POLÍTICA
Tanízio Sá reforça convite para colegas ingressarem no MDB e destaca debate sobre políticas públicas para povos indígenas
POLÍTICA
Na sessão desta quarta-feira (11), na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), o deputado Tanízio Sá (MDB) utilizou a tribuna para agradecer manifestações de colegas parlamentares sobre o convite feito para que integrem o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e também para anunciar a realização de debates voltados às políticas públicas para povos indígenas.
O parlamentar iniciou agradecendo as palavras dos deputados Adailton Cruz e Gilberto Lira, que comentaram sobre o convite para ingressarem na sigla. O emedebista aproveitou o momento para estender o convite a outros colegas da Casa.
Entre os parlamentares citados, Tanízio convidou o deputado Eduardo Ribeiro e a deputada Michelle Melo para se filiarem ao partido. Segundo ele, a presença dos dois fortaleceria ainda mais a legenda no estado.
“Deputado Eduardo, você sabe do carinho e da amizade que tenho por você e pela sua família. O partido está de portas abertas. Será uma honra ter você conosco. Também faço o convite à deputada Michelle Melo, uma mulher qualificada, médica, que vem realizando um grande trabalho pelo nosso estado”, afirmou.
Na segunda parte do discurso, o parlamentar anunciou a realização de uma audiência pública e de um fórum voltados à discussão de políticas públicas para os povos indígenas do Acre. O evento está sendo organizado em parceria com o deputado Pedro Longo e com a Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas.
De acordo com ele, o fórum está previsto para ocorrer entre os dias 25 e 27 de novembro, reunindo representantes de diversas terras indígenas do estado. A proposta é aproveitar a presença das lideranças para discutir a criação e regulamentação do Conselho de Políticas Públicas para Povos Indígenas.
“O objetivo é reunir representantes do governo federal, estadual, municipal e das próprias comunidades indígenas para discutir políticas públicas voltadas a cada região. Já existe uma lei aprovada em 2021 que prevê a criação desse conselho, e precisamos avançar na regulamentação”, explicou.
O deputado também chamou atenção para desafios enfrentados pelas comunidades indígenas, especialmente em relação à segurança alimentar. Segundo ele, mudanças ambientais e a redução da disponibilidade de caça e pesca têm afetado a subsistência em algumas regiões.
Entre as propostas debatidas com representantes do governo e lideranças indígenas, Tanízio mencionou a possibilidade de implementação de projetos que auxiliem na logística das comunidades, como a distribuição de barcos de alumínio com motores, facilitando o transporte de alimentos, produtos e deslocamentos entre as aldeias.
“Precisamos pensar em soluções que melhorem as condições de vida dessas comunidades, garantindo segurança alimentar e melhores condições de transporte para que possam escoar sua produção e acessar serviços”, concluiu.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral
Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito
Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.
Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.
“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.
Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.
O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.
Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.
“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.
O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.
No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.
O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: João Henrique
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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