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TJAC contribui com trabalhos da Rede PopRuaJud para atender população em situação de rua

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Empregabilidade, cidadania, moradia acessível e adequada, infância e juventude, capacitações e população LGBTQIA+ foram alguns dos temas debatidos em Brasília por integrantes da Rede PopRuaJud

Durante dois dias, segunda e terça-feira, 9 e 10, foi realizada a reunião da Rede PopRuaJud, em Brasília, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o objetivo de fortalecer a política judicial de atenção às pessoas em situação de rua. A juíza Isabelle Sacramento representou o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) no encontro.

O principal objetivo do evento foi permitir que integrantes do Sistema de Justiça (tribunais, defensorias e ministérios públicos) e representantes dos movimentos sociais dessa população construíssem, de forma conjunta, as estratégias do Plano de Ação 2025-2027.

Empregabilidade, cidadania, moradia acessível e adequada, infância e juventude, capacitações e população LGBTQIA+ foram alguns dos temas debatidos nas oficinas e subgrupos realizados. Além disso, atividades culturais também fizeram parte da programação, como a exposição de arte da população em situação de rua e o lançamento da obra “Escritos do Asfalto”, de Samuel Rodrigues.

A juíza Isabelle Sacramento destacou a importância do evento para a consolidação do trabalho realizado pela Justiça acreana no atendimento às pessoas em situação de rua. “No evento também foram apresentadas as diretrizes básicas para as próximas edições dos mutirões do PopRuaJud e, agora, vamos nos reunir com os outros atores da rede para organizar o mutirão que acontecerá aqui em Rio Branco”, afirmou.

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Fotos: CNJ

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Roda de conversa debate caminhos para a equidade racial

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Você já presenciou situações que, mesmo sem intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias?

Nesta terça-feira, 23, o Comitê Permanente de Equidade Racial (Coper) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu a roda de conversa Escuta, Linguagem e Vivências: Refletindo sobre Equidade Racial no Ambiente Institucional. O evento foi realizado no Espaço de Convivência do Fórum dos Juizados Especiais Cíveis da Cidade da Justiça de Rio Branco.

Na abertura, a servidora Elaine Cristina, que é membro da Coper e da divisão de Inclusão e Acessibilidade fez a seguinte proposição: Nosso ambiente favorece o pertencimento para todas as pessoas?

As respostas apontaram uma mudança da cultura organizacional. Atualmente, a forma como os novos servidores são acolhidos é diferente de décadas atrás. Há um evento para a posse, a família participa desse momento, posteriormente a servidora ou servidor passam por uma formação na Escola do Poder Judiciário para compreender melhor os fluxos da instituição. Assim, a construção desse fluxo foi compreendida como algo que favorece a sensação de pertencimento.

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O próximo questionamento foi mais direto na questão do preconceito: Você já presenciou situações que, mesmo sem a intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias? Comentários velados, análise de vestimentas, piadas e falas inconvenientes foram enumeradas como premissas do racismo estrutural, que infelizmente ainda é repetido por colegas de trabalho.

Outros incômodos mencionados foram: “Tem coisas que são ditas e não são recepcionadas como preconceito, por causa da falta do letramento racial”, ponderou uma das participantes. “Ainda há discussões sobre o sistema de cotas e a diminuição do mérito da pessoa que entrou por cota” – outro exemplo citado. Para além disso, vale lembrar que a equidade racial não é apenas sobre ser negro, mas também alcança a inclusão de indígenas.

Por fim, a atividade se encerrou com reflexões sobre barreiras e silenciamentos. “As pessoas que deveriam participar desse tipo de evento, não participam. Aqui estão pessoas negras, do comitê e simpatizantes. Quando vai fazer uma roda de conversa, acham que é besteira”, concluiu outro participante.

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A partilha sobre os desconfortos oportunizou o reforço do apoio da Comissão e o uso dos canais de denúncia. Nesse sentido, vale ressaltar que as ações de promoção da equidade têm se multiplicado no Judiciário acreano, dando efetividade ao plano de ação e à campanha com políticas de equidade racial e enfrentamento ao racismo, desenhados para este ano de 2026.

Além disso, a roda de conversa cumpre o propósito de ser uma metodologia de diálogo horizontal entre servidoras e servidores, que promove a escuta ativa, acolhimento e troca de experiências.

Fotos: Gleilson Miranda / Secom TJAC

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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