POLÍTICA
Afonso Fernandes anuncia avanço para quebrar monopólio aéreo na Amazônia e reduzir preço das passagens
POLÍTICA
Deputado destaca projeto que pode permitir atuação de companhias do Peru e da Bolívia em voos regionais na Amazônia Legal
Durante a sessão desta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa do Estado do Acre, o deputado Afonso Fernandes utilizou a tribuna para prestar contas sobre os resultados da 2ª reunião ampliada do Parlamento Amazônico, realizada na semana passada em Manaus. Segundo o parlamentar, o encontro reuniu deputados e governadores da região para discutir soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelos estados da Amazônia Legal.
Entre os principais avanços do encontro, Fernandes destacou a assinatura de um protocolo de intenções de cooperação técnica entre o Parlamento Amazônico e o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal. O objetivo do acordo é fortalecer o diálogo entre os poderes Legislativo e Executivo dos estados amazônicos para buscar soluções conjuntas para problemas estruturais da região.
“Sabemos que temos inúmeros problemas para resolver. Então sugerimos elencar prioridades e ir solucionando um por um, trabalhando juntos, parlamentares e gestores do Executivo”, explicou.
Projeto busca ampliar concorrência aérea na Amazônia
O deputado destacou ainda o avanço de uma proposta que pode impactar diretamente o custo das passagens aéreas na região. Trata-se do Projeto de Lei nº 539, de autoria da deputada federal Cristiane Lopes, que propõe a abertura do espaço aéreo da Amazônia Legal para que companhias aéreas de países vizinhos possam operar voos regionais.
Segundo Fernandes, o projeto já teve aprovado o regime de urgência na Câmara dos Deputados do Brasil, o que permite que a proposta vá diretamente para votação em plenário, sem necessidade de tramitação prévia pelas comissões.
A proposta permitiria que empresas aéreas do Peru e da Bolívia operassem rotas dentro da Amazônia Legal, utilizando aeroportos internacionais como os de Rio Branco e Cruzeiro do Sul.
De acordo com o parlamentar, a medida pode ampliar a concorrência no setor e contribuir para reduzir os preços das passagens, atualmente considerados elevados na região. “Hoje muitas vezes precisamos sair do Acre, ir até Brasília e depois retornar para Manaus para fazer um trajeto que deveria ser regional. Com mais companhias operando, teremos mais opções de voos e, consequentemente, passagens mais acessíveis”, afirmou.
Prestação de contas
Ao final do pronunciamento, o deputado agradeceu à mesa diretora da Assembleia pelo apoio à participação dos parlamentares acreanos nas reuniões do Parlamento Amazônico e destacou que agora será iniciada uma articulação junto às bancadas federais dos estados da região para garantir a aprovação da proposta.
A expectativa, segundo ele, é que a medida avance ainda este ano e contribua para melhorar a conectividade aérea entre os estados da Amazônia Legal. “Estamos trabalhando para que, muito em breve, possamos ver companhias do Peru e da Bolívia operando voos na nossa região, ajudando a quebrar o monopólio e facilitando a mobilidade na Amazônia”, concluiu.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral
Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito
Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.
Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.
“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.
Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.
O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.
Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.
“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.
O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.
No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.
O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: João Henrique
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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