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Sessão solene na Aleac reforça conscientização sobre saúde renal e mobiliza autoridades no Acre

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Evento reuniu representantes do poder público, profissionais da saúde e sociedade civil em defesa da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais

A manhã desta segunda-feira (4) foi marcada por um importante debate sobre saúde pública no Acre. O plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), recebeu uma sessão solene em alusão ao Dia Mundial do Rim, reunindo parlamentares, autoridades, profissionais da saúde e representantes da sociedade civil.

O evento teve como objetivo ampliar a conscientização sobre a prevenção das doenças renais e destacar a importância do diagnóstico precoce. Durante a programação, especialistas chamaram atenção para o fato de que muitas enfermidades renais evoluem de forma silenciosa, o que torna fundamental a realização de exames periódicos, acompanhamento médico regular e a adoção de hábitos de vida saudáveis.

Realizada em cumprimento ao Requerimento nº 39/2026, de autoria da Mesa Diretora, a sessão trouxe ao centro do debate a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas ao atendimento, prevenção e acompanhamento de pacientes renais no estado.

O presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (Progressistas), deu início à solenidade destacando a importância de ampliar o debate sobre prevenção e cuidado com a saúde renal no estado. 

“Milhões de pessoas convivem com doenças renais, muitas vezes sem saber. Por isso, esta sessão também é um chamado à conscientização, para que mais pessoas tenham acesso à informação, realizem exames regulares e busquem um estilo de vida que promova saúde. Também é um momento de reconhecer médicos, enfermeiros, técnicos e todos os profissionais que acolhem com humanidade, trabalham com responsabilidade e fazem da saúde uma missão de vida”, disse.

Em seguida, o secretário de Estado de Saúde, José Bestene, no ato representando a governadora Mailza Assis, reafirmou o compromisso do Governo do Acre com o fortalecimento da assistência aos pacientes renais e ressaltou os avanços estruturais que vêm sendo realizados na rede pública. “Recentemente estivemos no município de Feijó, acompanhando entregas importantes na área da saúde, e seguimos avançando com investimentos em hospitais, serviços de diagnóstico e ampliação da capacidade de atendimento em várias regiões do estado”, destacou.

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Ao falar dos próximos passos, o secretário afirmou que a meta é ampliar a assistência e aproximar o cuidado dos pacientes e de suas famílias. “Temos hoje uma demanda crescente e sabemos da importância de fortalecer a integração entre a Secretaria de Saúde, a Fundação Hospitalar e toda a rede de atendimento. Estamos trabalhando para ampliar esse suporte também nas regionais, para que os pacientes possam ser melhor assistidos, com mais estrutura, mais acesso e mais dignidade. O nosso compromisso é continuar avançando para garantir uma rede cada vez mais preparada para atender quem mais precisa”, disse.

Em sua fala, a médica Jarinne Nasserala, diretora técnica do Hospital do Rim,  informou que o Acre já realizou 101 transplantes renais e que, após cinco anos de interrupção, o serviço foi retomado em 2024. Desde novembro, porém, nenhum novo procedimento foi realizado por falta de doação. “A nossa maior dificuldade hoje não é técnica, é a falta de doadores. Pela logística e pela malha aérea do Acre, fica muito difícil receber um órgão de fora, porque ele pode chegar com mais de 24 horas fora do corpo. Por isso, a doação local é fundamental. Hoje temos 50 pessoas ativas aguardando por um rim, com idades entre 12 e 60 anos. A doação não tem idade, não tem sexo e não escolhe classe social. Precisamos ampliar as campanhas de conscientização e também discutir medidas de incentivo, como o auxílio funeral às famílias doadoras. Muitas vezes, falta informação e ainda existem tabus sobre o processo, mas a doação de órgãos é segura, transparente e salva vidas”, enfatizou.

Já o diretor executivo do Hospital do Rim em Rio Branco, Acre, Alessandro Nasserala, destacou que o encontro marcou um momento histórico para a nefrologia no Acre ao reunir, pela primeira vez em dez anos, todos os segmentos envolvidos no cuidado renal no estado. “Hoje eu estou muito feliz, porque pela primeira vez conseguimos reunir aqui pacientes, profissionais de saúde, representantes do transplante, da Fundação Hospitalar, da Secretaria de Saúde e do Poder Legislativo. Em dez anos de atuação, nunca havíamos conseguido reunir todos esses representantes em um mesmo espaço. Isso é um marco para o Acre e mostra que estamos construindo um diálogo conjunto em defesa da saúde renal”.

