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Deputados destacam prioridades para a Lei Orçamentária de 2026 durante audiência pública na Aleac

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Durante a audiência pública que discute o Projeto de Lei nº 150/2025, que estima a receita e fixa a despesa do Estado para o exercício financeiro de 2026, realizada nesta quinta-feira (11), os deputados Eduardo Ribeiro (PSD), Michelle Melo (PDT), Adailton Cruz (PSB) e Edvaldo Magalhães (PCdoB), utilizaram a tribuna para defender a responsabilidade fiscal, a valorização do servidor público e o fortalecimento econômico do Acre.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) é um instrumento legal de planejamento que estabelece o orçamento público estadual para o ano seguinte. A lei permite o planejamento e a execução das políticas públicas, além de garantir a transparência e o controle dos gastos governamentais.

Os números projetados para o exercício de 2026 tiveram um aumento de 13,63%, comparados com os de 2025, somando mais de R$ 13,8 bilhões, sendo estes R$ 9,3 bilhões em recursos próprios e R$ 4,4 bilhões provenientes das demais fontes de recursos, em conformidade com as leis e normas que disciplinam a matéria orçamentária.

Em sua fala, o deputado Eduardo Ribeiro iniciou sua fala saudando as autoridades presentes e destacou a participação da procuradora-geral do Estado, Dra. Janete, única mulher a compor o dispositivo da mesa. Para ele, a discussão da Lei Orçamentária Anual (LOA) é o momento mais determinante para o planejamento do próximo ano. “Chegou a hora de discutirmos a lei mais importante para 2026. Essa discussão é primordial para o futuro do Estado”, afirmou.

O parlamentar enfatizou ainda que a LOA precisa garantir o fortalecimento dos poderes, a valorização dos servidores públicos e dignidade às famílias acreanas. Ele ressaltou que o maior desafio do próximo ano será a retomada e o fortalecimento da economia do Acre. “Tudo passa por fortalecer a economia. Uma economia forte deixa o Estado forte. É assim que conseguimos trazer mais dignidade ao nosso povo”, declarou.

Eduardo também desejou sucesso às discussões e pediu que a votação da LOA, prevista para a próxima semana, seja conduzida com seriedade e responsabilidade: “Que Deus nos ilumine para fazermos o melhor para o nosso povo”.

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Já o deputado Adailton Cruz iniciou sua fala parabenizando o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, deputado Tadeu Hassem (Republicanos), destacando sua atuação democrática e seu compromisso com o bem público. “O deputado Tadeu tem sido um democrata no debate do orçamento público. É admirado por todos nesta Casa pelo trabalho sério que conduz”, afirmou.

Adailton elogiou ainda o Governo do Estado pela responsabilidade na gestão fiscal, lembrando que o Acre encerrou o último quadrimestre com apenas 0,04% de margem no limite fiscal, reflexo, segundo ele, do esforço para manter equilíbrio e controle nos gastos. “Controlar despesas não é fácil. Mas esse resultado mostra o compromisso com o recurso público”, destacou.

O parlamentar direcionou parte de sua fala aos servidores civis, militares e profissionais da saúde que acompanharam a audiência, defendendo que este é o momento adequado para manifestar demandas sobre investimentos e valorização das carreiras.

Adailton revelou que já analisou a LOA 2026 com profundidade e antecipou que apresentará duas emendas durante a votação, voltadas especificamente à valorização do funcionalismo. “O servidor público é o coração que move o Estado. É para ele que devemos olhar com prioridade”, concluiu.

Em seu discurso, a deputada Michelle Melo (PDT) reforçou o compromisso do Parlamento com as pautas dos servidores públicos, destacando reivindicações como avanços RGA, auxílio-saúde e nos planos de carreira. A parlamentar agradeceu a presença das equipes do governo e das entidades da sociedade civil, afirmando que a Casa tem tratado “com veemência e sensibilidade” tudo o que envolve servidores, especialmente educação e saúde. Ela também lembrou que o anteprojeto para devolver direitos retirados da educação já foi entregue ao governo e que o diálogo com a Saúde sobre o PCCR tem avançado.

