POLÍTICA
Mais de 600 pescadores de Cruzeiro do Sul recebem nova carteira de identidade com apoio do deputado Nicolau Júnior e vereador Zé Roberto
POLÍTICA
O início da semana foi marcado por uma conquista significativa para os pescadores de Cruzeiro do Sul. A pedido do presidente da Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC), deputado Nicolau Júnior, em parceria com o vereador Zé Roberto, mais de 600 carteiras de identidade foram emitidas exclusivamente para a categoria, garantindo que nenhum trabalhador fique sem acesso ao seguro-defeso.
A medida atende a uma necessidade urgente, já que a nova carteira de identidade é obrigatória para a liberação do benefício que assegura renda às famílias durante o período de proibição da pesca. Para centenas de pescadores da região, o documento representa muito mais que uma formalidade burocrática: é a garantia de sustento, dignidade e segurança em um dos momentos mais delicados do ano para quem vive da atividade pesqueira.
A
pescadora Maria Francisca de Oliveira Pinto, de 49 anos, destacou: “Sem essa iniciativa a gente não teria conseguido tirar a identidade em tempo. O Defeso depende desse documento, e é ele que garante o alimento e o cuidado da família. Foi uma vitória para todos nós.”

Outro exemplo é o do pescador Anilson de Almeida, de 60 anos, que vive da pesca há mais de 40 anos e conhece de perto as dificuldades da profissão. Ele lembrou que o seguro-defeso é a única renda garantida durante o período em que não se pode pescar. “Essa carteira era indispensável. Quando falta peixe no rio ou a gente adoece, é esse benefício que ajuda a sustentar a casa. Só temos a agradecer pelo apoio que recebemos.”
A ação contou ainda com o apoio do delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, que atendeu ao pedido e possibilitou a emissão dos documentos não apenas em Cruzeiro do Sul, mas também em Mâncio Lima e Rodrigues Alves.
O presidente da ALEAC, Nicolau Júnior, ressaltou que a medida é uma demonstração de compromisso com a categoria: “Os pescadores representam uma das classes mais importantes do nosso estado, gente que luta todos os dias para sustentar suas famílias. Garantir esse direito é garantir dignidade para milhares de pessoas que dependem do Defeso. Meu compromisso é sempre estar ao lado do nosso povo.”
Também representante da classe, o vereador Zé Roberto destacou que a união de esforços foi decisiva: “A parceria entre o nosso mandato, o deputado Nicolau Júnior, o sindicato e a colônia de pescadores foi fundamental para alcançar esse resultado. Essa união mostra que, quando caminhamos juntos, conseguimos transformar de verdade a vida dos trabalhadores que mais precisam.”
Com a entrega das novas identidades, os pescadores da região têm agora a tranquilidade de seguir amparados pelo seguro-defeso e de contar com o respaldo do poder público. A iniciativa mostra que a política, quando voltada para o bem coletivo, é capaz de transformar diretamente a vida das pessoas.
Assessoria do Presidente Nicolau Júnior
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Audiência pública debate diretrizes para elaboração do Orçamento do Estado de 2027
A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou, nesta quinta-feira (9), audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 84/2026, que estabelece a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2027. O debate reuniu parlamentares, representantes de órgãos públicos, entidades da sociedade civil e demais interessados para analisar as prioridades que irão orientar a elaboração do orçamento estadual para o próximo ano.
A audiência foi realizada em atendimento ao Requerimento nº 51/2026, de autoria do deputado Afonso Fernandes (União Brasil), relator da matéria, com o objetivo de ampliar a participação da sociedade na discussão do projeto antes de sua apreciação pelo Poder Legislativo.
Encaminhado pelo Poder Executivo, o projeto estabelece as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), fixa metas e prioridades da administração estadual, disciplina aspectos relacionados à responsabilidade fiscal, à organização do orçamento e à execução financeira, além de definir parâmetros para a aplicação dos recursos públicos em áreas estratégicas ao longo de 2027. Conforme a mensagem governamental, o texto busca assegurar a continuidade das políticas públicas, a estabilidade institucional e o equilíbrio das contas públicas, em consonância com a Constituição, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027.
Entre as prioridades previstas estão ações voltadas ao desenvolvimento humano, infraestrutura, produção sustentável, meio ambiente, povos indígenas, cultura, turismo, inovação, empreendedorismo e fortalecimento da gestão pública. O projeto também reforça mecanismos de transparência, monitoramento e avaliação das políticas públicas, além da integração do planejamento estadual aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Ao abrir a audiência, o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, deputado Afonso Fernandes, destacou a importância da discussão das diretrizes orçamentárias como etapa fundamental do planejamento das ações do Estado. O parlamentar explicou que o orçamento público é estruturado por meio de instrumentos como o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual, ressaltando que a audiência pública amplia a participação da sociedade na definição das prioridades que irão orientar a gestão estadual no próximo exercício.
Em sua fala, Cristovam Pontes, chefe da Casa Civil, ressaltou que a audiência pública representa mais do que o cumprimento de uma exigência legal, sendo um espaço de diálogo entre o governo e a sociedade para a construção da LDO. Afirmou ainda que o principal objetivo do encontro é ouvir as demandas, preocupações, sugestões e contribuições da população, reforçando que a elaboração do orçamento deve ocorrer de forma transparente e participativa. Segundo ele, o governo reconhece o papel da Aleac como espaço legítimo para esse debate e, por isso, mobilizou secretários, presidentes de órgãos e equipes técnicas para acompanhar a audiência, demonstrando o compromisso da gestão com o diálogo, a transparência e a construção coletiva das prioridades que irão orientar a LDO e, posteriormente, a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Valmir Ribeiro, conselheiro representante do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), chamou atenção para os desafios fiscais enfrentados pelo Acre e defendeu o fortalecimento da fiscalização tributária como forma de aprimorar a arrecadação estadual. Segundo ele, a falta de reposição de profissionais na área fazendária, há mais de 16 anos, tem limitado a capacidade de auditoria e comprometido a recuperação de receitas já previstas na legislação. O conselheiro também ressaltou a importância de ampliar os investimentos em inovação tecnológica para elevar a produtividade de setores estratégicos da economia acreana, sugerindo que parte das emendas parlamentares seja destinada ao incentivo à pesquisa, à qualificação técnica e ao desenvolvimento de novas tecnologias.
