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2° Câmara Cível do TJAC realiza primeira sessão presencial utilizando eproc
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Com dois processos em pauta, nesta terça-feira, 28, foi realizada a primeira sessão presencial de julgamentos empregando o novo sistema de tramitação de processos, o eproc, na 2ª Câmara Cível
Nesta terça-feira, 28, foi realizada a primeira sessão ordinária presencial utilizando o eproc no âmbito da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), onde foram feitos os julgamentos de dois recursos, da classe Agravo de Instrumento, um sobre créditos, obrigações e título, já o outro sobre liquidação e precatórios.
A sessão foi presidida pelo desembargador Júnior Alberto e os integrantes do Colegiado, desembargadora Waldirene Cordeiro e do desembargador Luís Camolez, participaram do momento, juntamente com a procuradora de Justiça Rita de Cássia.
Mas, para acompanhar o momento histórico também estiveram no local, o governador em exercício, desembargador Laudivon Nogueira, as juízas auxiliares da Presidência Louise Santana, que também faz parte da equipe gestora do eproc, e a juíza de Direito Zenice Cardozo, além da procuradora de Justiça, Rita de Kássia, servidoras e servidores, advogadas e advogados.
O magistrado ressaltou o quanto a implantação e migração para o eproc é resultado de um trabalho coletivo, envolvendo mais 55 servidoras e servidores do Judiciário, assim como, as instituições do Sistema de Justiça: Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Defensoria Pública estadual (DPE-AC), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), e Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB-AC).
O desembargador Laudivon também enfatizou que o eproc representa uma mudança estrutural, tirando o Judiciário do Acre da “cultura do papel”, com um processo que estava apenas digitalizado para começar a empregar ferramentas de automação, inteligência generativa na condução mais eficaz e célere das ações, com o processo judicial eletrônico.
“Não é como instalar um editor de texto em uma máquina, é mexer com a cultura de uma organização. Saímos de vez da cultura do papel, com o SAJ temos um processo digital. É uma cópia do papel, que foi um grande avanço. Em 2009 começamos a digitalização e foi um avanço tremendo, porque saímos do papel e fomos para a cópia do papel no digital. Então, os processos tinham páginas. Hoje saímos do processo digital para o processo eletrônico, propriamente dito, que é o que está previsto na lei, onde os atos são automatizados, as certidões automatizadas, tudo é automatizado dentro do sistema. A produtividade de uma unidade jurisdicional tende a se elevar ao máximo de eficiência e eficácia, de resultado com qualidade, com uso embarcado de inteligência generativa”, disse Nogueira.



Apoio à transformação
Durante a sessão, as autoridades ainda declararam seu apoio a transformação, ressaltando aspectos positivos do eproc. O presidente da 2ª Câmara Cível do TJAC, Júnior Alberto, discorreu que o sistema conferirá eficiência, celeridade e contribuirá com a promoção de direitos.
“O eproc vai conferir celeridade, eficiência e credibilidade às ações do Judiciário. O Poder Judiciário do Estado do Acre se destaca pelo trabalho, pela labuta contínua e diária de nossos serventuários, nossos magistrados, os membros do Ministério Público, os defensores e com atuação destacada dos nossos advogados. Esse avanço só consolida o prestígio do nosso Poder Judiciário como órgão pacificador, de exercício e proteção dos direitos individuais e coletivos e de fortalecimento da nossa democracia”, comentou o desembargador Júnior Alberto.
A desembargadora Waldirene Cordeiro, apontou que o eproc contribuirá com a política judiciária de sustentabilidade, ao mudar a cultura do processo digitalizado para um processo eletrônico: “Isso para o quesito meio ambiente, sustentabilidade, é uma verdadeira glória. E é uma mudança de cultura com o sistema eproc”.
Por fim, o desembargador Luís Camolez parabenizou todo o processo de implantação, comentando sobre como a mudança tem o objetivo de priorizar a melhoria dos serviços prestados, para atender a população. Camolez também recomendou o cuidado com a saúde mental: “Nosso único fim é atender o jurisdicionado. Essa é nossa função e tudo faremos para isso. É um dia histórico. Parabéns. Que possamos realizar o nosso trabalho com saberia para que possamos trabalhar mais e melhor em prol do nosso jurisdicionado e sem esquecer a nossa saúde mental”.