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Sobre a trajetória da instituição, ele ressaltou a consolidação do hospital como referência no atendimento aos pacientes renais crônicos. “O Hospital do Rim já faz parte da história da saúde pública do Acre. Hoje, somando o grupo Hospital do Rim e a Clínica do Rim, atendemos mais de 300 pacientes em hemodiálise e diálise peritoneal, quase metade dos pacientes renais do estado. Começamos de forma simples, com dois consultórios e muita dedicação, e ao longo desses dez anos construímos um trabalho baseado em qualidade, respeito e compromisso com a vida. Quando iniciamos o atendimento pelo SUS, assumimos um princípio que mantemos até hoje: oferecer o mesmo tratamento ao paciente do convênio e ao paciente do sistema público”, complementou.

O primeiro secretário da Aleac, deputado Luiz Gonzaga (PSDB), também participou da sessão. Na oportunidade, o parlamentar destacou a importância do encontro como espaço de escuta e construção de soluções para a saúde pública no Acre. “A Assembleia Legislativa é a caixa de ressonância da sociedade, porque é aqui que chegam as demandas da população acreana e é aqui que nós buscamos caminhos para enfrentá-las. Ouvimos atentamente as reivindicações apresentadas, especialmente sobre a necessidade de ampliar a doação de órgãos e discutir mecanismos de apoio às famílias. Algumas medidas já estão sendo analisadas pela Casa, dentro dos limites legais, e nosso compromisso é continuar trabalhando para encontrar soluções que fortaleçam o atendimento e ajudem a salvar vidas no nosso estado”, afirmou.

Ao longo dos pronunciamentos, participantes ressaltaram que iniciativas institucionais como essa cumprem papel estratégico na aproximação entre poder público e população. A mobilização também reforçou a necessidade de ampliar o acesso à informação e à orientação preventiva, especialmente entre pessoas com fatores de risco como hipertensão, diabetes e histórico familiar de doença renal.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Fotos: Ismael Medeiros e Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Em sessão, Nicolau Júnior destaca importância de fortalecer a nefrologia e doação de órgãos no Acre

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A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (ALEAC) realizou, nesta segunda-feira, 4, uma sessão solene em alusão ao Dia Mundial do Rim, objetivando ouvir e dialogar com profissionais da área e pacientes, debatendo os desafios e quais os caminhos para implementar mais políticas públicas de conscientização e incentivo a doação de órgãos. A sessão contou a participação do primeiro secretário, deputado estadual Luiz Gonzaga e foi presidida pelo chefe do Poder Legislativo, deputado Nicolau Júnior, que destacou o papel da Casa na ampliação do debate público sobre a saúde renal e no apoio a políticas que salvam vidas.

“Ações como essa fortalecem a busca, em incentivar todos a se informarem, a realizarem exames periódicos e a buscarem um estilo de vida que promova a saúde renal.  Precisamos trabalhar juntos para garantir que mais pessoas tenham acesso à informação e ao cuidado que merecem”, frisou.

Especialistas e profissionais da área da saúde apresentaram um panorama detalhado da realidade dos transplantes no Acre. Atualmente, o estado conta com quatro modalidades de transplante e dispõe de uma estrutura completa, com equipe médica e clínica de alto nível, disponível 24 horas por dia. Um avanço significativo, considerando que, no passado, o Acre dependia de profissionais de outros estados para realizar esse tipo de procedimento. Apesar da estrutura consolidada, o maior desafio continua sendo a escassez de doadores. 

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“Apresento aqui alguns exemplos para vocês terem noção da realidade do estado. Em 2024, de 88 protocolos de morte cerebral abertos e encerrados, apenas sete resultaram em doação efetiva de órgãos. No cenário mais recente, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes de 2025 aponta que, até setembro, foram registrados 50 protocolos, dos quais apenas seis foram efetivados”, destacou a responsável pela Central de Transplantes da Fundhacre, Valéria Monteiro.

Outro dado que chama atenção é que o Acre está, desde novembro do ano passado, sem registro de doador local. A situação contrasta com estados vizinhos, que figuram entre os que mais avançam nos índices de doação no país. A logística também foi apontada como um fator limitante. Devido às características geográficas do estado, o transporte de órgãos se torna um desafio complexo e, muitas vezes, inviável dentro do tempo necessário. Nesse contexto, a existência de doadores locais se torna ainda mais essencial para garantir a realização dos transplantes.

“Acho que avançou bastante a questão renal no Acre, o que precisamos é reforçar a aderência de doadores no nosso estado e para que tudo funcione bem nós estaremos sempre realizando parceria e fortalecendo as ações de conscientização e incentivo à doação”, declarou o secretário de Estado de Saúde, José Bestene.

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Atualmente, cerca de 50 pacientes aguardam por um transplante renal no Acre.

Assessoria do Presidente Nicolau Júnior

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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