Secretário da Fazenda apresenta balanço fiscal de 2025 e destaca resultados do primeiro quadrimestre
Durante a audiência pública, o secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, apresentou aos deputados estaduais o relatório de avaliação das metas fiscais referentes ao primeiro quadrimestre de 2025, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele destacou que a prestação de contas é uma obrigação legal e um importante instrumento de transparência, permitindo que parlamentares e sociedade acompanhem a arrecadação, os gastos públicos e o cumprimento das metas estabelecidas pelo Estado. “O Parlamento, nos últimos anos, tem trazido esse debate para o público”, afirmou.
Amarísio explicou que o relatório reúne informações consolidadas da execução orçamentária entre 1º de janeiro e 30 de abril, servindo de referência para o acompanhamento das finanças estaduais e para subsidiar a elaboração das diretrizes orçamentárias. Entre os dados apresentados, informou que o Tesouro Estadual arrecadou aproximadamente R$ 3,2 bilhões no primeiro quadrimestre, enquanto a arrecadação total, incluindo operações de crédito, convênios e emendas federais, alcançou cerca de R$ 4,5 bilhões. No mesmo período, as despesas pagas somaram R$ 3,4 bilhões.
O gestor também apresentou os resultados primário e nominal, destacando que ambos permanecem acima das metas previstas na legislação. Ao detalhar a execução orçamentária dos Poderes, informou que, até abril, as despesas empenhadas totalizavam aproximadamente R$ 4,9 bilhões, considerando Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública. Segundo ele, parte dos órgãos já registrava elevado percentual de execução orçamentária, reflexo do planejamento financeiro realizado no início do exercício.
Secretário de Planejamento detalha estrutura e prioridades da LDO para 2027
Ao apresentar a proposta, o secretário de Estado de Planejamento, Ricardo Brandão, explicou que a LDO funciona como o instrumento que orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual, prevista para ser encaminhada à Assembleia Legislativa em setembro. Segundo ele, o texto reúne as normas que irão direcionar a definição das despesas, receitas e prioridades da administração pública no próximo exercício financeiro.
Durante a explanação, Brandão destacou que o planejamento estadual passou a incorporar, desde 2023, a Agenda Acre 10 Anos, instrumento de longo prazo que antecede o Plano Plurianual. De acordo com o secretário, o PPA 2024-2027 foi construído a partir desse planejamento estratégico e de consultas realizadas nos 22 municípios acreanos, servindo como referência para a elaboração das diretrizes orçamentárias e, posteriormente, da Lei Orçamentária Anual.
O titular da pasta apresentou ainda as áreas estratégicas que nortearão a atuação do governo em 2027: desenvolvimento humano; produção, meio ambiente e povos indígenas; infraestrutura; cultura e turismo; ambiente de negócios, empreendedorismo e inovação; e gestão institucional e governança. Conforme explicou, esses eixos concentram os principais programas e investimentos previstos para o Estado.
Outro aspecto destacado foi a necessidade de prever mecanismos capazes de responder às oscilações econômicas ao longo do exercício financeiro. Segundo Ricardo Brandão, o projeto estabelece regras para adequação das receitas e despesas diante de variações na arrecadação, alterações na estrutura administrativa, impactos decorrentes da reforma tributária e situações excepcionais, como eventos climáticos que possam demandar recursos adicionais.
O secretário também ressaltou que o texto preserva a prioridade dos chamados orçamentos temáticos, voltados às políticas públicas para crianças e adolescentes, igualdade de gênero, mudanças climáticas e igualdade étnico-racial. Conforme explicou, esses programas possuem tratamento prioritário na distribuição das dotações, garantindo a continuidade das ações e o acompanhamento permanente de sua execução.
Ao tratar das emendas parlamentares, Ricardo Brandão informou que permanece o percentual de 6,8% da receita corrente líquida efetivamente arrecadada no exercício anterior como base para sua definição. Também destacou que o projeto mantém mecanismos de transparência, incluindo a divulgação da metodologia utilizada para o cálculo das receitas que servirão de referência às emendas individuais dos parlamentares.
A audiência contou com a participação de parlamentares, representantes dos Poderes e de órgãos da administração estadual. Compuseram a mesa dos trabalhos o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Aleac, deputado Afonso Fernandes; o secretário de Estado de Governo, Luiz Calixto, representando a governadora Mailza Assis; o juiz de Direito auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Acre, Giordane Dourado, representando o desembargador Laudivon Nogueira; os secretários de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, de Administração, Paulo Roberto, e de Planejamento, Ricardo Brandão; a defensora pública-geral do Estado, Juliana Marques Cordeiro; o representante da Casa Civil, Cristóvam Moura; e o promotor de Justiça Sammy Barbosa Lopes, representando o Ministério Público do Estado, os parlamentares, além de representantes de instituições públicas e da sociedade civil.
Texto: Andressa Oliveira e Mircléia Magalhães
Fotos: Sérgio Vale













Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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