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Redação sobre violência doméstica garante computador a estudante indígena no interior do Acre

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Programa do TJAC premia estudantes por textos sobre enfrentamento à violência contra a mulher; premiação ocorreu em território Puyanawa, em Mâncio Lima, durante a 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa

A estudante indígena Bárbara Rosa Batista Puyanawa conquistou o 3º lugar no concurso de redação do programa Conscientização pela Paz no Lar. Ela e outras duas jovens foram premiadas com computadores pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). As três obtiveram as melhores notas do município de Mâncio Lima. A entrega dos equipamentos ocorreu nesta quinta-feira, 12, na Escola Indígena Ixubâay Rabui Puyanawa, e integrou a programação da 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa.

Pela primeira vez, a iniciativa da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do TJAC, que estimula o enfrentamento à violência de gênero entre estudantes do ensino médio, alcançou uma comunidade indígena, demostrando a ampliação das atividades do programa em todo o estado.

Em 2025, a ação educativa alcançou mais de 2 mil estudantes em dezenas de municípios acreanos. A proposta foi incentivar a prevenção e o combate à violência doméstica e familiar, além de ampliar o conhecimento dos jovens sobre a Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006) e o crime de importunação sexual (Lei nº 13.718/2018).

A metodologia do programa começa com palestras educativas para os adolescentes. Em seguida, os estudantes produzem uma redação sobre o tema proposto. Os três textos com melhor avaliação recebem computadores. A premiação marca o encerramento das atividades do programa no município, assim como a destinação social e ambientalmente responsável de equipamentos eletrônicos do TJAC.

A edição 2025 do programa Conscientização pela Paz no Lar contou com a parceria da Defensoria Pública do Acre (DPE-AC), do Ministério Público do Acre (MPAC), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac) e do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE).

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Premiação em Mâncio Lima

A cerimônia de premiação teve um significado especial: ocorreu dentro de um território indígena, fato inédito na história do programa. Além dos computadores, as estudantes também receberam garrafas térmicas e fones de ouvido, entregues pela Prefeitura de Mâncio Lima.

Estudantes premiadas:

1º lugar – Ruberlene Nascimento da Silva (Escola Estadual Maria Firmino)
2º lugar – Jhenifer da Silva Matos (Escola Primeiro de Maio)
3º lugar – Bárbara Rosa Batista Puyanawa (Escola Estadual Indígena Ixubâay Rabui Puyanawa)

Durante o evento, a representante da Cosiv e da Asmac, juíza de Direito Adamarcia Machado, destacou a relevância da iniciativa para toda a sociedade, inclusive para as comunidades indígenas. “É uma grande satisfação. Reafirma a importância do programa na prevenção da violência doméstica, por meio da educação e do diálogo com os jovens. Parabenizo os estudantes, a escola e as instituições parceiras”, afirmou.

Participaram da solenidade os representantes dos poderes públicos; o cacique do povo indígena, Joel Puyanawa; a equipe gestora e pedagógica das escolas concorrentes; professores; as estudantes vencedoras e seus familiares.

Entrega de computadores no Juruá

Na quarta-feira, 11, também houve entrega de computadores do programa Conscientização pela Paz no Lar aos vencedores do concurso de redação dos municípios de Cruzeiro do Sul e Porto Walter. A cerimônia ocorreu na Escola Estadual Comandante Braz de Aguiar e reuniu dezenas de pessoas.

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Confira o nome das premiadas:

1º lugar – Lívia Pereira de Souza
2º lugar – Kerolayne Braga Ramalho
3º lugar – Isabela Lima de Almeida

A juíza da Vara de Proteção à Mulher e de Execuções Penais de Cruzeiro do Sul, Marilene Zhu, ressaltou o esforço do TJAC para desenvolver ações concretas de prevenção à violência doméstica. Ela destacou ainda o trabalho educativo da Cosiv, por meio de palestras e do concurso de redação com o tema “Estratégias para quebrar o ciclo da violência doméstica”.

Segundo a magistrada, a atividade estimula a reflexão, o diálogo e a conscientização sobre a violência contra a mulher. Além disso, contribui para a inclusão digital de jovens e adolescentes, que passam a contar com um computador para estudar e se capacitar.

