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Judiciário participa da elaboração do plano contra o tráfico de pessoas no Acre

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No evento, discute-se prevenção, atendimento às vítimas e atuação conjunta das instituições públicas no combate a esse crime

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) esteve representado no workshop sobre tráfico de pessoas no estado pela juíza auxiliar da Presidência, Louise Santana. A atividade foi promovida pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), e ocorreu nesta terça-feira, 27, na sede da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC).

A iniciativa teve como objetivo realizar um diagnóstico do tráfico de pessoas no Brasil e no Acre, além de elaborar um plano de ação para o enfrentamento desse crime no estado, com a participação do governo, do Sistema de Justiça, de organizações da sociedade civil e de outros atores públicos.

Ao abordar o tema, a juíza ressaltou a importância da participação do Judiciário. Ela também se manifestou favorável à criação de um fluxo de atendimento às vítimas no Acre. “É muito bem-vindo um fluxo de atuação, para que todos os atores saibam definir exatamente a sua esfera e, assim, colocar a vítima como protagonista”, disse.

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Durante o encontro, a magistrada destacou a complexidade e a gravidade do tráfico de pessoas. “O tema é complexo, sensível e desafiador. O tráfico de pessoas é uma grave violação aos direitos humanos. Nesse sentido, o Poder Judiciário participa da rede de proteção. Ele atua na articulação política e institucional”, afirmou.

Para a coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Acre, Aymee Guimarães, o Sistema de Justiça ocupa uma posição estratégica no combate e na prevenção desse crime. Segundo ela, o primeiro atendimento às vítimas ocorre, muitas vezes, nas instituições judiciais.

A coordenadora sênior de Projetos da OIM, Iamara Ribeiro, reiterou a importância do workshop para o fortalecimento da atuação integrada: “É fundamental trabalhar tanto a prevenção quanto o atendimento às vítimas após a ocorrência do crime. Esse evento promove uma troca importante com o Sistema de Justiça”.

Ela ainda salientou como o Judiciário contribui para evitar a revitimização. “Muitas vezes, a rede de assistência social ou jurídica enfrenta dificuldades para identificar os atores responsáveis pelo primeiro atendimento. Esse diálogo possibilita maior clareza sobre os fluxos de atuação e sobre a forma como a vítima será atendida”, concluiu.

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Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC participa do IX Seminário da Defensoria Pública do Acre

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Desembargadora Regina Ferrari destacou o acesso à Justiça como instrumento de garantia da dignidade e dos direitos da população

A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Regina Ferrari, participou, na noite desta quinta-feira, 17, do IX Seminário da Defensoria Pública do Acre, realizado no auditório do Centro Universitário Uninorte, em Rio Branco. O evento reuniu defensoras e defensores públicos, estudantes de Direito e representantes das comunidades jurídica e acadêmica.

Promovido pela Escola Superior da Defensoria Pública do Acre (Esdpac), o seminário integrou a programação comemorativa dos 25 anos de autonomia funcional da Defensoria Pública do Acre e teve como tema central a tutela coletiva e o acesso à Justiça.

Durante a solenidade, a desembargadora Regina Ferrari ressaltou a importância da Defensoria Pública para garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso efetivo ao Poder Judiciário.

“A Justiça, para grande parte da população, não é um conceito abstrato discutido em livros, é uma porta que, sem a Defensoria Pública, muitas vezes permaneceria fechada”, afirmou.

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Para a vice-presidente do TJAC, falar em acesso à Justiça significa também falar em dignidade e igualdade de condições para que o cidadão possa defender seus direitos.

“Não há Estado Democrático de Direito verdadeiro onde a Justiça é privilégio de poucos”, destacou Regina Ferrari.

Em sua fala, a desembargadora também mencionou situações concretas que chegam diariamente às unidades do Judiciário e nas quais a atuação da Defensoria Pública contribui para a garantia de direitos.

Ela citou processos relacionados à pensão alimentícia, ações de saúde, habitação e regularização fundiária, além de defesas criminais, destacando que, por trás de cada processo, existem pessoas e histórias que podem ser transformadas pela atuação das instituições do sistema de Justiça.

“Cada um desses processos, aparentemente simples nos autos, representa uma vida transformada, e é fruto direto da atuação incansável dos defensores públicos deste estado”, afirmou.

Tutela coletiva em debate

A programação do seminário contou com palestra do professor e jurista Daniel Amorim Assumpção Neves, que abordou o tema “Defensoria Pública na tutela coletiva e na coletivização da tutela individual”.

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A exposição tratou da atuação coletiva da Defensoria Pública e dos instrumentos processuais que podem ampliar a proteção de direitos. Após a palestra, o público participou de uma sessão de perguntas, ampliando o debate sobre os desafios e as possibilidades da tutela coletiva.

Ao final, Daniel Amorim recebeu certificado e uma placa de homenagem pela participação no seminário e pela contribuição à formação e ao aperfeiçoamento jurídico dos participantes.

Durante a solenidade, a defensora pública geral do Acre, Juliana Marques Cordeiro, destacou a trajetória da Instituição e a importância da formação continuada para o aprimoramento da atuação em defesa dos direitos da população.

O evento também teve um momento de homenagem à memória do defensor público Cássio de Holanda Tavares, reconhecendo sua trajetória e contribuição para a Defensoria Pública do Acre.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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