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A pedetista ainda rebateu rumores de que a Assembleia estaria priorizando aumento de emendas em vez de atender o funcionalismo. “Isso não existe dentro desta Casa”, afirmou. A deputada pediu à equipe econômica do governo que avalie com responsabilidade as demandas apresentadas, para garantir que 2026 traga avanços reais aos trabalhadores. “Quem cuida do nosso estado também precisa ser cuidado. Podem contar comigo hoje e sempre”, concluiu.

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) destacou, durante a audiência pública do orçamento na Aleac, que a peça orçamentária “não é imutável” e que o governo não possui “o dom do acerto pleno”. Ele afirmou que a audiência existe justamente para ouvir críticas, ajustar erros e adotar medidas que garantam compromisso real com os servidores públicos. Edvaldo lembrou que, no ano passado, foi necessário registrar expressamente o RGA na LDO para assegurar o cumprimento de uma obrigação já prevista em lei. O parlamentar também cobrou mais transparência na apresentação das receitas, apontando que o slide sobre o superávit foi mostrado rapidamente porque revelava algo que o governo não destacou: a subestimação recorrente do orçamento nos últimos anos.

Ele ressaltou que o aumento das receitas não ocorre apenas por repasses obrigatórios, mas pelo aquecimento da economia nacional, que eleva o FPE e tende a crescer ainda mais no próximo ano. Sobre a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, Edvaldo afirmou que, embora reduza a arrecadação, deve ser compensada pelo aumento do consumo e, consequentemente, do ICMS. O deputado encerrou convocando sindicatos e movimentos para participarem das discussões na próxima terça e quarta-feira, reforçando que mantém uma postura responsável: “Ninguém nunca me viu prometendo o que é impraticável”.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Jarude cobra prioridade para os Bombeiros e diz que governo está mais preocupado com eleição do que com os problemas do Acre

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Na sessão desta terça-feira (23), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Emerson Jarude (Partido Novo) manifestou apoio aos integrantes do cadastro de reserva do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre e criticou o que classificou como falta de prioridade do governo estadual em relação às áreas essenciais.

Ao saudar os aprovados presentes nas galerias da Casa, o parlamentar afirmou que a importância da corporação precisa ser reconhecida com planejamento e investimentos adequados, sobretudo diante da proximidade do período de estiagem.

“Quando começar o verão e os incêndios se espalharem pelo Estado, é que vamos perceber a real importância do Corpo de Bombeiros. Mas isso se faz com antecedência, com planejamento e definindo aquilo que é prioridade”, afirmou.

Jarude relembrou que, durante a discussão do orçamento do Estado, apresentou uma emenda para ampliar os recursos destinados às forças militares, equiparando-os aos gastos previstos com a contratação de aeronaves, proposta que, segundo ele, não foi aprovada. O deputado argumentou que a ausência de reforço no efetivo poderá comprometer a capacidade de resposta da corporação em um dos períodos mais críticos para o Acre.

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“Agora é muito difícil corrigir essas distorções, porque o orçamento foi aprovado no ano passado. Aos 45 do segundo tempo, não será possível contratar, treinar e preparar os bombeiros da forma que o Estado precisa”, ressaltou.

O parlamentar declarou apoio à mobilização em favor da convocação dos aprovados e afirmou que os militares devem ser tratados como prioridade pelo poder público.

Durante o pronunciamento, o deputado também contestou declarações de que a saúde pública estadual vive um momento positivo. Ele citou uma mensagem recebida de um morador de Xapuri relatando a falta de aparelho de raio-X no município e afirmou que é preciso reconhecer os problemas enfrentados pela população. “A gente não pode maquiar a realidade. Temos que falar dos problemas para que eles sejam resolvidos”, disse.

Por fim, Emerson Jarude criticou o que considera uma excessiva preocupação do governo com a disputa eleitoral de 2026, defendendo que a prioridade da gestão deve ser a solução das demandas da população acreana.

“Vamos resolver os problemas do povo e deixar a eleição para o seu devido momento. O foco precisa estar nas pessoas e nas necessidades do nosso Estado”, concluiu.

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Texto: Mircléia/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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