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Edvaldo Magalhães cobra respeito ao compromisso do governo com plano de carreira da Saúde e chama categoria a ocupar a Casa durante votação do orçamento

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Durante a sessão desta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) fez um discurso contundente em defesa dos trabalhadores da saúde e denunciou o que classificou como “promessas quebradas, adiamentos sucessivos e atitudes covardes” por parte do governo estadual em relação ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria. A fala ocorreu durante uma forte mobilização dos servidores da saúde e representantes sindicais nas galerias da Casa.

“Uma conversa de covardes, uma conversa de mentirosos”

Ao relembrar todo o histórico de negociações, o oposicionista criticou a postura do governo, que desde o início do ano prometeu apresentar o plano em datas que nunca foram cumpridas. Primeiro, segundo ele, a proposta seria elaborada pela Fundação Dom Cabral, apresentada como “a solução milagrosa” para reorganizar a carreira.

O parlamentar destacou que: As primeiras minutas causaram confusão, injustiças e tensão entre categorias; o debate avançou graças à maturidade dos dirigentes sindicais, não à boa vontade do governo; setembro foi anunciado como “o mês do milagre”, mas terminou sem nenhuma entrega; novembro também passou, sem que a gestão cumprisse a promessa.

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Ainda segundo ele, a situação piorou quando representantes oficiais informaram que o plano só seria apresentado em 31 de dezembro. “É querer bater na cara dos trabalhadores da saúde. Dia 31 de dezembro é o dia internacional da despreocupação. Enquanto as pessoas desejam paz para o novo ano, o governo tenta empurrar covardemente a responsabilidade para a última hora”.

Críticas à tentativa de barrar a greve

Magalhães também condenou a atitude do governo de recorrer ao Judiciário para impedir a greve dos trabalhadores. “Que democratas são esses? Que não sabem lidar com greve? Que dizem respeitar a categoria, mas tentam calar sua voz usando a Justiça? ”

Edvaldo ressaltou que, mesmo proibidos de parar, os trabalhadores não estão impedidos de se manifestar, e elogiou a presença maciça da categoria na Aleac.

Convocação para ocupar a Casa na votação do orçamento

O deputado também convocou os servidores a permanecerem mobilizados durante a votação do orçamento estadual, prevista para a semana após o dia 15 de dezembro. “Se o governo diz que vai implantar o plano no ano que vem, então o orçamento tem que trazer o dinheiro para isso. É nessa hora que vamos saber quem é a favor e quem é contra o plano”.

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Edvaldo afirmou que os trabalhadores têm o direito de lotar as galerias, acampar na Aleac e acompanhar cada voto dos parlamentares: “Olhar no olho de cada deputado e saber quem votou com vocês e quem votou contra vocês”, disse.

A Aleac deve intensificar as discussões nas próximas semanas, especialmente durante a audiência pública do orçamento e a votação final da lei orçamentária anual, momento que, segundo Edvaldo Magalhães, será decisivo para o futuro do plano de carreira da saúde no Acre.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Comissão da Aleac para acompanhar investigações sobre desabamento da ponte em Sena Madureira alcança número de assinaturas e deve ser instalada na próxima semana

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) deu mais um passo para acompanhar de perto as investigações sobre o desabamento da ponte Frei Paolino, em Sena Madureira. O requerimento que cria a comissão especial de representação alcançou as assinaturas necessárias e foi aprovado automaticamente após ser lido na abertura dos trabalhos desta quarta-feira (17).

Autor da proposta, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) informou que o apoio dos parlamentares superou o mínimo exigido pelo Regimento Interno da Casa. Segundo ele, o documento encerrou o dia de terça-feira com nove assinaturas e, ao longo desta quarta, recebeu novas adesões, totalizando 18 deputados favoráveis à criação da comissão.

“Ontem fechamos o dia com nove assinaturas e hoje houve uma movimentação positiva. Neste momento já temos 18 assinaturas e o requerimento acaba de ser lido na abertura dos trabalhos e, portanto, aprovado automaticamente, porque atingiu o limite mínimo, que seriam oito assinaturas, e temos dez a mais. Estamos trabalhando para que, na próxima terça-feira, na primeira sessão da semana, haja essa instalação e, com ela, já possamos definir um cronograma de trabalho”, destacou Edvaldo Magalhães.

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A próxima etapa será a instalação formal da comissão. Conforme prevê o Regimento Interno, caberá à Mesa Diretora indicar o presidente do colegiado, enquanto os demais integrantes serão escolhidos pelas bancadas parlamentares. O prazo para a instalação é de cinco dias úteis.

A comissão terá a missão de acompanhar os desdobramentos do caso, fiscalizar as informações relacionadas à obra e contribuir com os esclarecimentos à sociedade, em conjunto com os órgãos de controle e fiscalização.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Júnior (União/Progressista), destacou que a criação da comissão demonstra o compromisso institucional do Parlamento com a transparência e com a busca por respostas para a população acreana.

“A Assembleia tem o dever de cumprir seu papel fiscalizador e contribuir para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos. Essa é uma questão que mobiliza toda a sociedade e o Parlamento estará acompanhando de perto, com responsabilidade e serenidade, todo esse processo”, afirmou.

A criação da comissão recebeu apoio de parlamentares da base do governo e da oposição, evidenciando a união da Casa em torno do acompanhamento das investigações sobre um dos episódios que mais impactaram a população de Sena Madureira e de todo o Acre.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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