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TJAC oferece oportunidades de estágio para universitários de todo o estado

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A iniciativa visa a oportunidade de formação prática para universitários em diversas áreas no Judiciário Acreano

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), torna pública a abertura do Processo Seletivo Virtual Simplificado destinado à formação de cadastro de reserva para estágio remunerado de estudantes de graduação. abertura de cadastro de reserva para estágio remunerado voltado a estudantes de graduação. A iniciativa contempla alunos de diversas áreas e está aberta a candidatos de todos os municípios do estado, com a formação profissional e o fortalecimento da Justiça em todas as regiões acreanas.

A inscrição no programa de estágio do Tribunal de Justiça do Estado do Acre poderá ser feita no período das 8 horas do dia 16 de outubro de 2025 até às 18 horas do dia 31 de outubro de 2025 (horário do Acre), no endereço endereço: https://link.tjac.jus.br/estagio-superior-25.

O processo seletivo é destinado a estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e conveniadas com o Tribunal de Justiça do Estado do Acre, incluindo universidades, centros universitários e faculdades públicas e privadas que atuam no estado e em âmbito nacional, na modalidade presencial ou a distância.

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Poderão participar do processo seletivo que objetiva a formação de cadastro de reserva para estágio remunerado os estudante de graduação nas áreas de: Administração, Arquitetura, Ciências Biológicas, Ciência Contábeis, Ciências Econômicas, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Fisioterapia, Gestão Jurídica e Notarial, História, Jornalismo, Letras, Logística, Matemática, Nutrição, Marketing e Publicidade, Pedagogia, Psicologia, Recursos Humanos, Serviço Social e Sistema de Informação.

Não poderão participar estudantes que, sejam policiais civis ou militares; possuam mandato eletivo federal, estadual, distrital ou municipal; estejam em outro estágio, exceto nos casos de estágio obrigatório (curricular); ou façam parte do quadro de servidores do Poder Judiciário do Estado do Acre.

O processo seletivo simplificado ocorre em etapa única, por meio de análise curricular, de caráter classificatório e eliminatório. As candidatas e os candidatos serão ranqueados em ordem decrescente por meio do índice de coeficiente de rendimento acadêmico acima de 2 (dois), levando-se em consideração a seguinte tabela de pontuação:

*Serão aceitos até 1 (um) certificados de 30h com pontuação individual de 1,0 ponto, conforme item 7.2.3. ** Serão aceitos até 2 (dois) certificados de 20h com pontuação individual de 0,5 pontos para cada certificado, conforme item 7.2.3.

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*** Serão aceitos até 4 (quatro) certificados com pontuação individual de 0,25 pontos para cada certificado. O índice de Rendimento ou Coeficiente de Rendimento Acadêmico será pontuado da seguinte forma:

As candidatas e candidatos admitidos no processo seletivo terão o contrato com validade de 12 meses, contado a partir da data de publicação do primeiro ranking de classificados. Esse prazo poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período. O estágio terá modalidade presencial, jornada de 5 (cinco) horas diárias, conforme a necessidade do setor de locação e 25 (vinte e cinco) horas semanais, com uma bolsa-auxílio, de R$ 1.518,00 (um mil quinhentos e dezoitos reais) mensais, com acréscimo do valor de auxílio-transporte.

As fases do processo seletivos serão publicadas de acordo com o edital e publicadas no site do TJAC, em conformidade com o cronograma de datas do certame. Para mais informações ou dúvidas, as interessadas e interessados devem entra em contato com a Subsecretaria de Gestão e Desenvolvimento de Servidores (Suged) através do e-mail [email protected].

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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No Dia dos Povos Indígenas, TJAC destaca ações de cidadania que garantem direitos à população originária

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Medidas ampliam acesso à documentação, serviços públicos e reconhecimento da identidade indígena; confira a reportagem especial

Os povos originários sempre influenciaram a cultura e a história do Acre. O nome do estado deriva de “Aquiri”, termo da língua dos indígenas Apurinã que habitavam a região e significa “rio dos jacarés”. A culinária também é marcada pela presença de ingredientes nativos, como mandioca, tucupi, jambu e peixes, sempre presentes na mesa dos acreanos.

Essa relação com os povos indígenas é uma característica marcante do Acre, que concentra uma grande diversidade de etnias em seu território. São pelo menos 15 povos diferentes, além de grupos isolados. Segundo o Censo 2022, a população originária corresponde a cerca de 32 mil pessoas. Há 35 Terras Indígenas (TIs), o que representa 14,56% do território estadual.

