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Assembleia Legislativa realiza sessão solene em homenagem aos 30 anos do BOPE

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A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) realizou na manhã desta quinta-feira, (27) uma sessão solene em homenagem aos 30 anos do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), unidade de elite da Polícia Militar do Estado, reconhecida pela atuação em operações de alta complexidade e no enfrentamento à criminalidade. A solenidade ocorreu no plenário do Poder Legislativo e foi proposta por meio do Requerimento nº 17/2026, de autoria do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD).

Durante a sessão, parlamentares, autoridades civis e militares, além de representantes das forças de segurança pública, destacaram a trajetória do BOPE ao longo de três décadas de serviços prestados à sociedade acreana. A unidade foi lembrada pelo preparo técnico, pela disciplina operacional e pelo papel estratégico desempenhado em ações que exigem elevado nível de treinamento e tomada de decisão.

Eduardo Ribeiro destacou o significado histórico dos 30 anos do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, ressaltando o papel estratégico da unidade na segurança pública. Em seu pronunciamento, o parlamentar afirmou que a homenagem vai além da formalidade institucional, ao reconhecer três décadas de atuação em cenários de alta complexidade. “Celebramos 30 anos de preparo técnico, disciplina e responsabilidade diante de situações que exigem equilíbrio, coragem e compromisso com a legalidade”, afirmou, ao definir o BOPE como uma tropa formada por homens e mulheres que escolheram estar na linha de frente.

O deputado frisou ainda que a atuação do BOPE sempre esteve pautada pelo respeito à lei, à hierarquia e à preservação da vida, valores essenciais à democracia. Segundo ele, por trás de cada operação bem-sucedida existe planejamento, treinamento contínuo e renúncias pessoais, compartilhadas também pelas famílias dos policiais. “Valorizar o BOPE é reconhecer que segurança pública se faz com preparo, estrutura e valorização profissional. É reconhecer o esforço coletivo da Polícia Militar e o compromisso permanente com a sociedade acreana”, concluiu.

Em seguida, o deputado federal Coronel Ulysses, destacou a relevância histórica e nacional do Batalhão de Operações Especiais da PM ao lembrar a trajetória da unidade desde a sua criação. Em sua fala, ressaltou que o reconhecimento se estende para além das fronteiras do Estado, já que integrantes do BOPE atuaram em missões em praticamente todo o país. “A necessidade de reconhecer os serviços dessa unidade não é apenas do Acre, mas do Brasil, porque temos homens e mulheres que já atuaram em quase todos os estados”, afirmou. O parlamentar recordou ainda o momento da criação da unidade, situando o marco inicial em fevereiro de 1996, quando a então Companhia de Operações Especiais foi lançada no Estado. “Eu lembro bem do dia 16 de fevereiro de 1996, uma sexta-feira, quando essa unidade nasceu no Estado, assumindo uma missão de enorme responsabilidade”, concluiu.

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O inspetor Paulo Alves, chefe do Núcleo de Operações da Polícia Rodoviária Federal, que na ocasião representou a superintendência da PRF no Acre, destacou a parceria institucional entre a entidade e a Polícia Militar. Em sua fala, ele ressaltou o papel da unidade como referência para as forças de segurança pública. “O BOPE é uma fonte de conhecimento preciosa. Todos que querem evoluir no sentido operacional precisam beber dessa fonte de conhecimento da Polícia Militar, afirmou. O inspetor também enfatizou a eficiência da tropa em situações de pronta resposta e a cooperação contínua entre as instituições. “É, de longe, a pronta resposta mais relevante e eficiente do Estado. Temos mantido uma parceria muito grande com os comandantes do BOPE e a intenção é continuar fortalecendo esse trabalho conjunto”, concluiu.

