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Audiência de conciliação põe fim à greve da educação em Rio Branco

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O relator acolheu a demanda com a promoção de um espaço de diálogo, que promoveu a conciliação e resultou na valorização da categoria

Na manhã desta terça-feira, 2, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou audiência de conciliação entre o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteac), Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Ensino de Rio Branco (Sinproac) com a Administração Pública municipal. As partes assinaram acordo que pôs fim ao movimento grevista na capital acreana.

O desembargador Nonato Maia é o relator do processo e conduziu as tratativas que convergiram para a recomposição salarial em 5% e correção do piso inicial dos cargos da Educação municipal que tinham o salário base abaixo do salário mínimo nacional.

Com autorização do prefeito Alysson Bestene, o secretário municipal de Finanças Wilson José, o secretário municipal de Gestão Administrativa, Marcus Lucena, juntamente com a procuradora-geral do Município de Rio Branco, Aury Maria Barros, aceitaram a contraproposta apresentada durante a audiência, que determinou a incidência percentual sob o salário atualizado, favorecendo assim a valorização dos servidores públicos municipais.

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O debate finalizou com a decisão de criação de uma comissão sindical para participação dos estudos de viabilidade financeira, que ocorrerão no segundo semestre de 2026, visando a análise de novos de acréscimos orçamentários. A proposta não teve resistência, deste modo as partes e o Ministério Público assinaram o Termo de Conciliação por seus representantes legais.

Os participantes pontuaram que encerrar uma ação de greve com conciliação se trata de um marco histórico. “Ao considerar a repercussão social, nós todos somos vitoriosos quando valorizamos uma categoria essencial para o progresso da nossa sociedade”, concluiu o desembargador.

A conciliação foi comemorada pela categoria que aguardava as negociações. Contudo, o episódio não encerrou as reinvidicações, nem mesmo da atenção da gestão municipal. No documento, está registrado que os demais itens da pauta permanecem como objeto de discussões futuras, entre elas as condições estruturais, merenda e fornecimento de equipamento de proteção individual (EPI). Também estabelecida que haverá a reposição de aulas, conforme a programação de cada unidade escolar.

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Centro Cultural do Juruá preserva história centenária com obra de revitalização que entra em fase final 

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Obra realizada pelo Tribunal de Justiça do Acre reforça a estrutura de um dos prédios públicos mais antigos do estado, preservando suas características arquitetônicas e seu valor histórico

As obras de revitalização do Centro Cultural do Juruá, em Cruzeiro do Sul, avançam para a fase final e a previsão é que sejam concluídas até o fim de agosto. Executada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), a intervenção contempla o reforço estrutural da edificação, substituição da cobertura, recuperação de elementos em madeira e pintura completa do imóvel, garantindo mais segurança e preservando o patrimônio histórico.

Durante o período de execução dos serviços, as visitações ao Centro Cultural do Juruá permanecem temporariamente suspensas.

O prédio possui importância singular para a história acreana. A construção foi iniciada em 1904 e concluída em 1911. Ao longo de seus 115 anos, o imóvel abrigou a primeira sede da Prefeitura de Cruzeiro do Sul e também funcionou como sede da comarca, tornando-se um dos principais marcos da memória institucional e cultural da região.

De acordo com o coordenador do museu, Narcelio Generoso, a obra teve início no final de março e representa uma das mais importantes intervenções já realizadas na edificação.

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“O nosso objetivo é entregar essa obra até o final de agosto. É um espaço de memória muito importante que necessitava de uma intervenção mais robusta, justamente por se tratar de um prédio centenário e considerado o prédio público mais antigo do Acre”, destacou.

Segundo Narcelio, o principal desafio foi reforçar a estrutura de uma construção erguida em uma época em que os materiais utilizados eram bastante diferentes dos atuais.

“Foi necessário executar um reforço estrutural completo, com novas colunas e elementos metálicos ao redor da edificação para garantir sua estabilidade. O prédio foi construído em um período em que o uso de ferro ainda não era uma realidade em Cruzeiro do Sul. Agora, ele passa a contar com uma estrutura muito mais segura, preparada para preservar esse patrimônio por muitos anos”, explicou.

Além do reforço estrutural, as equipes realizaram a substituição das peças de madeira comprometidas pela ação do tempo e da umidade, comuns ao clima amazônico. Também foram recuperados guarda-corpos e partes da estrutura da cobertura, que passaram a utilizar perfis metálicos de alta resistência, sem alterar as características originais do imóvel.

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Outra etapa já em fase de conclusão é a instalação da nova cobertura. As antigas telhas estão sendo substituídas por modelos com acabamento colonial e tecnologia termoacústica, proporcionando maior conforto, leveza e durabilidade, ao mesmo tempo em que preservam a identidade arquitetônica do prédio.

Toda a revitalização segue critérios de preservação do patrimônio histórico, mantendo o estilo colonial que caracteriza o Centro Cultural do Juruá e garantindo que o edifício continue sendo uma referência da história de Cruzeiro do Sul e do Poder Judiciário acreano.

Com a conclusão das obras prevista para agosto, o espaço será reaberto ao público, oferecendo uma estrutura mais segura e preparada para receber visitantes, estudantes, pesquisadores e a população em geral, fortalecendo a preservação da memória e da cultura da região do Juruá.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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