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Pedro Longo destaca importância de projeto que cria Selo da Agricultura Familiar no Acre

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Durante a sessão desta semana na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Pedro Longo (PDT) utilizou o pequeno expediente para apresentar detalhes de um projeto de lei de sua autoria que institui o Selo da Agricultura Familiar no estado. A proposta já tramita nas comissões da Casa e, em breve, deverá ser apreciada em plenário.

Segundo o parlamentar, o objetivo é valorizar e reconhecer a produção oriunda da agricultura familiar, que responde por cerca de 80% dos alimentos cultivados no Acre. “São pessoas que trabalham com suas famílias no campo, enfrentando inúmeras dificuldades, desde a mecanização e o acesso a novas tecnologias até o escoamento da produção em ramais, principalmente no período do inverno amazônico. Queremos dar a elas visibilidade, reconhecimento e prioridade nas políticas públicas”, destacou.

O projeto estabelece critérios técnicos para concessão do selo, que poderá ser obtido tanto por produtores rurais tradicionais quanto por comunidades indígenas que adotem práticas de baixo impacto, utilizem matéria-prima local e contem com a participação direta da família no processo produtivo.

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Uma vez certificada, a produção familiar terá prioridade na aquisição institucional de alimentos pela administração pública, com destaque para programas de merenda escolar, hospitais, assistência social e segurança alimentar. Além disso, produtores credenciados terão preferência em feiras, exposições e festivais organizados pelo poder público.

Para o pedetista, a medida é estratégica não apenas para valorizar quem vive da terra, mas também para combater o êxodo rural. “É necessário que haja reconhecimento e incentivo para que nossos agricultores permaneçam produzindo no campo. Caso contrário, acabam migrando para as cidades e muitas vezes vivendo em condições precárias nas periferias, com seus jovens expostos a vulnerabilidades. O selo é uma forma concreta de fortalecer a agricultura familiar e assegurar dignidade a essas famílias”, afirmou.

O deputado encerrou pedindo apoio dos colegas parlamentares e do governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura (Seagri) e demais órgãos, para que a proposta seja implementada de forma efetiva. “Esse é um projeto fundamental para a nossa realidade local e espero que tenha o respaldo necessário para se tornar uma política pública permanente”, concluiu.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral

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Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.

Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.

“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.

Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.

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O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.

Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.

“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.

O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.

No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.

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O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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