RIO BRANCO
Search
Close this search box.

POLÍTICA

Afonso Fernandes defende medidas urgentes de combate ao feminicídio e anuncia projeto de lei em homenagem à servidora Sara Araújo

Publicados

POLÍTICA

Durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira (23) na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), o deputado Afonso Fernandes (Solidariedade) fez um pronunciamento firme sobre a necessidade de ações concretas para conter o avanço do feminicídio no estado. O parlamentar, autor do requerimento que originou o debate, afirmou que o momento não é para “discursos vazios”, mas para lembrar as vítimas e transformar a dor em compromisso político e social.

“Hoje, não estamos aqui para discursos vazios. Estamos aqui para lembrar de pessoas que tinham planos, afetos, sonhos, e foram arrancadas de nós por um crime que tem nome: feminicídio”, declarou Afonso Fernandes. Ele destacou que as estatísticas do feminicidômetro revelam um cenário alarmante, em que números representam vidas interrompidas, mães, filhas e irmãs que foram brutalmente assassinadas. Entre elas, o deputado citou a servidora pública Sara Araújo de Lima, de 38 anos, funcionária da Fundação Hospitalar, assassinada a tiros pelo companheiro no estacionamento do local de trabalho.

Em homenagem à memória de Sara e de tantas outras mulheres vítimas da violência, Afonso Fernandes anunciou que apresentará um projeto de lei que institui o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, que levará o nome de Sara. “Seu nome, que poderia se perder no anonimato das estatísticas, deve se tornar símbolo, bandeira viva desta Casa de Leis”, afirmou o parlamentar.

Leia Também:  Presidente Nicolau Júnior recebe representantes dos Poderes na abertura dos trabalhos legislativos de 2026

O deputado também mencionou outras vítimas de feminicídio no Acre, como Janice da Rocha Lima, Luana Conceição do Rosário, Luzia Costa, Maria Marciana, Zena Colina, Maria das Graças, Paula Gomes, Márcia Maria e Giovana Souza, destacando que lembrar seus nomes é uma forma de recusar a naturalização da barbárie.

Ainda em sua fala, Afonso Fernandes apresentou uma série de propostas para o enfrentamento efetivo da violência contra a mulher, incluindo o reforço à rede de proteção, com mais estrutura nas delegacias especializadas, plantões psicológicos e abrigos emergenciais 24 horas, além de investimentos em tecnologia e integração de sistemas para o monitoramento e identificação precoce de situações de risco.

O parlamentar também defendeu a fiscalização rigorosa das medidas protetivas e a prevenção através da educação, com programas que promovam a reflexão sobre masculinidades e desconstruam a cultura da violência. “Precisamos começar pela educação, lá na escola, no início da vida das crianças e dos adolescentes. Educação para homens, grupos de reflexão, desconstrução da cultura da violência contra a mulher. Não há neutralidade diante da violência. Ou nós nos posicionamos, ou somos cúmplices”, reforçou.

Leia Também:  Eduardo Ribeiro cobra rigor na apuração sobre queda de ponte em Sena Madureira e pede fiscalização dos recursos públicos

Ao encerrar seu discurso, Fernandes cobrou do poder público políticas com metas, prazos e orçamento definidos para garantir a execução efetiva das ações de combate à violência de gênero. “Como legislador, não me contento em registrar números. Exijo políticas eficazes, que façam diferença nas ruas, nas casas, nas delegacias, nos tribunais”, afirmou.

Em tom emocionado, o deputado prestou solidariedade aos familiares de Sara e das demais vítimas. “Sentimos a dor. E prometemos transformar essa dor em compromisso para minimizar essa doença que atinge todo o Brasil e o nosso estado”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral

Publicados

em

Por

Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.

Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.

“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.

Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.

Leia Também:  Eduardo Ribeiro anuncia saída da base do governo e declara apoio a Alan Rick

O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.

Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.

“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.

O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.

No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.

Leia Também:  André Vale cobra regularização fundiária e agradece apoio do governo

O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA