TJ AC
Oficina de Inovação incentiva desenvolvimento de soluções do Judiciário para benefício da população
TJ AC
A parceria estratégica entre TJAC e TRE-AC fortalece o ecossistema de inovações no estado acreano
A equipe do Inova Lab ministrou nesta quarta-feira, 15, a oficina de Design Thinking aplicada às temáticas Diligência Sustentável e Viagem que Gera Valor para servidores do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AC).
O condutor da atividade foi o assessor de Transformação e Inovação do TJAC, Bono Maia, que propôs a utilização de três metodologias para refletir sobre dois desafios eleitos pela Administração. Dessa forma, a primeira tarefa foi o desenho do Mapa de Empatia, o qual possuía as seguintes questões orientadoras: Quem são os atores envolvidos? O que vivenciam hoje? Quais necessidades aparecem? Quais dores ou dificuldades aparecem? Quais tensões ou barreiras existem? Quais oportunidades são percebidas? O que chama mais atenção?

Os participantes representam unidades que estão diretamente relacionadas ao contexto específico das demandas; portanto, foram convidados a compartilhar as dificuldades e perspectivas internas, bem como a ampliar o olhar para o prisma do cidadão e da gestão, construindo, assim, uma visão holística sobre os problemas e oportunidades.
Dentre os quatro grupos, o Grupo 4 elegeu como ator do Mapa de Empatia o presidente da instituição, e o Grupo 2, o oficial de justiça. Então, na primeira etapa, já dialogaram considerando metas, comportamentos e questões técnicas, imergindo no contexto funcional. Contudo, essa cartografia teve uma abordagem multidisciplinar, ou seja, transcendeu as visões departamentais, integrando conhecimentos variados e evoluindo para a criação de soluções mais completas e inovadoras.
A metodologia seguinte aprofundou a compreensão sobre os temas propostos com a definição do problema. A experiência, o fluxo, as ferramentas, a rotatividade da equipe e até a cultura organizacional entraram na pauta. Mais do que isso, o oficial de justiça James Cley Borges trouxe ainda problemáticas da sociedade que afetam o desempenho das diligências, como a atuação de organizações criminosas nos bairros ou a dificuldade de autocomposição em conciliações pelo medo da população de cair em golpes. Já Helton Macêdo, da 1ª Zona Eleitoral, explicou sobre a dificuldade das intimações em municípios.
A realização desta oficina atende à Meta 9 das Metas Nacionais do Poder Judiciário, por meio do estímulo à inovação. A modernização se consolida pelo incentivo ao desenvolvimento e à implementação de projetos inovadores com a colaboração entre instituições públicas, a fim de gerar benefícios concretos e mensuráveis à sociedade.













Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Centro Cultural do Juruá preserva história centenária com obra de revitalização que entra em fase final
Obra realizada pelo Tribunal de Justiça do Acre reforça a estrutura de um dos prédios públicos mais antigos do estado, preservando suas características arquitetônicas e seu valor histórico
As obras de revitalização do Centro Cultural do Juruá, em Cruzeiro do Sul, avançam para a fase final e a previsão é que sejam concluídas até o fim de agosto. Executada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), a intervenção contempla o reforço estrutural da edificação, substituição da cobertura, recuperação de elementos em madeira e pintura completa do imóvel, garantindo mais segurança e preservando o patrimônio histórico.
Durante o período de execução dos serviços, as visitações ao Centro Cultural do Juruá permanecem temporariamente suspensas.
O prédio possui importância singular para a história acreana. A construção foi iniciada em 1904 e concluída em 1911. Ao longo de seus 115 anos, o imóvel abrigou a primeira sede da Prefeitura de Cruzeiro do Sul e também funcionou como sede da comarca, tornando-se um dos principais marcos da memória institucional e cultural da região.




De acordo com o coordenador do museu, Narcelio Generoso, a obra teve início no final de março e representa uma das mais importantes intervenções já realizadas na edificação.
“O nosso objetivo é entregar essa obra até o final de agosto. É um espaço de memória muito importante que necessitava de uma intervenção mais robusta, justamente por se tratar de um prédio centenário e considerado o prédio público mais antigo do Acre”, destacou.
Segundo Narcelio, o principal desafio foi reforçar a estrutura de uma construção erguida em uma época em que os materiais utilizados eram bastante diferentes dos atuais.
“Foi necessário executar um reforço estrutural completo, com novas colunas e elementos metálicos ao redor da edificação para garantir sua estabilidade. O prédio foi construído em um período em que o uso de ferro ainda não era uma realidade em Cruzeiro do Sul. Agora, ele passa a contar com uma estrutura muito mais segura, preparada para preservar esse patrimônio por muitos anos”, explicou.
Além do reforço estrutural, as equipes realizaram a substituição das peças de madeira comprometidas pela ação do tempo e da umidade, comuns ao clima amazônico. Também foram recuperados guarda-corpos e partes da estrutura da cobertura, que passaram a utilizar perfis metálicos de alta resistência, sem alterar as características originais do imóvel.
Outra etapa já em fase de conclusão é a instalação da nova cobertura. As antigas telhas estão sendo substituídas por modelos com acabamento colonial e tecnologia termoacústica, proporcionando maior conforto, leveza e durabilidade, ao mesmo tempo em que preservam a identidade arquitetônica do prédio.



Toda a revitalização segue critérios de preservação do patrimônio histórico, mantendo o estilo colonial que caracteriza o Centro Cultural do Juruá e garantindo que o edifício continue sendo uma referência da história de Cruzeiro do Sul e do Poder Judiciário acreano.
Com a conclusão das obras prevista para agosto, o espaço será reaberto ao público, oferecendo uma estrutura mais segura e preparada para receber visitantes, estudantes, pesquisadores e a população em geral, fortalecendo a preservação da memória e da cultura da região do Juruá.
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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