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TJAC debate com instituições públicas sobre medidas integradas de prevenção da violência doméstica e familiar
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Encontro realizado no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), nesta quarta-feira, 5, reuniu instituições públicas para dialogar sobre medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar, considerando fatores como raça, etnia, realidades sociais, contextos demográficos e outras questões específicas
Para debater caminhos que precisam ser adotados no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher e também efetivar o artigo 8º da Lei Maria da Penha, que trata de medidas integradas na área, considerando as perspectivas de gênero, raça e etnia, representatives da Coordenadoria Estadual de Proteção às Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participaram de um debate com instituições públicas, entidades e organizações sociais nesta quarta-feira, 5, no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC).
Afinal, em razão do racismo, mulheres negras sofrem mais formas de violência: em 2025, 65,1% das vítimas de feminicídio eram mulheres negras. A questão regional demonstra a disparidade na destinação orçamentária e na gestão de políticas públicas. Não à toa, no ano passado, o Acre ultrapassou o crescimento nacional de 2,6% em lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica, atingindo 21,1%, o maior do país, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os dados comprovam a necessidade da elaboração de medidas diferenciadas para proteger mulheres que sofrem violência devido à cor da pele, às realidades sociais, ao contexto demográfico e a outras questões específicas.
Com o objetivo de traçar diretrizes e elaborar ações operacionais para combater essas desigualdades, a Mesa de Diálogo “Estratégia de Implementação do artigo 8º da Lei Maria da Penha” foi realizada pela Associação de Mulheres Negras do Acre (MAN-AC), pelo TCE-AC e pela Escola de Contas Conselheiro Alcides Dutra de Lima, com a participação de integrantes de diversos órgãos públicos, conselhos e secretarias estaduais e municipais.
Para a juíza de direito Louise Kristina, coordenadora da Cosiv e auxiliar da Presidência do TJAC, é essencial que essas initiatives tenham seguimento. A magistrada ainda destacou os quatro eixos principais de atuação na área: realização de governança e integração da Rede de Proteção à Mulher; construção de dados, diagnósticos e monitoramento dessas informações; promoção de ações de educação, formação e prevenção; e iniciativas voltadas para que a comunicação sobre casos e dados não cometa novas formas de violência ou confirme preconceitos de gênero.
“Essas iniciativas não devem terminar, e sim ter seguimento. Então, temos eixos de atuação com quatro focos que precisam ser continuados. Nós, instituições, estamos ou não estamos comprometidas com a temática? Estamos ou não estamos interessadas em mudar essa realidade que vivenciamos hoje? Para isso, precisamos mapear nossas ações e saber o que estamos desenvolvendo e ter uma comunicação. Hoje, nossa comunicação é fragmentada. Cada instituição faz suas ações de forma isolada, e um ente não consegue saber o que o outro está fazendo e, às vezes, estamos fazendo a mesma coisa. Vamos unir nossos esforços em prol dessa causa”, convidou a magistrada.









Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC conclui segundo módulo de construção do Planejamento Estratégico 2027-2032
Trabalho entra agora no terceiro estágio, que prevê a identificação de lacunas e o planejamento de novos objetivos, metas e projetos
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, nesta sexta-feira, 25, o Workshop IV – Validação do Posicionamento, Missão, Visão e Valores (MMV) e Diretrizes. A atividade marcou a última etapa do segundo módulo de desenvolvimento do Planejamento Estratégico 2027–2032, que estabelece metas e ações para orientar a atuação do Poder Judiciário acreano pelos próximos seis anos.
O encontro foi coordenado pelo Núcleo Estratégico do Planejamento Estratégico Institucional 2027–2032 e conduzido por uma empresa de consultoria especializada contratada pelo Tribunal. A atividade reuniu representantes de órgãos e unidades da instituição. A pauta principal foi definir o posicionamento, as diretrizes e a identidade organizacional do TJAC para o próximo sexênio.
Com a conclusão dessa etapa, o trabalho segue para o terceiro módulo, dedicado à tradução e à governança estratégica. Nessa fase, serão identificadas as principais lacunas da arquitetura organizacional, incluindo aspectos relacionados à rotina, às pessoas, ao ambiente, à cultura e às infraestruturas física e tecnológica. A partir desse diagnóstico, serão planejados novos objetivos, metas e projetos estratégicos.
Ao todo, o processo está estruturado em quatro módulos, com a participação de diferentes setores internos e externos, para que o documento final seja resultado de uma construção coletiva. A proposta é que o planejamento sirva como instrumento de orientação e permita ao Poder Judiciário avaliar continuamente o cenário institucional, definir onde pretende chegar e identificar os recursos necessários para alcançar seus objetivos.

“Nós estamos no caminho certo”
Na abertura do workshop, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou os avanços alcançados até o momento. Ele destacou a importância do Planejamento Estratégico para a rotina institucional e citou os reconhecimentos e as premiações conquistados pelo Tribunal como exemplos dos resultados desse trabalho.
“Nós estamos no caminho certo. Isso mostra que aquilo que nós sonhamos lá atrás tem se concretizado, se realizado. E aquilo que nós estamos sonhando hoje vai se concretizar também. Só depende das nossas ideias”, afirmou. O presidente ainda frisou a importância de colocar a população no centro das decisões.

Por fim, reconheceu o empenho das equipes envolvidas na elaboração do plano. “Estão imbuídos do seu papel de fazer o Judiciário do Acre uma instituição que orgulha o acreano e a todos nós que aqui também integramos a Justiça”, concluiu.
Participaram do workshop o coordenador dos Juizados Especiais Cíveis, desembargador Júnior Alberto; os juízes auxiliares da Presidência Louise Santana, Giordane Dourado e Zenice Cardoso; os magistrados auxiliares da Vice-Presidência e da Corregedoria, Bruno Perrotta e Cloves Ferreira, respectivamente; o secretário de Governança e Gestão Estratégica, Hélio Carvalho; o subsecretário de Estratégia e Sustentabilidade, Evandro Araújo; além de servidoras, servidores e consultores da empresa contratada.





Fotos: Gabriel Yjalade/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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