Em sua fala, a defensora pública-geral Juliana Marques, destacou o reconhecimento institucional aos 30 anos do Batalhão de Operações Especiais. Em sua manifestação, ela ressaltou a importância da iniciativa do Parlamento para preservar a memória das instituições de segurança pública e valorizou o trabalho desenvolvido pela Polícia Militar ao longo das últimas décadas. “Ao reconhecer os 30 anos do BOPE, a Assembleia Legislativa reafirma a importância das instituições que compõem o sistema de segurança pública e contribui para o fortalecimento da memória institucional do nosso Estado”, afirmou. 

Juliana Marques também agradeceu a Deus pela missão exercida pelos profissionais da segurança e fez referência à atuação do governo estadual no fortalecimento da Polícia Militar e da Defensoria Pública. “Posso dizer, como alguém que escolheu o Acre para viver há quase 19 anos, que este foi o melhor governo para a PM e para a Defensoria. Levo meus agradecimentos ao governador e a todos que contribuem diariamente para a proteção da sociedade acreana”, concluiu.

O desembargador Samuel Evangelista, representando na ocasião o Tribunal de Justiça do Estado do Acre, destacou a importância estratégica da unidade para a preservação da ordem pública e o fortalecimento das instituições. O desembargador ressaltou que a atuação da tropa de elite exige preparo técnico, equilíbrio emocional e absoluto respeito aos limites constitucionais, afirmando que “justiça e segurança pública não são esferas isoladas, são funções de Estado que se complementam”. O magistrado enfatizou ainda que “quando a atuação policial se pauta pela legalidade, pela proporcionalidade e pelo respeito à dignidade humana, ela se torna aliada fundamental da justiça”, reforçando o reconhecimento do Poder Judiciário ao trabalho desempenhado pelo batalhão em defesa da sociedade acreana.

Representando o Governo do Estado, o secretário Luiz Calixto, destacou o perfil conciliador do deputado Eduardo Ribeiro, autor da sessão solene, ressaltando sua capacidade de diálogo e articulação no Parlamento acreano. “O Eduardo Ribeiro é o maior conciliador que nós temos dentro dessa Assembleia”, afirmou, ao enfatizar que o parlamentar “faz bem ao povo acreano, à Assembleia e faz muito bem ao governo do Estado”. Calixto também pontuou que, apesar dos desafios enfrentados pela gestão estadual, o diálogo tem sido o caminho para avançar nas pautas prioritárias, especialmente nas discussões que envolvem a segurança pública.

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Ao homenagear o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), o representante do Executivo levou o reconhecimento do governo à tropa e ao comandante, tenente-coronel Russo, ressaltando os laços pessoais e a importância institucional da unidade. Ele reconheceu ainda que há “um débito muito grande com a Polícia Militar”, mas assegurou que as demandas serão tratadas “com muita discussão, com muito diálogo e sobretudo com muita honestidade nas conversas”. Para Calixto, a homenagem prestada pelo Legislativo é “justa, legítima e devida”, reforçando o papel do BOPE como um dos pilares da segurança pública no Acre.

Em discurso marcado por emoção, o tenente-coronel Felipe Russodo BOPE, agradeceu ao Parlamento pela realização da sessão solene e destacou o reconhecimento ao efetivo da unidade. Ele ressaltou o sacrifício diário dos policiais, que muitas vezes têm a folga interrompida por audiências e outras demandas institucionais, afirmando que a homenagem representa “um afago realmente a cada policial militar”. Ao celebrar os 30 anos da tropa, enfatizou que a data simboliza “uma linhagem de homens e mulheres que escolheram o caminho mais difícil para que a sociedade pudesse caminhar em paz”.

O comandante também reforçou a essência da atuação da unidade, destacando que “operações especiais não são sobre equipamentos modernos ou táticas cinematográficas, são sobre o homem”, aquele que avança quando o caos se instala. Para ele, ser do BOPE é compreender que “o nosso maior triunfo não é o disparo efetuado, mas a vida preservada”. Encerrando sua fala, reafirmou o compromisso da tropa com a legalidade e a ordem pública: “O Acre pode confiar no seu BOPE. Não perguntem se somos capazes, apenas dê-nos a missão”, finalizou.

