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Luiz Gonzaga destaca importância do Integra Acre e cobra acesso terrestre aos municípios isolados

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Durante a sessão ordinária desta terça-feira (09), o deputado Luiz Gonzaga (PSDB) chamou atenção para os desafios enfrentados pelos moradores dos municípios isolados do Acre e defendeu ações urgentes para melhorar a mobilidade e reduzir custos de deslocamento e de produtos essenciais nessas localidades.

O parlamentar iniciou parabenizando o governador Gladson Cameli (PP) pelo envio do projeto de lei Integra Acre, que prevê subsídio de 50% no valor das passagens aéreas para Jordão, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus. Segundo Gonzaga, a proposta representa um avanço significativo para populações que convivem com longas distâncias, dificuldade de acesso e dependência quase total do transporte aéreo. “Eu, que sou da região do Juruá, vejo de perto a luta dessas pessoas, principalmente dos moradores de Marechal Thaumaturgo e Jordão. Esse projeto vai melhorar muito a acessibilidade, inclusive para quem precisa viajar por motivos de saúde”, afirmou.

O deputado destacou que, em muitos casos, pacientes enfrentam trajetos exaustivos para chegar a Cruzeiro do Sul ou Tarauacá em busca de atendimento médico, o que reforça a importância do subsídio como política pública essencial. “Há pessoas que, mesmo doentes, precisam enfrentar longas viagens pelos rios. Com esse apoio do governo, conseguimos diminuir o sofrimento de quem já está vulnerável”, ressaltou.

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Além da demanda aérea, Gonzaga também voltou a defender investimentos consistentes na abertura e recuperação de estradas para os municípios isolados. Ele reconheceu a articulação do deputado Danilo Sá na pauta e afirmou que a criação de um corredor terrestre é fundamental para reduzir custos e ampliar o acesso a serviços básicos. “Existe uma necessidade urgente de estrada para todos esses municípios. O governo já está trabalhando num projeto que deve chegar até Jordão, e isso pode mudar completamente a vida dessas pessoas”, disse.

Gonzaga explicou que a falta de ligação terrestre está diretamente relacionada ao preço elevado de insumos e alimentos nesses locais. “É por isso, deputado Adailton, que o produto chega tão caro. A dificuldade de acesso faz com que as canoas precisem ser arrastadas durante o verão para chegarem aos municípios. É um sofrimento enorme para um povo tão trabalhador e aguerrido”, comentou.

Ao final, o deputado reforçou que as ações devem ser contínuas e articuladas para garantir que as políticas cheguem a quem mais precisa. Ele reiterou que seguirá acompanhando de perto o andamento dos projetos e defendendo melhorias estruturais para toda a região. “Esse povo precisa da nossa ajuda. Precisamos dar condições mínimas de acesso, seja pelo ar, seja por terra. É nosso dever encontrar soluções”, concluiu.

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Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Eleito deputado federal, Pedro Longo aponta produção rural e obras estruturantes como prioridades para atuação em Brasília

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A defesa da produção rural, do cooperativismo e de obras estruturantes para o Acre estará entre as prioridades de Pedro Longo em seu mandato na Câmara dos Deputados. Eleito deputado federal, o parlamentar afirmou nesta terça-feira (6), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que pretende levar para Brasília pautas ligadas à realidade dos pequenos produtores, à infraestrutura e à redução da dependência econômica do Estado em relação ao poder público.

Pedro Longo iniciou o pronunciamento agradecendo à população acreana e destacou que a eleição foi marcada por forte disputa. “Não foi uma eleição fácil. Foi, pelo contrário, uma eleição extremamente disputada e que bom que seja assim, porque a democracia se impõe dessa maneira”, afirmou.

O deputado também agradeceu à equipe de trabalho, aos servidores da Aleac e às pessoas que acompanharam sua atuação nos 22 municípios. Segundo ele, a votação alcançada em diferentes regiões do Estado reforça a responsabilidade para o novo mandato. “Há uma expectativa em relação ao nosso mandato em Brasília e eu pretendo honrar essa expectativa”, declarou.

Na área rural, Pedro Longo afirmou que pretende trabalhar para enfrentar os efeitos dos embargos que atingem pequenos produtores. Para ele, é necessário criar mecanismos que permitam a regularização dessas famílias e garantam condições para que permaneçam no campo com dignidade. “Nós temos que ter anistia, nós temos que ter políticas públicas para tirar esse pessoal da ilegalidade, porque ali não tem criminoso, não. São famílias que trabalham no sol, na chuva, para sustentar”, disse.

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O parlamentar defendeu ainda o cooperativismo e o associativismo como instrumentos para ampliar a capacidade de produção e de acesso a políticas públicas. “Aquilo que é muito difícil um produtor rural fazer no CPF, quando ele se une e une essas energias, a gente pode ajudar também com as nossas emendas e com as políticas públicas voltadas a esse segmento”, pontuou.

Outro eixo apresentado foi a infraestrutura. Pedro Longo citou a necessidade de manutenção permanente da BR-364, a construção da ponte de Rodrigues Alves, o projeto do Quadrante Rondon, a área de livre comércio e outras iniciativas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico do Acre. “Eu quero trabalhar também muito nas obras estruturantes, naquilo que pode realmente fazer a diferença e diminuir a dependência do nosso Estado do poder público”, afirmou.

O deputado também defendeu que a preservação ambiental resulte em benefícios concretos para a população. Segundo ele, muitos produtores enfrentam dificuldades para acessar crédito em razão de embargos ambientais e, em alguns casos, só tomam conhecimento da restrição quando procuram financiamento. “Não é justo o que acontece. Nós temos 85% preservado e os nossos produtores estão embargados. Às vezes, sem até saber, porque há uma leitura pelo satélite e a notificação é feita pelo Diário Oficial”, declarou.

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Ao falar sobre a atuação que pretende desenvolver na Câmara Federal, Pedro Longo afirmou que deseja reunir a experiência jurídica e legislativa com o conhecimento adquirido sobre a realidade das comunidades acreanas. Ele citou a vivência em áreas ribeirinhas, aldeias indígenas e comunidades localizadas em ramais distantes dos centros urbanos.

“Eu quero aliar o conhecimento jurídico que eu tenho, em razão da minha formação como professor do curso de Direito da Ufac, como magistrado aposentado, com o conhecimento legislativo que adquiri aqui, mas aliado a isso o conhecimento da realidade da nossa gente”, explicou.

Pedro Longo afirmou ainda que decidiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados com o objetivo de ampliar sua atuação política e contribuir para projetos de maior alcance. “Eu quero estar na política para deixar um legado. É para isso que eu quero estar em Brasília, não por outra razão”, disse.

O parlamentar encerrou reiterando o agradecimento aos eleitores e o compromisso de concluir o atual mandato na Aleac antes de assumir a nova função. “Gratidão pelo carinho, pelo acolhimento, mas principalmente renovar o meu compromisso de fazer diferente em Brasília, de estar lá realmente buscando representar e orgulhar a cada voto que nós recebemos”, concluiu.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Ismael Medeiros

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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