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Edvaldo Magalhães cobra investigação ampla sobre queda da ponte de Sena Madureira e questiona execução da obra

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A queda da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, pautou o pronunciamento do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) durante a sessão ordinária desta terça-feira (09), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O parlamentar manifestou solidariedade às quatro vítimas do desabamento e aos moradores do município, que aguardaram durante décadas pela ligação entre o Primeiro e o Segundo Distrito da cidade. Inaugurada em dezembro de 2023, a estrutura de 232 metros de extensão custou R$ 36 milhões aos cofres públicos e era considerada uma das principais obras de mobilidade da região.

Ao defender uma apuração rigorosa das causas do colapso, o deputado ressaltou que a Assembleia Legislativa tem o dever de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos e afirmou que não pretende antecipar conclusões sobre responsabilidades. Entretanto, chamou atenção para aspectos técnicos da obra que, segundo ele, precisam ser esclarecidos. “Todo engenheiro sabe que construir às margens de rios exige cuidados especiais com fundação, sondagem e estabilidade do terreno. Por isso, precisamos entender exatamente o que aconteceu e quais decisões foram tomadas durante a execução dessa obra”, declarou.

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Edvaldo afirmou que uma das primeiras questões a serem respondidas diz respeito às diferenças entre o anteprojeto apresentado pelo Estado e o projeto executivo elaborado pela empresa vencedora da licitação. Segundo o parlamentar, documentos apontam alterações em elementos estruturais previstos inicialmente. “As estacas previstas tinham dimensões diferentes e havia previsão de componentes metálicos que depois foram modificados. Quem autorizou essas mudanças? Quem deu o aval técnico para essas alterações? Essas respostas precisam aparecer com transparência”, questionou.

O deputado também cobrou esclarecimentos sobre a origem dos recursos empregados na construção da ponte e levantou dúvidas sobre a fiscalização realizada durante a execução da obra. Segundo ele, é necessário verificar se houve participação de recursos federais, além de analisar a atuação das empresas envolvidas no empreendimento e eventuais alterações contratuais. “Estamos falando de uma obra pública de grande porte que custou R$ 36 milhões e que era fundamental para a população de Sena Madureira. A sociedade acreana tem o direito de saber como cada etapa foi conduzida, quem fiscalizou e quais medidas foram adotadas ao longo da execução”, observou.

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Outro ponto destacado por Edvaldo Magalhães foi a necessidade de investigar a relação entre o projeto original e a obra efetivamente entregue. O parlamentar citou a redução de elementos previstos no anteprojeto e defendeu que todos os responsáveis técnicos, gestores públicos e empresas contratadas prestem esclarecimentos. “Não podemos transformar esse debate em disputa política. O que precisa ser respondido é por que houve mudanças estruturais, quem autorizou essas modificações e se elas contribuíram para o resultado que todos nós vimos. A população merece uma investigação séria e sem proteção a ninguém”, argumentou.

Ao encerrar o pronunciamento, o deputado afirmou que a principal vítima da tragédia é a população de Sena Madureira, que aguardou por décadas a construção da ponte. “Aquela obra representava um sonho coletivo. Por isso, mais do que apontar culpados antecipadamente, precisamos garantir uma apuração completa, identificar responsabilidades e assegurar que fatos como esse não voltem a ocorrer no Acre”, concluiu.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Pedro Longo defende autonomia da Polícia Militar em Feijó para reforçar segurança no município

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Deputado apresenta indicação baseada em procedimento do Ministério Público e propõe que companhia da PM passe a responder diretamente ao Comando-Geral

Durante o pequeno expediente da sessão desta quarta-feira (5) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Pedro Longo (MDB) apresentou uma indicação voltada ao fortalecimento da segurança pública no município de Feijó. Segundo o parlamentar, a cidade enfrenta índices elevados de violência e registra ocorrências graves, incluindo casos de feminicídio, e a proposta busca ampliar a estrutura de atuação da Polícia Militar na região.

Pedro Longo explicou que a indicação surgiu a partir de uma demanda apresentada pelo município e de um procedimento desenvolvido pelo Ministério Público do Estado do Acre, por meio da Promotoria Criminal de Feijó. De acordo com o deputado, o estudo apontou a necessidade de dar maior autonomia à companhia da Polícia Militar instalada no município como uma das medidas capazes de contribuir para o enfrentamento da violência.

“Feijó há muito tempo, desde 2008, se depara com uma situação de falta de autonomia do comando da PM, da sua Polícia Militar local. Nós estamos trazendo aqui um tema que surgiu por iniciativa do Ministério Público do Estado do Acre, mais especificamente da Promotoria Criminal de Feijó, através do trabalho desenvolvido por toda sua equipe, que chegaram à conclusão de que uma das formas de amenizar esse problema da violência no município de Feijó, de reforçar a sua estrutura de segurança, seria dar independência à sua companhia destacada da Polícia Militar local”, afirmou.

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Ainda segundo o emedebista, a companhia da PM de Feijó teria tido autonomia até 2008, quando passou a ficar vinculada ao comando do batalhão de Tarauacá. Pedro Longo avaliou que os dois municípios possuem porte semelhante e defendeu que ambos tenham estruturas próprias de batalhão. No entanto, diante de possíveis limitações orçamentárias e administrativas, apontou a emancipação da companhia como uma alternativa mais imediata.

“Se isso eventualmente estiver, nesse momento, inviabilizado em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal, poderia gerar algum custo do ponto de vista de ampliar as vagas do oficialato e outros aspectos da organização interna da Polícia Militar. Nesse momento, seria suficiente para atender essa demanda a emancipação da companhia de Feijó. Então, a companhia de Feijó seria independente e passaria a responder diretamente ao Comando-Geral”, explicou.

Para o parlamentar, o fortalecimento da estrutura policial em Feijó também poderia produzir reflexos positivos na segurança de Tarauacá e de outros municípios próximos, considerando a posição estratégica da região e a passagem da BR-364. Ele ressaltou ainda que a proposta apresentada na Assembleia tem como base, segundo ele, uma análise realizada pelo Ministério Público sobre as necessidades locais.

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Ao finalizar, o deputado fez um apelo ao Governo do Estado para que a indicação seja avaliada e afirmou que a medida representa uma demanda apresentada pela população de Feijó.

 “Ela, embora seja tecnicamente de minha autoria, representa um anseio da população de Feijó e, principalmente, é fruto de um estudo bastante aprofundado de um procedimento interno realizado pelo Ministério Público do Estado do Acre, que constatou essa necessidade, inclusive como uma das formas de minorar os aspectos de insegurança que têm, infelizmente, afligido o município de Feijó”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac 

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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