Saúde
Médico cardiologista do Acre é reconhecido em Congresso Mundial de Cardiologia
O estudo Rosa dos Ventos, que foi premiado como melhor tema livre oral na categoria de Iniciação Científica.
SAÚDE
O médico cardiologista Dr. Odilson Silvestre foi um dos grandes destaques do Congresso Mundial de Cardiologia. Ele lidera um grupo de pesquisa intitulado “Epidemiologia Cardiovascular na Amazônia – Épica” que atua em parceria com a sua clínica, a Silvestre Santé na capital acreana, e a UFAC. Ao todo, ele e seus alunos do curso de medicina da UFAC levaram uma série de trabalhos para o Congresso, entre eles o estudo Rosa dos Ventos, que foi premiado como melhor tema livre oral na categoria de Iniciação Científica.
O estudo Rosa dos Ventos acompanha 1,5 mil pacientes em todo o Brasil, comparando as diferentes causas para a insuficiência cardíaca. Ele descobriu que a principal causa da doença na Região Norte, ao contrário do resto do país, é causada pela “pressão alta” ou hipertensão arterial sistêmica. O Dr. Odilson ressalta que os pacientes da região Norte enfrentam piores resultados por dificuldade no acesso a medicações de primeira linha, ou seja, as mais recomendadas no combate à doença.
Também no Congresso Mundial de Cardiologia, Odilson se destacou como palestrante, debatendo diversos temas que cuida frequentemente em sua clínica, como a relação das doenças pulmonares com o coração, a doença de Chagas e a doença do “coração grande”, chamada de cardiomegalia e que pode ser causada pela Insuficiência Cardíaca entre outras causas.
Natural de Brasiléia, Dr. Odilson Silvestre é professor da Ufac e diretor médico da Clínica Silvestre Santé. É doutor em Cardiologia pela Universidade de São Paulo, mestre em Saúde Pública e pós-doutor em Doenças Cardiovasculares pela Universidade Harvard, com bolsa de estudos concedida pela Fundação Lemann.
Neste ano, o Congresso Mundial de Cardiologia ocorreu nos dias 13 a 15 de outubro no Rio de Janeiro, em conjunto com o 77º Congresso Brasileiro de Cardiologia (CBC), organizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em parceria com a World Heart Federation (WHF).
ACRE
Aleac recebe mães atípicas e convocará audiência pública para garantir terapias a crianças com transtornos e síndromes
Assessoria
Um grupo formado por mães atípicas se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, e o presidente da Comissão de Saúde da Aleac, deputado Adailton Cruz, na quinta-feira (5), para buscar amparo do Legislativo para evitar a suspensão do tratamento a centenas de crianças portadoras de autismo, síndromes e outros transtornos em Rio Branco.
As mães explicaram ao presidente da Aleac e da Comissão de Saúde que o Centro Especializado em Reabilitação (CER) foi descredenciado pelo Unimed/AC e a partir de 12 de setembro mais de 500 pessoas beneficiárias do plano de saúde ficarão sem tratamento, os quais dependem das terapias para seu desenvolvimento e qualidade de vida.
As mães pediram que a Aleac solicite uma audiência pública para debater com pais e mães, direção da Unimed, Ministério Público do Estado, Defensoria Pública, Secretaria de Saúde e outros órgãos competentes uma solução para a supensão das terapias.
A mãe Vanessa Machado conta que já tiveram uma reunião com o Ministério Público e pedem que a Aleac organize uma audiência pública para debater o tema.
“Pedimos uma audiência pública com os parlamentares, Ministério Público, Unimed e outros órgãos para buscarmos uma solução definitiva para não termos que acionar a Unimed na Justiça”, disse Vanessa.
O presidente da Aleac se colocou à disposição para intermediar juntamente com a Unimed e órgãos competentes uma solução para evitar a suspensão no tratamento dessas crianças. Gonzaga garantiu que a audiência pública será realizada para discutir o assunto.
“A Aleac sempre atendeu as pessoas que buscam essa casa de solução para seus problemas e com as mães atípicas não seria diferente. Recebemos todas aqui, ouvimos as reivindicações e decidimos, eu e o deputado Adailton, presidente da Comissão de Saúde, fazer a audiência Pública para trazer todos os entes para discutir o assunto e encontrar uma solução para manter o atendimentos a essas crianças”, disse.
De acordo com Cesária Edna, mãe de uma criança com síndrome rara e que há seis anos é atendida pela Clínica CER, somente a clínica tem profissionais capacitados para realizar a terapia do seu filho. Ela conta ainda que a Unimed não comunicou as mães sobre o desecredenciamento e que a informação partiu da própria clínica.
“Quando houve o descrendenciamento da Clínica CER em agosto fomos na Unimed e abrimos um protocolo pedindo informações para sabermos em qual clínicas as crianças seriam atendidas, mas não tivemos respostas e não consegui vaga para meu filho em outra clínica. A partir do dia 13 de setembro não temos mais para onde levar nossos filhos para tratamento e pedimos encaricidamente o apoio do Legislativo para ajudar essas mais de 500 pessoas, entre elas 300 crianças que ficarão sem atendimento”, disse Edna.
O presidente da Comissão de Saúde da Aleac, Adailton Cruz, agradeceu Gonzaga pelo empenho em atender as mães e afirmou que a audiência servirá para solucionar o problema.
“Quero agradecer as mães pela visita à Aleac e parabenizar o presidente Luiz Gonzaga pelo empenho e atender as mães. A reunião foi muito esclarecedora e encaminhamos convocação de audiência pública para debatermos juntamente com a mães, Unimed e outros ógãos a melhor saída para esse problema”, disse Adailton.

Fonte: ASCOM ALEAC
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