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Em sessão, Nicolau Júnior destaca importância de fortalecer a nefrologia e doação de órgãos no Acre

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A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (ALEAC) realizou, nesta segunda-feira, 4, uma sessão solene em alusão ao Dia Mundial do Rim, objetivando ouvir e dialogar com profissionais da área e pacientes, debatendo os desafios e quais os caminhos para implementar mais políticas públicas de conscientização e incentivo a doação de órgãos. A sessão contou a participação do primeiro secretário, deputado estadual Luiz Gonzaga e foi presidida pelo chefe do Poder Legislativo, deputado Nicolau Júnior, que destacou o papel da Casa na ampliação do debate público sobre a saúde renal e no apoio a políticas que salvam vidas.

“Ações como essa fortalecem a busca, em incentivar todos a se informarem, a realizarem exames periódicos e a buscarem um estilo de vida que promova a saúde renal.  Precisamos trabalhar juntos para garantir que mais pessoas tenham acesso à informação e ao cuidado que merecem”, frisou.

Especialistas e profissionais da área da saúde apresentaram um panorama detalhado da realidade dos transplantes no Acre. Atualmente, o estado conta com quatro modalidades de transplante e dispõe de uma estrutura completa, com equipe médica e clínica de alto nível, disponível 24 horas por dia. Um avanço significativo, considerando que, no passado, o Acre dependia de profissionais de outros estados para realizar esse tipo de procedimento. Apesar da estrutura consolidada, o maior desafio continua sendo a escassez de doadores. 

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“Apresento aqui alguns exemplos para vocês terem noção da realidade do estado. Em 2024, de 88 protocolos de morte cerebral abertos e encerrados, apenas sete resultaram em doação efetiva de órgãos. No cenário mais recente, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes de 2025 aponta que, até setembro, foram registrados 50 protocolos, dos quais apenas seis foram efetivados”, destacou a responsável pela Central de Transplantes da Fundhacre, Valéria Monteiro.

Outro dado que chama atenção é que o Acre está, desde novembro do ano passado, sem registro de doador local. A situação contrasta com estados vizinhos, que figuram entre os que mais avançam nos índices de doação no país. A logística também foi apontada como um fator limitante. Devido às características geográficas do estado, o transporte de órgãos se torna um desafio complexo e, muitas vezes, inviável dentro do tempo necessário. Nesse contexto, a existência de doadores locais se torna ainda mais essencial para garantir a realização dos transplantes.

“Acho que avançou bastante a questão renal no Acre, o que precisamos é reforçar a aderência de doadores no nosso estado e para que tudo funcione bem nós estaremos sempre realizando parceria e fortalecendo as ações de conscientização e incentivo à doação”, declarou o secretário de Estado de Saúde, José Bestene.

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Atualmente, cerca de 50 pacientes aguardam por um transplante renal no Acre.

Assessoria do Presidente Nicolau Júnior

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Edvaldo Magalhães denuncia abandono de parque industrial em Feijó e cobra ação do governo

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A precariedade da infraestrutura do parque industrial de Feijó foi tema central do pronunciamento do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), durante a sessão desta terça-feira (05), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O parlamentar apresentou imagens para ilustrar a situação do local e cobrou providências urgentes do governo estadual.

Ao relatar o problema, Edvaldo destacou que o parque foi implantado ainda em sua gestão à frente da Secretaria de Indústria, sendo inaugurado em 2013 com o objetivo de organizar e fortalecer a atividade madeireira no município. Segundo ele, o espaço abriga atualmente 18 indústrias moveleiras, além de outras iniciativas produtivas, como uma unidade de torrefação de café e um novo investimento previsto para o beneficiamento de açaí. “Esse parque foi criado para dar dignidade ao trabalho e retirar essas atividades de dentro das áreas urbanas, mas hoje o que vemos é abandono completo”, afirmou.

O deputado denunciou que, desde a inauguração, não houve manutenção por parte do Estado, o que tem comprometido o acesso às empresas, especialmente durante o inverno. “As imagens são chocantes. Para entrar no parque, é preciso usar máquinas, como retroescavadeiras, para garantir o acesso. Isso é descaso com quem trabalha e produz”, disse.

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Edvaldo também sugeriu a utilização de recursos do Fundo de Desenvolvimento e Apoio à Indústria, alimentado pelas próprias empresas beneficiadas com incentivos fiscais, para garantir a recuperação da estrutura. “Não estou pedindo que o governo tire dinheiro novo, mas que utilize o fundo existente para fazer o mínimo: dar condições dignas de funcionamento às indústrias”, destacou.

Ao final, o parlamentar informou que formalizou um pedido ao governo do Estado e à governadora Mailza Assis, solicitando intervenção imediata no local, aproveitando o período de estiagem para realização das obras. “O que custa dar atenção a quem mantém uma atividade industrial viva em um município tão importante como Feijó?”, concluiu.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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