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Afonso Fernandes destaca filiação ao União Brasil e alerta para risco em ponte binacional

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Durante a sessão ordinária realizada na manhã desta terça-feira (07), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Afonso Fernandes falou sobre sua recente filiação ao União Brasil, destacou o fortalecimento da sigla no parlamento estadual e também fez um alerta sobre as condições da ponte binacional que liga o município de Plácido de Castro à comunidade boliviana de Evo Morales.

Ao iniciar sua fala, o parlamentar homenageou os profissionais da comunicação pela passagem do Dia do Jornalista, comemorado hoje, ressaltando a importância da imprensa na divulgação das ações legislativas. Em seguida, anunciou oficialmente sua adesão ao União Brasil, enfatizando que o partido passa a contar com oito deputados estaduais, consolidando-se como a maior bancada da Casa, em formação com o Progressistas (PP).

“O União Brasil hoje se constitui como a maior bancada desta Casa, com um terço dos parlamentares. É motivo de alegria fazer esse comunicado à sociedade política e ao povo acreano. E quero dizer que não se deve esperar nada diferente do que foram esses três anos de mandato, independentemente da sigla partidária”, afirmou.

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Na sequência, Afonso Fernandes demonstrou preocupação com a situação da ponte binacional entre Brasil e Bolívia, classificando o cenário como crítico e com risco iminente de desabamento. Segundo ele, a estrutura apresenta condições precárias, com medidas paliativas insuficientes, como a utilização de cabos de nylon para sustentação.

“Não podemos permitir que uma tragédia anunciada aconteça. Hoje, sequer é possível a travessia motorizada, seja de bicicleta, motocicleta ou carro. Isso demonstra a gravidade da situação enfrentada pela população”, alertou.

O deputado destacou que mais de 300 estudantes brasileiros utilizam diariamente a ponte para acessar instituições de ensino na comunidade de Evo Morales, especialmente cursos de medicina, o que amplia o impacto da precariedade da estrutura.

“São mais de 300 estudantes que diariamente fazem esse percurso em busca de formação. Estamos falando de jovens que querem se qualificar para servir à sociedade brasileira, em especial ao povo acreano”, ressaltou.

Afonso Fernandes informou ainda que buscou contato com o Deracre e com a Casa Civil para verificar providências por parte do governo estadual, mas foi informado de que, por se tratar de uma ponte binacional, qualquer intervenção depende de articulação em nível federal e diplomático.

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“Já acionei o Parlamento Amazônico e encaminhei ofício ao Ministério dos Transportes solicitando audiência com o ministro, porque há necessidade de envolvimento do Itamaraty. Precisamos agir com urgência para evitar uma tragédia”, concluiu.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Eleito deputado federal, Pedro Longo aponta produção rural e obras estruturantes como prioridades para atuação em Brasília

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A defesa da produção rural, do cooperativismo e de obras estruturantes para o Acre estará entre as prioridades de Pedro Longo em seu mandato na Câmara dos Deputados. Eleito deputado federal, o parlamentar afirmou nesta terça-feira (6), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que pretende levar para Brasília pautas ligadas à realidade dos pequenos produtores, à infraestrutura e à redução da dependência econômica do Estado em relação ao poder público.

Pedro Longo iniciou o pronunciamento agradecendo à população acreana e destacou que a eleição foi marcada por forte disputa. “Não foi uma eleição fácil. Foi, pelo contrário, uma eleição extremamente disputada e que bom que seja assim, porque a democracia se impõe dessa maneira”, afirmou.

O deputado também agradeceu à equipe de trabalho, aos servidores da Aleac e às pessoas que acompanharam sua atuação nos 22 municípios. Segundo ele, a votação alcançada em diferentes regiões do Estado reforça a responsabilidade para o novo mandato. “Há uma expectativa em relação ao nosso mandato em Brasília e eu pretendo honrar essa expectativa”, declarou.

Na área rural, Pedro Longo afirmou que pretende trabalhar para enfrentar os efeitos dos embargos que atingem pequenos produtores. Para ele, é necessário criar mecanismos que permitam a regularização dessas famílias e garantam condições para que permaneçam no campo com dignidade. “Nós temos que ter anistia, nós temos que ter políticas públicas para tirar esse pessoal da ilegalidade, porque ali não tem criminoso, não. São famílias que trabalham no sol, na chuva, para sustentar”, disse.

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O parlamentar defendeu ainda o cooperativismo e o associativismo como instrumentos para ampliar a capacidade de produção e de acesso a políticas públicas. “Aquilo que é muito difícil um produtor rural fazer no CPF, quando ele se une e une essas energias, a gente pode ajudar também com as nossas emendas e com as políticas públicas voltadas a esse segmento”, pontuou.

Outro eixo apresentado foi a infraestrutura. Pedro Longo citou a necessidade de manutenção permanente da BR-364, a construção da ponte de Rodrigues Alves, o projeto do Quadrante Rondon, a área de livre comércio e outras iniciativas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico do Acre. “Eu quero trabalhar também muito nas obras estruturantes, naquilo que pode realmente fazer a diferença e diminuir a dependência do nosso Estado do poder público”, afirmou.

O deputado também defendeu que a preservação ambiental resulte em benefícios concretos para a população. Segundo ele, muitos produtores enfrentam dificuldades para acessar crédito em razão de embargos ambientais e, em alguns casos, só tomam conhecimento da restrição quando procuram financiamento. “Não é justo o que acontece. Nós temos 85% preservado e os nossos produtores estão embargados. Às vezes, sem até saber, porque há uma leitura pelo satélite e a notificação é feita pelo Diário Oficial”, declarou.

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Ao falar sobre a atuação que pretende desenvolver na Câmara Federal, Pedro Longo afirmou que deseja reunir a experiência jurídica e legislativa com o conhecimento adquirido sobre a realidade das comunidades acreanas. Ele citou a vivência em áreas ribeirinhas, aldeias indígenas e comunidades localizadas em ramais distantes dos centros urbanos.

“Eu quero aliar o conhecimento jurídico que eu tenho, em razão da minha formação como professor do curso de Direito da Ufac, como magistrado aposentado, com o conhecimento legislativo que adquiri aqui, mas aliado a isso o conhecimento da realidade da nossa gente”, explicou.

Pedro Longo afirmou ainda que decidiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados com o objetivo de ampliar sua atuação política e contribuir para projetos de maior alcance. “Eu quero estar na política para deixar um legado. É para isso que eu quero estar em Brasília, não por outra razão”, disse.

O parlamentar encerrou reiterando o agradecimento aos eleitores e o compromisso de concluir o atual mandato na Aleac antes de assumir a nova função. “Gratidão pelo carinho, pelo acolhimento, mas principalmente renovar o meu compromisso de fazer diferente em Brasília, de estar lá realmente buscando representar e orgulhar a cada voto que nós recebemos”, concluiu.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Ismael Medeiros

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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