Fotos Elisson Magalhães (Secom/TJAC)
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Mulher consegue no Projeto Cidadão ingressar com ação para corrigir nome e sexo na certidão de nascimento
Registrada como “Elissandro” e do sexo masculino, Elissandra Bezerra convive há 35 anos com o erro no documento, bullying e procurou a ação do TJAC em Sena Madureira para iniciar o processo de mudança
Quanto uma letra pode impactar a vida de uma pessoa? Pode parecer pouco. E em alguns casos, é mesmo. Porém, essa não é a situação de Elissandra Bezerra, de 35 anos, moradora de Sena Madureira. Por causa de um “o”, ela enfrentou inúmeras dificuldades. Isso porque foi registrada como “Elissandro” e do sexo “masculino”.
O erro provocou situações constrangedoras ao longo de toda sua vida. Na adolescência, Elissandra recebia apelidos dos colegas de classe. Não foram uma nem duas vezes que escutou que era “macho”. Hoje, ela sabe que sofria bullying. Na época, porém, preferia permanecer em silêncio para se defender. A situação diminuiu na fase adulta.
Para Elissandra, o problema parecia ter ficado para trás. Até que descobriu que Udson, seu filho do meio, de 17 anos, é autista. A notícia mudou a rotina da família. Desde então, ela busca conseguir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para o adolescente. No entanto, voltou a enfrentar os velhos obstáculos do passado.

Projeto Cidadão foi a solução
Cansada dessa situação e disposta a corrigir o registro, Elissandra procurou o Projeto Cidadão, ação social do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) que oferece, de forma gratuita, documentos básicos e serviços públicos à população em situação de vulnerabilidade social.
Ela soube pelo Instagram que a iniciativa estaria em Sena Madureira nos dias 22 e 23 de setembro, das 8h às 15h, na Escola Professor Messias Rodrigues de Souza, e que entre os serviços anunciados estava a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). A princípio, Elissandra acreditou que a alteração do documento resolveria a questão.
No local, descobriu que o caso exigia uma medida judicial para a retificação do registro civil. Elissandra ficou apreensiva. Temeu sair mais uma vez sem uma solução. O Projeto Cidadão, porém, conta com o apoio de diferentes instituições, entre elas a Defensoria Pública. Foi lá que ouviu o que esperava há anos: “Calma, vamos resolver”.



Naquela manhã, ela recebeu as orientações jurídicas necessárias. Soube que, no caso dela, como o nome e o sexo foram registrados de forma incorreta, é necessário apresentar um atestado médico de afirmação de gênero para comprovar a situação perante as instituições. Elissandra conseguiu o documento no próprio Projeto Cidadão, que conta com atendimento de um médico clínico-geral.
Com o atestado e os demais documentos necessários, ela ingressou com o processo de retificação. Elissandra afirmou estar confiante na solução do caso. Disse não ter do que reclamar do atendimento recebido desde que chegou à escola. Foi bem tratada e recebeu os encaminhamentos necessários. Agora, sai do local com a expectativa de, em breve, receber uma nova certidão. Dessa vez, sem nenhuma letra “o” para atrapalhar.
Inúmeros serviços
Assim como Elissandra, centenas de moradoras e moradores de Sena Madureira procuraram o Projeto Cidadão. Durante os dois dias de ação, a comunidade tem acesso a serviços jurídicos, de saúde e assistência social, todos gratuitos. Entre os mais procurados está a emissão da Carteira de Identidade Nacional. A previsão é de que mais de 200 documentos sejam produzidos.
A Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) do TJAC, parceira da ação, também registra grande procura. A unidade oferece testes rápidos para hepatites B e C, HIV e sífilis, aferição da pressão arterial e dos níveis de glicemia, vacinação, além de atendimentos psicológico, fisioterapêutico e nutricional.
Esta edição do Projeto Cidadão conta com o apoio do Ministério Público do Acre (MPAC), da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), da Receita Federal, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Prefeitura de Sena Madureira, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Polícia Civil (PCAC) e da Secretaria da Mulher (Semulher).








Fotos: Gabriel Yjalade/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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