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Inteligência artificial do TJAC ganha novos recursos para aumentar a eficiência do trabalho judicial

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Novas abas criminais e cíveis, somadas à opção de aprimoramento textual, ampliam a personalização e a precisão das minutas, apresentadas em webinário remoto

A representante negocial da Assistente Digital Ampliada (ADA), juíza Joelma Nogueira, realizou nesta segunda-feira, 20, às 10h, de forma remota, um webinário para apresentar as novas funcionalidades implementadas na ferramenta, a primeira inteligência artificial (IA) generativa criada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

O encontro reuniu assessoras, assessores, magistradas e magistrados que já utilizam a ADA, ferramenta desenvolvida exclusivamente pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) do Judiciário acreano, para auxiliar no saneamento dos processos, nas transcrições de audiências e na análise de documentos judiciais.

Na apresentação, a magistrada expôs os novos aprimoramentos da ferramenta, implementados sob orientação do desembargador-presidente Laudivon Nogueira, como: a inclusão de mais abas criminais (indulto, comutação, remissão, prisão preventiva, medida protetiva) e cíveis (embargos de declaração, prescrição de título executivo e cumprimento de sentença).

Tratou-se também da opção “melhoramento”, presente em todas as minutas da ADA, que permite às usuárias e usuários do sistema alterar ou adaptar o texto gerado. Para explicar seu funcionamento, o servidor Joaquim Meireles fez uma demonstração.

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Ele selecionou partes do texto ou o documento inteiro para dar comandos de alteração. O objetivo foi melhorar a fundamentação das decisões, reverter supostos erros e adicionar jurisprudência, ou seja, tornar as minutas mais personalizadas ao entendimento do magistrado.

Ao final, as usuárias e usuários puderam fazer sugestões de melhorias na ferramenta. A servidora Brunna Chaar propôs a criação de uma aba específica para analisar casos de julgamento antecipado no saneador de processos. Outros profissionais, presentes no webinário, sugeriram ainda inserir correção gramatical em todas as funcionalidades da ADA, bem como o desenvolvimento de um saneador de execução que analise e compare sentenças.  

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Nova ferramenta do TJAC permite pedir medida protetiva sem ir à delegacia

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Solicitação online pode ser registrada no site do TJAC, garantindo celeridade na proteção às mulheres acreanas

Na manhã desta quarta-feira, 23, a Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) apresentou a Medida Protetiva de Urgência Eletrônica aos representantes da Polícia Civil. A reunião foi voltada ao alinhamento entre as instituições quanto ao fluxo de atendimento às vítimas de violência doméstica.

A juíza Louise Santana, coordenadora da Cosiv e titular da 2ª Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco, explicou o fluxo digital da Medida Protetiva de Urgência Eletrônica, ou seja, como a vítima consegue utilizar o serviço no site do TJAC. Deste modo, foi ampliada a compreensão sobre as informações e etapas do formulário, funcionalidades e os anexos, favorecendo uma comunicação qualificada nos atendimentos da rede de proteção.

No primeiro semestre, 2.597 medidas protetivas de urgência foram expedidas no Acre. No segundo semestre, o TJAC lançou a Medida Protetiva de Urgência Eletrônica no dia 14 de agosto, durante a programação que celebrou os 20 anos da Lei Maria da Penha, ampliando o acesso e intensificando o enfrentamento à violência doméstica. A ferramenta possui então um pouco mais de um mês de funcionamento.

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A magistrada enfatizou a realidade acreana: “O serviço veio para atender à necessidade de reduzir o tempo e os obstáculos da vítima até chegar na delegacia. Há mulheres que possuem medo e vergonha da exposição em ir à delegacia, por isso acabam não registrando o pedido de medida protetiva. Tem aquelas que não possuem transporte ou por inúmeras condições, e até pelo risco que estão passando, encontram dificuldade de locomoção. Ainda, as que estão em zona rural, onde não há uma delegacia funcionando 24 horas e essa é uma opção que abarca esse cenário”.

Vale ressaltar que a porta de entrada principal de atendimento às vítimas de violência doméstica continua sendo a delegacia, mas a Medida Protetiva Eletrônica é uma opção a mais. Assim, a articulação e validação do fluxo é uma forma de aprimorar o acesso e garantia de direitos para as mulheres – cisgênero ou trangênero – da sociedade acreana.

A Medida Protetiva de Urgência Eletrônica está disponível em todo o território acreano. No site do TJAC há um banner e um botão de acesso rápido para a solicitação, que poder ser acessado por celular ou por computador. No formulário é possível enviar fotos, vídeos, prints ou áudios. Após a solicitação, o processo é analisado por uma juíza ou juiz no prazo de 48 horas. Caso a medida seja deferida, a decisão é comunicada tanto à mulher quanto ao agressor.

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Na oportunidade, a delegada Elenice Carvalho perguntou sobre o Manual da Medida Protetiva Eletrônica. Já a delegada Juliana de Angelis confirmou a disposição em fortalecer a rede de proteção, e, por fim, o delegado Rômulo Carvalho parabenizou o TJAC pela concretização de mais um canal de atendimento voltado à garantia dos direitos das mulheres e sugeriu a criação de um cadastro estadual de medidas protetivas, para democratizar a consulta a medidas protetivas vigentes.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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