Diante da expressiva presença indígena, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tem adotado estratégias e medidas para garantir a proteção dos direitos dos povos originários. Neste 19 de abril, data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, confira, nesta reportagem especial, as ações desenvolvidas pelo Poder Judiciário acreano em prol da população ancestral.

Corrigir documentos é reparação histórica

Historicamente, os indígenas enfrentam preconceito para registrar nome e identidade étnica. Ciente disso, em abril de 2025, a Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger) aprovou uma norma que possibilita a retificação da certidão de nascimento sem a necessidade de ação judicial. A medida se baseia em uma resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A ideia do Judiciário acreano é agilizar a alteração do nome e sobrenome, a inserção da etnia e a correção nos documentos de pessoas autodeclaradas indígenas. A instituição entende ser necessária uma reparação histórica com os povos ancestrais do estado, ainda alvos de preconceito e discriminação.

Por isso, o procedimento foi facilitado. Anteriormente, era necessário ajuizar uma ação para realizar qualquer alteração no registro. Agora, o processo ficou mais fácil, rápido e barato. Basta solicitar ao cartório extrajudicial mais próximo, caso a mudança seja para corrigir equívocos históricos, como a ausência da etnia ou do sobrenome na certidão de nascimento.

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Cidadania para todos

O TJAC também tem realizado ações que facilitam o reconhecimento da diversidade cultural e da autodeterminação dos povos indígenas no Acre. A principal delas é o Projeto Cidadão, trabalho social que facilita o acesso gratuito à documentação e a serviços públicos. Desde 2021, a instituição realiza edições direcionadas à população originária, sendo os atendimentos promovidos dentro das próprias comunidades.

A medida permite superar as barreiras logísticas no atendimento à população indígena, especialmente em áreas remotas. Até o momento, uma variedade de etnias do estado foi beneficiada, como os Puyanawa, Huni Kuin, Kulina, Kampa, Madja, Nukini, Nawa, Shanenawa, Ashaninka e Manchineri. Essa lógica aplicada pelo Judiciário acreano rompe com o histórico de exclusão ao descentralizar os serviços públicos e garantir acesso equitativo.

Entre os serviços mais buscados estão a retificação de documentos, como certidão de nascimento e identidade, bem como a formalização da união por meio do casamento coletivo. Como novidade da atual gestão, foram incluídos atendimentos da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) e da Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv).

Compromisso com as pessoas

Em 2025, a primeira edição do Projeto Cidadão realizada na administração do desembargador Laudivon Nogueira ocorreu na Aldeia São Vicente, do povo Huni Kuin, em Tarauacá. De acordo com o chefe do Judiciário acreano, o propósito da ação foi demonstrar o compromisso do Tribunal de Justiça com a inclusão social, principalmente das populações indígenas: “Mostrar que é uma instituição parceira da sociedade, não só no julgamento das causas, mas na construção de uma cidadania ativa”.

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O cacique da aldeia São Vicente, Amẽ Huni Kuin, falou da satisfação em não precisar sair por horas ou até dias para obter atendimento: “Estou falando diretamente da minha casa, do meu povo, da minha aldeia, dentro da floresta. Esse é um sonho realizado”. O líder indígena acrescentou sobre a sensibilidade do Poder Judiciário às necessidades específicas dos povos originários: “Somos parceiros para virem fortalecer a nossa união, fortalecer a nossa cidadania”, afirmou.

Ibatsei Huni Kuin aproveitou o projeto do TJAC e solicitou a documentação de seus quatro filhos, três garotos e uma menina. “É muito longe para eu ir para a cidade daqui. É importante virem aqui para a gente poder tirar documento”, explicou. Em Santa Rosa do Purus, o casal Manoel e Josefa, ambos indígenas, disseram “sim” oficialmente e selaram a união de mais de 30 anos no casamento coletivo.

Continuidade dos serviços à população indígena

Este ano, o TJAC já garantiu a emissão de documentos básicos a sete povos indígenas. Foram mais de 140 pessoas atendidas — um esforço contínuo da instituição para combater a invisibilidade social dessa população. Nesta primeira ação, o Tribunal ofertou uma vasta gama de serviços públicos, em especial nas áreas da saúde e da assistência social.

O Tribunal de Justiça prevê, ainda, ao menos cinco edições do Projeto Cidadão voltadas aos povos originários em 2026. Conforme o calendário de ações, o primeiro atendimento está previsto para junho, com a etnia Katukina; em agosto, na cidade de Feijó; em novembro, na Terra Indígena Nukini e na Comunidade São Salvador, ambas em Mâncio Lima; depois, em Santa Rosa do Purus; finalizando, em dezembro, no município de Jordão.

Fotos: Elisson Magalhães e Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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