TJ AC
Câmara Criminal realiza sessão itinerante na Comarca de Brasiléia
TJ AC
A sessão, que é a quarta de 2025, contou com julgamentos de nove Apelações, três Habeas Corpus e um Recurso em Sentido Estrito
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, nesta quinta-feira, 23, mais uma sessão itinerante, desta vez na Comarca de Brasiléia. Embora o município já tenha recebido o projeto em anos anteriores, esta é a primeira vez que a atividade ocorre no novo prédio do Fórum Dr. Evaldo Abreu de Oliveira, inaugurado em novembro do ano passado. As atividades do Colegiado, previstas na Resolução CNJ nº 313/2020, cumpriram o dever constitucional de assegurar o acesso à Justiça, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso.
Liderado pelo presidente da Câmara, desembargador Francisco Djalma, o Colegiado, que é composto pela desembargadora Denise Bonfim e pelo desembargador Samoel Evangelista (membros permanentes), levou uma melhor compreensão dos trabalhos jurisdicionais aos cidadãos menos habituados a presenciar a “entrega dos direitos em sua justa medida”.
Ao levar para o interior o trabalho desenvolvido no segundo grau da Justiça Criminal, o projeto permite que estudantes e profissionais do Direito conheçam de perto o funcionamento do Judiciário e a responsabilidade dos desembargadores na análise de recursos e na consolidação da jurisprudência.


Abertura da atividade
Antes de iniciar os julgamentos, foi realizada uma abertura oficial com as presenças de autoridades municipais e teve ainda a presença do presidente do Tribunal do Departamento de Justiça de Pando, Jorge Luis Soleto Beltrán, que explicou como funciona o departamento no País boliviano e parabenizou os desembargadores pela iniciativa.
“Integra as instâncias da Justiça, valoriza o trabalho das comarcas e contribui para a formação de uma cultura jurídica mais acessível em todo o Estado. Parabéns os desembargadores por essa atividade brilhante. O Departamento de Justiça de Pando está de portas abertas para a justiça acreana”, disse.


O desembargador Francisco Djalma (presidente) salientou que a realização da Sessão Itinerante da Câmara Criminal representa mais do que o deslocamento físico de magistradas, magistrados, servidoras e servidores, mas um gesto simbólico de aproximação entre o TJAC e a sociedade. Segundo ele, toda a logística para que as sessões aconteçam é com a anuência do presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, que não mede esforços para esta atividade.
“Realizamos sessões no Juruá recentemente e hoje estamos aqui no Alto Acre. A presença da Câmara Criminal em diferentes municípios reforça o papel pedagógico e social do Judiciário, que busca ampliar o acesso à informação e a compreensão da população sobre como as decisões são tomadas. Esse ano ainda pretendemos realizar a sessão em Sena Madureira”, ressaltou.
A desembargadora Denise Bonfim agradeceu à Presidência do TJAC por colaborar com o Colegiado para levar a estrutura da Câmara Criminal ao interior. “É trazer a nova realidade para os que não conhecem a Câmara Criminal. É muita satisfação. Esse contato direto com a comunidade, com os servidores e com os operadores do Direito do interior, fortalece a Justiça e aproxima o Tribunal da população. É um momento de aprendizado, de troca e de reafirmação do nosso compromisso com uma prestação jurisdicional cada vez mais acessível e eficiente”, ressaltou.


