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Edvaldo Magalhães cobra robustez no orçamento e critica postura do governo em casos de violência contra mulheres e monitorados

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A sessão desta terça-feira (11) na Assembleia Legislativa ganhou tom de alerta após o discurso do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB). O parlamentar chamou atenção para o aumento expressivo dos casos de feminicídio no Acre, para o elevado número de estupros de vulneráveis no estado e para o que classificou como falta de prioridade do governo e da Casa em assegurar orçamento adequado para políticas públicas voltadas às mulheres.

Em sua fala, o deputado destacou a presença de movimentos sociais de mulheres que estiveram na Aleac antes da abertura dos trabalhos, em ato nacional pelo enfrentamento ao feminicídio e ao racismo. Segundo ele, a mobilização reforça a urgência de mudanças estruturais. “As mulheres negras do Brasil inteiro estão nas ruas hoje defendendo suas vidas, porque os números são devastadores. O Acre voltou a crescer muito no índice de feminicídios e tem um dos mais altos índices de estupros de vulneráveis do país. Estamos vivendo uma catástrofe que precisa ser tratada com seriedade”, afirmou.

Edvaldo recordou debates passados sobre a necessidade de reforço no orçamento para políticas de proteção às mulheres e lamentou que, no ano anterior, a Aleac tenha falhado em assegurar os recursos necessários. “Aquela discussão do orçamento passado foi um vexame. A Casa deixou de cumprir seu papel, e o Tribunal de Contas precisou intervir para obrigar o governo a suplementar a Secretaria de Mulheres. Foi a prova de que a Casa Civil havia travado o orçamento e impedido avanços”, declarou.

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O deputado ressaltou que a discussão orçamentária atual precisa corrigir distorções e garantir investimentos reais para ações de prevenção e enfrentamento à violência. Ele dirigiu um apelo ao relator do orçamento, deputado Tadeu Hassem, para que as propostas relacionadas às políticas para mulheres recebam prioridade. “Nós precisamos construir algo sólido. Não quero ser autor de nada sozinho, mas precisamos robustecer o orçamento. Não dá para repetir o erro”, disse.

Ao final do discurso, Edvaldo também respondeu ao posicionamento do deputado Arlenilson Cunha (PL), que havia defendido que a tentativa de rompimento de tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro não justificaria necessariamente o encaminhamento imediato do monitorado ao presídio. O comunista discordou veementemente. “A prisão domiciliar monitorada é um benefício. Se a pessoa tenta romper o dispositivo, está violando as condições e deve perder a regalia. Isso é óbvio”, pontuou.

Ele lembrou que o caso que motivou o debate envolve um monitorado condenado por crimes graves, inclusive participação em articulação de atentados contra autoridades da República. “Estamos falando de alguém condenado por tramar a morte do presidente do Tribunal Superior Eleitoral da época, do presidente eleito do Brasil e do vice-presidente. Não é pouca coisa. Não dá para relativizar”, reforçou.

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Edvaldo concluiu afirmando que o parlamento não pode se calar diante de retrocessos e precisa atuar firmemente para proteger vidas. “Estamos falando de violência extrema, tanto contra mulheres quanto contra a democracia. Essa Casa precisa cumprir seu papel à altura da gravidade do momento.”

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Aleac inova e aprova jornada especial de trabalho para servidores com deficiência

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A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) aprovou a Lei nº 4.820, que institui o novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da casa e representa um marco histórico para a inclusão no serviço público estadual. De forma pioneira, a nova legislação garante o direito à jornada de trabalho especial diretamente ao servidor com deficiência (PCD), um avanço significativo em relação às normas anteriores.

Até então, a legislação estadual, como as Leis nº 3.351/2017 e nº 3.406/2018, concedia o benefício do horário especial apenas a servidores que fossem pais, mães ou responsáveis legais por pessoas com deficiência. A nova lei, aprovada sob a gestão do presidente da ALEAC, deputado Nicolau Júnior, amplia esse direito, assegurando que o próprio servidor com deficiência possa ter sua jornada reduzida.

O texto da nova lei é claro ao estabelecer o benefício. O § 3º do dispositivo legal afirma: “Será concedido horário especial ao servidor com deficiência ou com necessidade de saúde permanente devidamente comprovada por junta médica oficial, com redução de duas horas diárias na jornada de trabalho, independentemente de compensação de horário”.

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Além de beneficiar diretamente o servidor PCD, a lei também estende o direito àqueles que cuidam de seus familiares, conforme o § 4º: “O disposto no § 3º aplica-se igualmente ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência ou necessidade de saúde permanente, desde que comprovada a necessidade de acompanhamento pelo servidor, mediante avaliação de junta médica oficial”.

A medida é vista como uma das principais conquistas do novo PCCR e posiciona o Legislativo acreano como vanguarda na promoção de políticas de inclusão e valorização de seus quadros.

Para o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP), a aprovação da lei reflete o compromisso do parlamento com a equidade e o respeito. “A aprovação deste projeto é um reflexo do compromisso da Assembleia Legislativa com a justiça social e a inclusão. Mais do que um ajuste na lei, é um ato de reconhecimento e valorização do servidor com deficiência, garantindo-lhe dignidade e melhores condições de trabalho. O parlamento acreano demonstra, mais uma vez, que está atento às necessidades de todos e na vanguarda da modernização das relações de trabalho no serviço público”, declarou.

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A aprovação da Lei nº 4.820 reforça o caráter institucional da medida, focada no fortalecimento do serviço público e na garantia de direitos, representando um legado de avanço social e administrativo para o Estado do Acre.

Texto: Andressa Oliveira

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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