como canal aberto de TV Digital.
Em 2010, lançou seu canal no YouTube, sendo o primeiro do mundo a transmitir sinais ao vivo simultâneos, isto é, a fazer multiprogramação na plataforma. Em 2012, foi criada a Rede Legislativa de Rádio e TV, reunindo TV Senado, TV Câmara, TVs de assembleias legislativas e câmaras municipais.
Por meio da Rede e do programa Digitaliza Brasil, a TV Senado atualmente chega a mais de 1.600 municípios brasileiros na TV aberta.
Desde sua criação, a emissora consolidou-se como referência em transmissão ao vivo da atividade legislativa e produção de conteúdos que contextualizam e aprofundam o debate público.
Para Érico da Silveira, chegou a agora é de se adaptar à TV Senado 3.0:
— A nova tecnologia integra televisão aberta, redes sociais e plataformas digitais em uma experiência orientada ao cidadão, para acompanhar ao vivo ou assistir depois, na tela que escolher — acrescenta.
Reforço das transmissões ao vivo
Um conjunto de novidades marca a celebração dos 30 anos da TV Senado, reafirmando a missão de ampliar a transparência das decisões do Parlamento e fortalecer a democracia brasileira.
Haverá mais entradas ao vivo entre plenários e comissões, maior integração entre jornalismo e transmissões legislativas e presença simultânea na TV e nas plataformas digitais. No segundo semestre, o foco será a cobertura das eleições, com abrangência nacional e integração das emissoras da Rede Legislativa.
Entre os destaques, estão novas temporadas de programas reconhecidos, como Que Brasil é Este?, a ampliação do licenciamento de séries e documentários e o lançamento de editais voltados ao setor, fortalecendo o diálogo com o mercado audiovisual e com produtores independentes. A emissora também prepara conteúdos especiais sobre educação midiática, tecnologia e comunicação pública.
TV 3.0 e entrada no streaming
A TV Senado participará das transmissões experimentais do novo padrão, em sintonia com a rede pública e a Rede Legislativa, além de acompanhar o desenvolvimento do aplicativo comum previsto para a TV 3.0.
Paralelamente, a emissora avança em sua entrada estruturada no streaming, com lançamento de edital para uma plataforma própria de VOD e presença em grandes plataformas agregadoras, por meio de chamadas públicas para a exibição de seu conteúdo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto
O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.
Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.
O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.
O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.
Agosto
Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.
— Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.
As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).
— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.
Defesa
Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.
— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.
Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.
Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.
— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.
Eleições
Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral.
— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.
No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.
— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.
Outras propostas
Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia. Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.
— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.
A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.
Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.
Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásParque Ambiental Chico Mendes será fechado temporariamente para obras de revitalização
-
FAMOSOS7 dias atrásLarissa Manoela e André Luiz apresentam nova casa aos pets antes de reforma
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásO tempo da escuta: como o Senado tem construído a reforma do Código Civil
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásOferta em excesso derruba preços no mercado independente no Sul
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura supera marca de 400 toneladas de entulho retiradas do Parque de Exposições Wildy Viana
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásCrescer com Cuidado: qualificação fortalece atendimento infantil na Atenção Primária de Rio Branco
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásCMO analisa crédito de R$ 24,9 milhões para AGU e segurança da Amazônia
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco lança projeto que fortalece identidade e pertencimento entre estudantes da rede municipal