O desembargador Samoel Evangelista explicou o funcionamento do Poder Judiciário do Acre e destacou o papel essencial dos servidores. “O servidor é o que temos de mais precioso na instituição. O Tribunal de Justiça do Acre é referência no Brasil e possui o selo ouro — uma qualificação concedida aos tribunais que alcançam excelência na gestão. E esse reconhecimento será mantido este ano, graças ao empenho dos magistrados e, principalmente, dos servidores, que são os grandes responsáveis por esse desempenho”, ressaltou.
O magistrado também agradeceu ao desembargador Francisco Djalma, presidente da Câmara Criminal, pela condução dos trabalhos, e recordou uma importante mudança histórica no sistema de Justiça. “Tivemos no Brasil a Emenda Constitucional nº 45, conhecida como Reforma do Judiciário, que incluiu o parágrafo sexto no artigo 125 da Constituição, permitindo que os Tribunais de Justiça funcionem de forma descentralizada. Estamos, portanto, apenas cumprindo o texto constitucional. Lutamos tanto pelo acesso à Justiça, e essa é uma forma de garantir que o cidadão, que já conhece o trabalho do primeiro grau, também possa conhecer o funcionamento do segundo grau de jurisdição.”
O procurador de Justiça Almir Branco ao cumprimentar o dispositivo e os demais presentes, parabenizou o TJAC, através da Câmara Criminal, pela sessão itinerante por mostrar toda a sua estrutura e o funcionamento da justiça de segundo grau, além de proporcionar que as partes e advogados possam sustentar suas alegações orais.
Para o juiz da Comarca José Leite Neto que recebeu a atividade, “momentos como este inspiram os jovens que estão se preparando para ingressar na carreira jurídica. Além disso, mostra o funcionamento do segundo grau, para que a população também tenha acesso a esses julgamentos”.


O representante da Defensoria Pública do Estado do Acre, defensor público Gilberto Jorge é um projeto excelente. “É importante que todos tenham conhecimento da forma de julgamento em segundo grau. É uma oportunidade, estamos visitando as comarcas mostrando um pouco do trabalho não somente do TJAC, mas também da DPE. Só tenho a parabenizar”, disse.
O presidente da Câmara Municipal de Brasiléia, vereador Marquinhos Tibúrcio disse ser a primeira vez que ele acompanha presencialmente a sessão em Brasília. “É uma sensação boa. É a justiça mais próxima do povo de Brasiléia. Estou grato e satisfeito em estar aqui”, comentou.



A presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil do Alto Acre, a advogada Giseli Gomes lembrou da aproximação que o TJAC tem tido com a advocacia do interior. “A advocacia no interior é diferente. Tem suas particularidades que se distinguem dos advogados da capital. Então quero muito agradecer. Esse sentimento é coletivo”, comentou.
A abertura contou ainda com as presenças do membro do Tribunal Criminal do Tribunal do Departamento de Justiça de Pando, Alex Eddy Zeballos; do chefe de Segurança do Tribunal de Departamento de Justica de Pando, capitão Boris Guzmán; da chefe de Relações Públicas Carmén Rosa e do comandante em substituição do 5º Batalhão da Polícia Militar, capitão Nogueira.

Servidores locais também ressaltaram o impacto da iniciativa. É o caso das servidoras Ilka Maria e Olandina Lenadro. Para elas foi enriquecedor ver o Colegiado atuando na Comarca.
“A gente sente o Tribunal mais próximo, e isso renova o nosso senso de pertencimento e de serviço público, sem falar que não temos esse contato com a Câmara Criminal. Somos da porta de entrada do Judiciário, ficamos no Portal de Acolhimento. E assistir o julgamento do mesmo jeito que acontece na sede é bem gratificante. Aprendemos mais ainda”, afirmaram as servidoras.
Sessão Extraordinária
A sessão itinerante, que é a quarta de 2025, contou com julgamentos de nove Apelações, três Habeas Corpus e um Recurso em Sentido Estrito. Foram matérias de tráfico de drogas, violência doméstica e estupro de vulnerável.
A sessão itinerante da Câmara Criminal em Brasiléia foi transmitida pelo canal do TJAC no YouTube e marcada pelo uso da linguagem simples e tradução em tempo real na Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Veja como funciona a Câmara Criminal
A Câmara Criminal é composta de três desembargadores, reunindo-se em sessão ordinária às quintas-feiras, às 8h, respeitado o quórum mínimo correspondente à sua composição, no julgamento dos feitos e recursos de sua competência, convocando-se membro da Câmara Cível, quando necessário, para completá-lo.
A Câmara Criminal é presidida por um de seus Membros, eleito pelo Pleno, observada a periodicidade de dois anos.
(Art. 10 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Acre)
Compete, originariamente, à Câmara Criminal
Processar e julgar:
- os pedidos de habeas-corpus, sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder;
- o recurso das decisões proferidas, nos feitos de sua competência, pelo seu Presidente ou relator;
- os conflitos de jurisdição entre juízes criminais de primeiro grau ou entre estes e autoridades administrativas, nos casos que não forem da competência do Tribunal Pleno;
- a representação para perda da graduação das praças, nos crimes militares e comuns;
- os mandados de segurança contra ato dos juízes de primeira instância e dos procuradores de justiça, em matéria criminal.
Julgar:
- os recursos das decisões do Tribunal do Júri e dos juízes de primeiro grau;
- os embargos de declaração opostos a seus acórdãos.
(Art. 11 do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Acre)










Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC participa da inauguração da Escola Estadual de Defesa do Consumidor
Órgão realizará formações com intuito de difundir conhecimentos para ampliar a garantia de direitos e estabelecer relações mais justas na área
O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou nesta sexta-feira, 18, da inauguração da Escola Estadual de Defesa do Consumidor. O local tem o objetivo de contribuir com a disseminação de conhecimento na área para ampliar a garantia de direitos.
A escola é um órgão vinculado ao Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon/AC), com a missão de formar cidadãs e cidadãos informados, conscientes e protegidos. Entre os assuntos que devem ser abordados na instituição estão: educação financeira, consumo consciente, superendividamento e segurança no consumo. Além disso, a proposta da escola também é criar canais de diálogo com empresas e fornecedores para a construção de relações mais pacíficas e articuladas à política de defesa desses direitos.
Paralelamente, o Judiciário do Acre tem uma atuação que, além dos julgamentos, visa educar, conscientizar e promover mediação e conciliação para resolver essas questões por meio de soluções pacíficas. Esse trabalho é realizado por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).
Para o presidente do TJAC, ambientes educacionais são essenciais para a prevenção e a construção de uma sociedade mais consciente de seus direitos. “A proteção dos direitos do consumidor é uma missão que todas as instituições de Estado têm que ter com as pessoas que buscam um produto ou um serviço. E nós temos essa responsabilidade de atender bem, de conscientizar para que as pessoas sejam consideradas e respeitadas. O Tribunal de Justiça vê com bons olhos a instituição de uma escola de defesa do consumidor como mais um instrumento para consolidar direitos das cidadãs e dos cidadãos, para que tenham autonomia, capacidade de analisar tudo que está à sua disposição”, comentou Nogueira.
A presidente do Procon/AC, Alana Albuquerque, agradeceu pelas parcerias que possibilitaram concretizar a escola e ressaltou a importância de instalar uma unidade educacional: “Defender o consumidor também é orientar, educar e conscientizar. Essa é uma estrutura para ser referência. A informação é a melhor forma de proteger o consumidor. Um consumidor informado conhece seus direitos e tem relações mais justas. Prevenir e proteger o consumo por meio da educação. Essa escola representa investimento em cidadania”.
Durante o ato, ainda foi assinado um protocolo de intenções com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para o aperfeiçoamento e a difusão de conhecimentos na área. Após a cerimônia de inauguração, o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, palestrou sobre a história da defesa do consumidor no Brasil e também sobre o percurso de criação dessas escolas. Em seu discurso, ele teceu uma crítica aos sistemas de apostas online, que geram superendividamento, prejudicando a vida das pessoas.
“Criar um espaço para divulgar conhecimento, divulgar informação e permitir que consumidores tenham acesso a essas informações é permitir que eles possam proteger a si mesmos; é quando a gente cria pessoas inteiras, cidadãs que vão contribuir com o crescimento e o desenvolvimento do nosso país. O Procon/AC vai ser ponto de debate de temas que incomodam o consumidor brasileiro, como são as apostas de cotas fixas, as bets, especialmente as irregulares, que tanto têm afetado e prejudicado a vida do consumidor, porque têm a ver com fraude, com golpe, com engano do consumidor, com lavagem de dinheiro”.













Fotos Gleilson Miranda / Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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