Encerrando as falas da sessão solene, o subcomandante-geral da Polícia Militar do Estado do Acre, coronel Kleison Albuquerque, falou da trajetória de superação e construção histórica do BOPE ao longo de três décadas, ressaltando que a grandeza atual da unidade é resultado do esforço coletivo de gerações de policiais. Ele relembrou os desafios enfrentados no passado, e destacou o espírito de dedicação que consolidou o batalhão. “A gente trabalha com o que tinha, o importante era cumprir a missão”. O coronel também reconheceu o apoio institucional recebido ao longo dos anos e enfatizou que cada integrante deixou sua contribuição nessa construção, reforçando que “as bases dessa unidade são a história das pessoas que por lá passaram”, celebrando os 30 anos como herança de trabalho, sacrifício e compromisso com o Acre.

Texto: Andressa Oliveira e Mircléia Magalhães

Fotos: Sérgio Vale e Ismael Medeiros

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Aleac realiza sessão solene em homenagem ao Dia Nacional do Taxista

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A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) realizou sessão solene em homenagem ao Dia Nacional do Taxista, celebrado em 26 de agosto. A cerimônia reuniu profissionais de Rio Branco e do interior, representantes da categoria e familiares no plenário do Poder Legislativo. Durante o encontro, foram abordadas a trajetória da atividade no estado, as dificuldades enfrentadas no exercício da profissão e demandas relacionadas a crédito, fiscalização, acessibilidade e condições de trabalho.

A solenidade foi proposta pelo deputado Pedro Logo (MDB) e presidida pelo deputado Eduardo Ribeiro (Republicanos), que ressaltou a contribuição dos taxistas para a mobilidade da população e lembrou o papel desempenhado pela categoria ao longo da história acreana. “São muitas histórias. Antigamente, antes mesmo de termos o Samu, muitas vezes era o taxista quem fazia esse atendimento. Nada mais justo que a sociedade reconhecer e valorizar o trabalho desses profissionais”, disse.

Representando o Sindicato dos Taxistas e Condutores Autônomos do Acre, o tesoureiro Theonísio Bonfim Machado falou sobre os 32 anos dedicados à atividade e lembrou que o serviço atravessou diferentes períodos da história do transporte no estado. Segundo ele, a profissão também teve importante função social em uma época na qual havia menos serviços públicos disponíveis. “Nós éramos aqueles transportadores antigos. Muitos nasceram dentro dos nossos veículos, porque antigamente não tínhamos Samu. Nós éramos as ambulâncias da época”, relatou.

Theonísio também mencionou a organização da categoria no Acre e a legislação que regulamenta a atividade. “Nossa Lei do Táxi é de 1983, teve uma atualização em 1998 e serviu de parâmetro para outros lugares do país. Muito me orgulho de ter feito parte das equipes que contribuíram para organizar esse sistema nos municípios acreanos”, acrescentou.

A participação feminina na profissão foi abordada por Lídia Bandeira, representante das mulheres taxistas e profissional que atua no Aeroporto Internacional de Rio Branco. Ela contou que a filha também passou a exercer a atividade e mencionou os desafios atuais enfrentados pelo setor. “A classe está ultimamente muito sofrida, mas a gente continua firme e forte. Agradeço imensamente por essa homenagem”, declarou.

Representante dos profissionais do interior, Francisco Rodrigues de Souza, de Porto Acre, destacou o compromisso dos trabalhadores com o atendimento à população. “Para nós é uma honra fazer parte dessa equipe guerreira e trabalhadora, prestando um serviço de qualidade. Estou muito feliz de fazer parte desse grupo”, afirmou.

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Um dos momentos da sessão foi dedicado aos profissionais que acumulam décadas de atuação. José Gomes dos Santos, de 85 anos, contou que chegou ao Acre em 1970 e começou a trabalhar definitivamente como taxista em 1976, após ter exercido a profissão de caminhoneiro. Ao recordar sua trajetória, falou sobre a transformação de Rio Branco, a criação dos filhos e a importância do táxi para o sustento familiar. “Tenho minha casa, eduquei meus filhos, e tudo isso eu fiz no táxi. Estou na ativa e agradeço a Deus por tudo que Ele me deu até hoje”, disse.

