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Justiça mantém condenação de homem por cometer o crime de violência psicológica contra mulher

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Na decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) é ressaltado que há comprovações da conduta do réu que humilhou, manipulou, controlou e intimidou a vítima

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve a condenação de um homem que cometeu o crime de violência psicológica contra a mulher. Dessa forma, ele deverá cumprir um ano e quatro meses de reclusão, em regime inicial aberto, além de pagar R$ 10 mil de indenização pelos danos causados à vítima.

O réu entrou com recurso contra a sentença de primeiro grau, alegando inocência por insuficiência de provas. Em sua defesa, ele também pediu a exclusão da obrigação de pagar a reparação à vítima e que sua pena fosse substituída por medidas alternativas, como penas restritivas de direitos.

A relatora do caso foi a desembargadora Denise Bonfim, que rejeitou os argumentos do réu. A magistrada explicou que nesses crimes não é necessário comprovar que o agressor agiu com intenção oculta. “O delito previsto no art. 147-B do Código Penal tutela a integridade psicológica e a autodeterminação da mulher, configurando-se quando o agente pratica, de forma consciente, condutas aptas a causar dano emocional ou a controlar ações, comportamentos, crenças e decisões da vítima, sendo desnecessária a demonstração de dolo específico”.

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Em seu voto, a desembargadora também verificou que o réu humilhou, manipulou, controlou e intimidou a vítima, atitudes que se enquadram em violência psicológica. “As condutas reiteradas de humilhação, manipulação, controle, intimidação e desqualificação praticadas pelo apelante configuram violência psicológica contra a mulher, pois comprometeram a saúde emocional e a autodeterminação da vítima”, escreveu a magistrada.

Por fim, a desembargadora lembrou que, em casos de violência doméstica, é incabível a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos ou medidas alternativas: “A substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos é incabível quando as circunstâncias concretas evidenciam violência psicológica praticada no âmbito doméstico e familiar contra a mulher, diante da incompatibilidade da medida com as finalidades preventiva e repressiva da sanção penal”.

Imagem gerada por IA

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC e Instituto de Administração Penitenciária do Acre assinam acordo e órgão adere ao Programa Humanize

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Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) é o sexto órgão a assinar Acordo de Cooperação com o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) integrando o projeto Humanize e, assim, ampliar a aplicação de normas e decisões internacionais

Mais um órgão, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), assinou nesta quinta-feira, 15, um acordo de cooperação técnica de adesão ao Programa Humanize do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Dessa forma, o Iapen é o sexto a integrar a rede estadual, com a intenção de ampliar a aplicação de normas e decisões internacionais.

O Programa Humanize é uma ação pioneira da Justiça acreana e busca realizar o controle de convencionalidade no sistema de justiça. A iniciativa é uma solução de inteligência artificial com o propósito de aumentar o alinhamento das decisões locais com o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, auxiliando a fundamentar os atos na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Com a adesão ao programa, o Iapen poderá acessar a solução tecnológica, participar de capacitações e formações, desenvolver atividades jurídicas e de pesquisa conjunta ou realizar outras atividades para aprimorar o conhecimento na área.

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O objetivo é o aprofundamento do conhecimento em direito internacional e o fortalecimento da cultura do exame de convencionalidade nos atos do órgão, o que, consequentemente, promove a efetivação da proteção e defesa dos direitos humanos no estado.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou que, no âmbito do Iapen, o emprego da tecnologia auxilia no cumprimento do Plano Pena Justa. “Essa é uma forma de fortalecer não só as instituições, como também estaremos fortalecendo a cidadania, os direitos fundamentais, a garantia de que as pessoas estão de fato em um Estado de direito”, afirmou o magistrado.

O corregedor do Iapen, Joseph Martins, participou do momento e destacou a vanguarda do Judiciário acreano: “O Judiciário está sendo vanguarda, focando nos direitos humanos”.

Rede

Uma das medidas para efetivar o Programa Humanize é estimular que instituições do sistema de justiça participem da iniciativa, fazendo o controle de convencionalidade dentro de suas competências. Por isso, a presidência do TJAC realiza essa articulação com os parceiros.

Além do Iapen, até o momento, o Ministério Público do Acre (MPAC), a Defensoria Pública do Acre (DPE-AC), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a Delegacia-Geral de Polícia Civil e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC) assinaram o acordo e já compõem essa rede.

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Esse trabalho de mobilização e elaboração dos acordos é realizado pelo TJAC por meio do Núcleo de Cooperação Judiciária (Nucoj) e, no ato desta quinta-feira, também participaram o juiz de direito Giordane Dourado e o servidor Rodrigo Santos.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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