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Tanízio Sá relata audiência em Manoel Urbano e volta a defender estrada para Santa Rosa do Purus

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Durante a sessão desta terça-feira (10) na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), o deputado Tanízio Sá (MDB) relatou a participação em uma audiência pública realizada no município de Manoel Urbano para discutir o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) referentes à estrada de interligação entre Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus.

O parlamentar destacou a importância do debate que foi proposto por ele, e reforçou a necessidade de garantir melhores condições de acesso para a população que vive em municípios isolados do estado.

O deputado agradeceu a presença de diversas autoridades na audiência pública entre elas representantes de órgãos ambientais e instituições públicas como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre). Além de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças indígenas da região do Alto Purus.

Tanízio Sá relatou ainda que recentemente esteve na comunidade Balbino, localizada no território de Santa Rosa do Purus, e destacou as dificuldades enfrentadas pelos moradores da região. De acordo com ele, o deslocamento entre os municípios pode levar cerca de seis horas de voadeira apenas até determinadas comunidades, evidenciando os desafios logísticos enfrentados pela população.

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O deputado também chamou atenção para os impactos das mudanças climáticas na região, que têm agravado os períodos de seca e dificultado ainda mais o transporte fluvial. De acordo com ele, já é possível perceber a formação de bancos de areia e trechos rasos nos rios, o que compromete a navegação e o transporte de alimentos, medicamentos, combustíveis e outros insumos essenciais para as comunidades.

“Mostrei durante a audiência vídeos que retratam a realidade da região, com pessoas abrindo caminho no rio para que os barcos consigam passar. Em alguns casos, a viagem até Santa Rosa pode levar de 15 a 20 dias”, relatou.

O parlamentar também informou que novos debates deverão ser realizados com a participação de órgãos ambientais e comunidades indígenas da região. De acordo com ele, estão previstas reuniões com representantes do Ibama, do Ministério do Meio Ambiente e do governo do estado para ouvir as comunidades indígenas localizadas próximas ao traçado da estrada, inclusive na comunidade Nova Olinda, que fica na região do rio Envira.

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Tanízio Sá destacou ainda as dificuldades enfrentadas pelo poder público para executar obras em áreas isoladas, citando como exemplo a construção de uma pista de pouso em Santa Rosa do Purus, que já dura cerca de sete anos devido às dificuldades de transporte de materiais.

Para o deputado, a discussão sobre a estrada é fundamental para garantir dignidade e melhores condições de vida à população da região. “Ali vivem brasileiros que precisam de acesso, de saúde, de educação e de condições mínimas de mobilidade. Precisamos encontrar uma solução que respeite o meio ambiente, mas que também leve desenvolvimento e qualidade de vida para quem mora naquela região”, afirmou.

Ele concluiu ressaltando a importância de manter o diálogo entre autoridades, comunidades indígenas e órgãos ambientais para buscar alternativas que permitam avançar na integração e no desenvolvimento do Alto Purus.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral

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Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.

Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.

“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.

Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.

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O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.

Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.

“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.

O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.

No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.

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O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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