José Gomes também recordou sua participação em diferentes períodos do desenvolvimento da capital acreana, desde a época anterior à inauguração da Ponte Metálica até a implantação de conjuntos habitacionais. Durante o pronunciamento, mencionou ainda os 52 anos de casamento e prestou homenagem à esposa, falecida em 2024.

Com mais de cinco décadas ligadas à atividade, Marileudes Vieira também compartilhou brevemente sua experiência. Ele começou a trabalhar na praça em 1973, período em que veículos como o Fusca eram comuns no serviço. “Só tenho a agradecer por esta oportunidade de estar aqui na Assembleia. Entrei novo na profissão e hoje estou aqui, graças a Deus e aos amigos”, declarou.

O presidente do Sindicato dos Taxistas e Condutores Autônomos do Acre, Esperidião Teixeira, tratou dos desafios enfrentados pelo setor e da necessidade de continuidade do diálogo com o poder público. Ele ressaltou que, além do transporte de passageiros, esses profissionais frequentemente atuam como referência para moradores e visitantes. “O taxista não faz apenas o serviço de transporte. Ele é conselheiro, é guia turístico, tem todo um serviço englobado em torno da atividade”, pontuou.

Ao tratar da renovação da frota, Esperidião mencionou linhas de financiamento disponíveis e afirmou que profissionais de Rio Branco e de outros municípios têm buscado adquirir veículos novos. Também observou que a atividade, em muitas famílias, atravessa gerações. “É um serviço que passa de pai para filho. Temos vários exemplos de famílias que continuam trabalhando e enfrentando as dificuldades para manter a profissão”, explicou.

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Durante a solenidade, José Júnior, conhecido como Cebolinha, apresentou reivindicações relacionadas às condições de trabalho. Entre os pontos levantados estão a criação de linha estadual de crédito específica para taxistas, incentivos para aquisição e adaptação de veículos destinados ao transporte de cadeirantes, ampliação da fiscalização do transporte irregular e iniciativas voltadas à saúde dos profissionais.

Ao comentar as reivindicações, Eduardo Ribeiro afirmou que a sessão também deveria servir para registrar as necessidades apresentadas pela categoria. “Além da homenagem, tem que ficar uma mensagem. A questão do táxi cadeirante e de uma linha de crédito para o taxista são pautas que precisam ser discutidas e avançar. É importante que essas demandas tenham sido trazidas à Assembleia”, observou.

O deputado Pedro Longo, cuja participação ocorreu por meio de vídeo, destacou a função dos taxistas na mobilidade urbana e mencionou pautas discutidas anteriormente com representantes do setor. “Essa é uma das profissões importantes para assegurar a mobilidade das pessoas e permitir que cada cidadão chegue com segurança ao seu destino. O diálogo com a categoria precisa continuar para que as demandas possam ser analisadas”, afirmou.

Como parte da programação, a Aleac entregou homenagens a profissionais com longa trajetória na atividade. Marileudes Vieira foi reconhecido pelos 53 anos dedicados à profissão, enquanto José Gomes dos Santos recebeu homenagem pelos 50 anos de trabalho como taxista. Familiares e integrantes da categoria acompanharam a entrega.

No encerramento, Eduardo Ribeiro reforçou que as reivindicações apresentadas durante a cerimônia poderão subsidiar discussões sobre políticas públicas relacionadas ao setor. “São histórias que fazem parte do nosso Estado. Ao mesmo tempo em que reconhecemos essas trajetórias, precisamos fortalecer o debate sobre medidas voltadas à categoria”, concluiu.

A sessão foi encerrada com uma fotografia oficial reunindo taxistas, representantes sindicais, familiares e participantes da solenidade.

Texto: Andressa Oliveira
Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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