Participaram da solenidade de premiação a representante da Asmac, Adamarcia Machado; a diretora da escola, Flávia da Silva; o representante da Escola Borges de Aquino e do município de Porto Walter, Agamenilson Correia; e a psicóloga do Ministério Público, Fernanda Cabral.

32ª Semana Justiça pela Paz em Casa

Promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de justiça de todo o país, a campanha ocorre três vezes ao ano e integra a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Durante a semana, o Judiciário acreano mobilizou a sociedade para debater os desafios enfrentados pelas mulheres, com a realização de audiências, julgamentos e ações educativas.

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Lançamento de aplicativo marca a transformação digital da Escola do Poder Judiciário

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Avisos, matrículas, materiais didáticos e certificados são algumas das funções facilitadas pelo App da Esjud

A Escola do Poder Judiciário (Esjud) realizou uma programação especial dedicada à inovação e tecnologia. Nesta sexta-feira, 2, ocorreu o lançamento do seu aplicativo móvel, que já pode ser acessado para download. “A Esjud inteira na palma da sua mão” – disponível para Android e IOS.

Com uma interface intuitiva e navegação fluida, a ferramenta concentra os principais serviços da Esjud: Acesso ao ambiente virtual de aprendizagem, inscrição em cursos, consulta e download de certificados, emissão de certidão, registro de certificados externos, notícias, avisos, notificações administrativas e lembretes das atividades.

App da Esjud

Na abertura do evento, o desembargador Luís Camolez, diretor da Esjud, reforçou a missão do órgão de ensino: “A escola é onde aprendemos, debatemos e progredimos. Fico feliz de estarmos com o auditório cheio, e, além disso, ter servidores conectados por videoconferência, pois é assim que esse propósito se completa”.

Após o pronunciamento, o lançamento do App da Esjud foi materializado pela adesão dos bottons de divulgação. Posteriormente, foram disponibilizados os QR Codes nos telões do auditório, os quais possibilitaram que o público baixasse e conhecesse as funcionalidades do novo canal de comunicação e serviços.

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Em seguida, o servidor da Esjud Allan Almeida contextualizou o fluxo comunicacional entre alunos e formadores, por meio do site, e-mail, WhatsApp, AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) e sistema de certificados. “Tudo isso está sendo modernizado pelo aplicativo. É importante enfatizar que o aplicativo tem uma integração completa, não é um banco de links que te direciona para um site. Está tudo funcional”, arrematou.

Portanto, o aplicativo garante mais agilidade, transparência e autonomia para alunos, formadores e servidores no acesso às informações da instituição. Também estavam presentes na solenidade as juízas e juiz auxiliares da Presidência Louise Santana, Zenice Cardozo e Giordane Dourado, bem como as magistradas Evelin Bueno, Shirlei Hage, e os magistrados Robson Aleixo, Clovis Lodi e Marlon Machado, além de secretários e servidores da instituição.

Não é sobre usar IA. É sobre pensar diferente

A programação seguiu com a palestra “Não é sobre usar IA. É sobre pensar diferente”. O juiz Johnny Clemes concatenou assuntos e atualidades de forma dinâmica, falou desde a escrita bico de pena, aos processos, riscos até o Elon Musk. O objetivo não era conhecer prompts, mas sim refletir sobre como a Inteligência Artificial (IA) tem mudado as ferramentas de trabalho.

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Durante sua apresentação, o magistrado ponderou que a IA não revela apenas o que uma máquina consegue fazer, mas sim o que ainda está sendo realizado de forma manual. A partir disso, edificou um paralelo temporal com as seguintes anteposições sobre procedimentos laborais: procurar x analisar; comparar x supervisionar; resumir x decidir; conferir x criar; organizar x interpretar; redigir x cuidar.

“Estamos preparados? Temos tecnologia e precisamos de condutas. Estamos em um momento de transformação, em que refletimos o porquê das atividades serem realizadas de certa forma. Com os novos recursos, devemos pensar: O que preciso aprender agora? Quais novas habilidades são necessárias? E o que você fará com o tempo que a IA devolver para você?”, concluiu o palestrante.

Certificação da Residência em Tecnologia da Informação.

A entrega de certificados celebrou o encerramento da Residência em Tecnologia da Informação. Ao todo, foram 12 concludentes da formação realizada pela Esjud, em parceria com o Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Fotos: Wellington Vidal* estagiário sob supervisão/ Secom

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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