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Prestação de contas de médico eleito deputado federal no AC é reprovada pelo TRE e ele pede anulação de sentença

Defesa alega que análise técnica do TRE ‘ignorou’ a necessidade de abertura de prazo para Eduardo Velloso apresentar manifestação sobre supostas novas ‘inconsistências’. Por isso, pediu reversão do julgamento para aprovação com ressalva.

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Prestação de contas de médico eleito deputado federal no AC é reprovada pelo TRE e ele pede anulação de sentença — Foto: Arquivo pessoal

A prestação de contas da campanha do médico Eduardo Velloso (União Brasil) eleito deputado federal nas Eleições 2022 foram reprovadas pelo colegiado do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). De acordo com o relator do caso, juiz Armando Dantas Júnior, foram encontradas oito “falhas” não sanadas na prestação. (veja abaixo).

A defesa do deputado recorreu da decisão nesse domingo (11) e pediu a anulação da sentença.ca

No recurso, a defesa alega que a análise técnica da Seção de Contas Eleitorais e Partidária do TRE-AC “ignorou” a necessidade de abertura de prazo para Velloso apresentar manifestação sobre as supostas novas “inconsistências” encontradas. Por isso, pediu reversão do julgamento de desaprovação para aprovação com ressalva.

A decisão do TRE, de reprovar as contas, foi por unanimidade. Mas, segundo o órgão, independente de recurso, o julgamento das contas não impede a diplomação e Eduardo Velloso poderá ser diplomado na próxima quinta-feira (15).

Conforme a decisão, a desaprovação da prestação de contas se deu em decorrência da existência de grande montante de dívidas não pagas, pelo atraso na apresentação das contas parciais, pela omissão de gastos já realizados e pela não contabilização de doações estimáveis em dinheiro.

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Entre as falhas encontradas estão:

  • Não apresentação tempestiva dos relatórios financeiros.
  • Contratos lançados na prestação de contas com valores equivocados ou com fonte de recursos equivocada.
  • Dívidas no importe total de R$ 383.820,00, as quais não teriam sido pagas, mas que teriam sido assumidas pelo Partido.
  • Omissão da declaração de despesas de R$ 450,00 e de R$ 186,95.
  • Omissão de receita estimável em dinheiro relativa aos serviços “pro bono” prestados pelo patrono do candidato.
  • Extrapolação em R$ 970,00 do limite com gastos com automóveis.
  • Divergências nos valores de sobras de campanha.
  • Realização de gastos em data anterior à inicial para entrega da prestação de contas parcial, sem registro nesta

A análise técnica entendeu que “as falhas mencionadas maculam a confiabilidade das contas prestadas pelo candidato”. Portanto, Velloso foi condenado a devolver ao Tesouro Nacional o valor de R$ 3.100,00 relativa a despesas pagas com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que não foram devidamente comprovadas, além de multa no valor de R$ 970,00.

O Ministério Público Eleitoral se manifestou pela desaprovação das contas.

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Recurso da defesa

No recurso, a defesa do deputado federal pontuou que não houve omissão de qualquer documento por parte do deputado eleito e sim, a apresentação de todas as peças necessárias para a prestação de contas.

“Não se recusou em nenhum momento em apresentar qualquer documento eventualmente verificado como não apresentado, demonstrando, absolutamente, a boa-fé do prestador. Desta feita, a fim de uniformizar a jurisprudência acerca da matéria, deve ser anulada a sentença, a fim de que o candidato possa se manifestar acerca dos pontos considerados não sanados no Parecer Técnico”, diz no documento.

A defesa reforçou que, após a verificação de novas supostas inconsistências, o processo foi tratado como concluído e remetido para um julgamento, sem que fosse concedido prazo para regularização de eventuais indícios de irregularidades. Pontuando ainda que “todas as supostas questões apontadas como irregularidades são totalmente sanáveis a partir das juntadas dos documentos corretos e da apresentação de retificação na prestação de contas.”

Por fim, pediu a reversão do julgamento para “aprovação com ressalva” ou, alternativamente, que seja determinado o retorno do processo para a entrega dos documentos eventualmente não apresentados.

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Comissão da Aleac para acompanhar investigações sobre desabamento da ponte em Sena Madureira alcança número de assinaturas e deve ser instalada na próxima semana

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) deu mais um passo para acompanhar de perto as investigações sobre o desabamento da ponte Frei Paolino, em Sena Madureira. O requerimento que cria a comissão especial de representação alcançou as assinaturas necessárias e foi aprovado automaticamente após ser lido na abertura dos trabalhos desta quarta-feira (17).

Autor da proposta, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) informou que o apoio dos parlamentares superou o mínimo exigido pelo Regimento Interno da Casa. Segundo ele, o documento encerrou o dia de terça-feira com nove assinaturas e, ao longo desta quarta, recebeu novas adesões, totalizando 18 deputados favoráveis à criação da comissão.

“Ontem fechamos o dia com nove assinaturas e hoje houve uma movimentação positiva. Neste momento já temos 18 assinaturas e o requerimento acaba de ser lido na abertura dos trabalhos e, portanto, aprovado automaticamente, porque atingiu o limite mínimo, que seriam oito assinaturas, e temos dez a mais. Estamos trabalhando para que, na próxima terça-feira, na primeira sessão da semana, haja essa instalação e, com ela, já possamos definir um cronograma de trabalho”, destacou Edvaldo Magalhães.

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A próxima etapa será a instalação formal da comissão. Conforme prevê o Regimento Interno, caberá à Mesa Diretora indicar o presidente do colegiado, enquanto os demais integrantes serão escolhidos pelas bancadas parlamentares. O prazo para a instalação é de cinco dias úteis.

A comissão terá a missão de acompanhar os desdobramentos do caso, fiscalizar as informações relacionadas à obra e contribuir com os esclarecimentos à sociedade, em conjunto com os órgãos de controle e fiscalização.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Júnior (União/Progressista), destacou que a criação da comissão demonstra o compromisso institucional do Parlamento com a transparência e com a busca por respostas para a população acreana.

“A Assembleia tem o dever de cumprir seu papel fiscalizador e contribuir para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos. Essa é uma questão que mobiliza toda a sociedade e o Parlamento estará acompanhando de perto, com responsabilidade e serenidade, todo esse processo”, afirmou.

A criação da comissão recebeu apoio de parlamentares da base do governo e da oposição, evidenciando a união da Casa em torno do acompanhamento das investigações sobre um dos episódios que mais impactaram a população de Sena Madureira e de todo o Acre.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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